4 de jul de 2009



Que esse vídeo é antigo, manjado, visto e revisto milhões de vezes, pode ser. Mas que é criativo e bem feito pra caramba, isso é inquestionável.

3 de jul de 2009


Fortaleza
Terra também dos reis

V
ocês já perceberam que embora no Brasil, nunca um monarca tenha sido proclamado rei, abundam reis para todos os gostos. Só aqui, em Fortaleza, existem monarquias do piso, do parafuso, dos pássaros, do empalhamento, da panelada, da cambagem, do óleo, do celular... Conforme a matéria assinada por Eleazar Barbosa, na mais recente edição da Singular impressa, o Guia Telefônico da Listel tem listado endereços comerciais de 18 soberanos, na Capital cearense.

Nesses reinados, a história mais inusitada é da dinastia da panelada. Uma família montou um restaurante especializado em servir cozido a base de intestinos, alguns miúdos de boi e verduras. O nome do estabelecimento? Rei da Panelada.


E foram felizes por muito tempo.

Casa cheia.



Até que um dia, o casal brigou e houve separação. A mulher, ofendida, não contou pipoca (ou panelada para ser mais fiel ao papoco do par litigante) e abriu, na mesma rua, o seu negócio: A Rainha da Panelada. Um terceiro comerciante, instalado na mesma rua, e do mesmo ramo, certamente notando que o seu restaurante não tinha apelo publicitário, aproveitou a expansão do feudo monárquico (rua Capitão Gustavo – bairro Joaquim Távora) e tascou o letreiro, na fachada: Imperador da Panelada.

Einstein
Foto, língua e versões

Hoje, no programa Rádio Debate, por sinal excelente, na Rádio Universitária FM, comandado pelo jornalista Agostinho Góssio, o professor e jornalista Cássio Vieira Leite, estudioso e autor de vários livros sobre Albert Einstein, deu uma bela entrevista sobre o criador da Teoria da Relatividade.


Sobre a famosa foto (Einstein com a língua de fora) Cássio deu duas versões sobre os motivos para o registro da mesma. Segundo ele, a primeira sobre a foto diz que, logo depois de os Estados Unidos explodirem as duas bombas, emHiroshima e Nagasaki, surgiu a bomba de hidrogênio – que era cerca de mil vezes mais potente do que a bomba atômica- e, o cientista teria dito:
“Escrevam cartas para o presidente dos Estados Unidos, e eu mesmo empresto a minha língua para molhar o selo”. Segundo Cássio essa versão é falsa.


A versão verdadeira é que em 1951, Einstein estava completando 72 anos e o um fotógrafo parou ao lado do carro e disse: “Professor, faça uma pose para o seu aniversário”.
Einstein gostou tanto dessa foto que depois pediu várias cópias ao fotógrafo para distribuir com amigos, autografadas. Dizem que o fotógrafo vendeu o original da foto por mil dólares, uma
fortuna à época.

Anselmo Duarte
Vida de um
"touro indomável"

Li, nesta semana, matéria, na revista Joyce Pascowitch, sobre “o puro-sangue
Anselmo Duarte: o homem que eloqueceu as mulheres”.
E como o diretor de O Pagador de Promessas – o único filme brasileiro, até hoje, a ganhar o Festival de Cannes, em 1962 -, era um danadão, na cama.


Leiam um trecho da reportagem:


“Anselmo sempre teve fama de ter um ‘it’ a mais, ou melhor, ‘umas polegadas’ a mais e era considerado um touro indomável no quesito sexo, como registra sua antológica entrevista em O Pasquim, de 30 de outubro de 1969: ‘O homem brasileiro é conhecido no mundo inteiro pelo seu calor’.


Dizia-se que ele conseguia ter entre oito e 12 relações sexuais em 24 horas, fato, aliás, comentado por ele, na famosa entrevista. Antes dos 50 anos, foi a um urologista, em Campinas, reclamar que estava em decadência sexual: ‘Ele me perguntou quantas eu estava agüentando e eu disse, duas ou três. Fiquei famoso no meio médico. Com minha mulher, oito em sequência era normal, começando à meia-noite e terminando às 5 da manhã. E em casos de excitação alcoólica, chegava até dez, 12 relações’, disse ele ao Pasquim.


Neste ano, Anselmo comemora seus 89 anos, certamente com todo vigor.


Mas, deixando de lado as sacanagens do Anselmo Duarte, vejamos o trailer de O Pagador de Promessas, um dos clássicos da filmografia brasileira:




Lula, o pé frio

Te cuida Corinthians, a
Libertadores vem aí


Olhem aí, alguns exemplos da "força" de Lula:


1. Campeão, o tenista Gustavo Kuerten presenteou-o com uma raquete e nunca mais foi o mesmo.

2. O boxeador Popó jamais venceu uma luta importante após presentear o petista com seu par de luvas.

3. O mega-star Lenny Kravitz até sumiu do show-business após presentear o petista com sua guitarra famosa.

4. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, foi ao Palácio do Planalto levar uma camisa do time, às vésperas da decisão da Copa do Brasil, em 2007, e na final aconteceu o que parecia impossível: perdeu o título para o Figueirense, em pleno Maracanã, com dois gols roubados pela bandeirinha.

5. O Corinthians caiu para a segundona, logo depois do petista ser homenageado pela diretoria do clube com uma camisa 10 e seu nome grafado.


6. Antes de partir para a última Copa do Mundo, Roberto Carlos foi o único jogador a visitar Lula, levando para ele uma camisa da Seleção autografada pelos craques. O lateral-esquerdo ajeitava o meião quando Thierry Henry, nas suas costas, fez o gol francês que tirou o Brasil da final.

7. Após uma campanha espetacular na Copa Libertadores da América, o time do Fluminense recebeu a visita de Lula, antes da final com a LDU. O petista até posou para fotos exibindo a camisa do time. No jogo, em pleno Maracanã, o Flu perdeu três pênaltis e o título.

8. Há algumas semanas, a antes imbatível seleção masculina de vôlei esteve com o petista. Perdeu os dois jogos seguintes diante da torcida brasileira, e o título da Liga Mundial.

9. Lula, a caminho de Pequim, levando a sua ‘bênção’ para o maior favorito brasileiro nos Jogos Olímpicos, Diego Hypólito. Deu no que deu…

Fonte: KelRibeiro.com


Te cuida também seleção brasileira para a próxima Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Hoje, Lula recebeu o capitão Lúcio...

2 de jul de 2009






Repórter é agredido no
Congresso Nacional

O repórter, do programa CQC (Custe o que custar) da Band, Danilo Gentili, foi agredido, ontem, por seguranças do presidente do Senado, senador José Sarney. Gentili vive no Congresso Nacional azucrinando os políticos. Alguns ignoram o repórter, como o cearense José Genoíno, outros o enfrentam, e tem aqueles deputados e senadores que se escondem dele. Danilo, que começou no CQC, no ano passado, fazendo o quadro do Repórter Inexperiente, cresceu ainda mais no programa por sua atuação dentro do Congresso Nacional. Certa vez foi proibido de fazer entrevistas dentro da Casa.
Mas, a pressão foi tão grande, que a sua credencial foi renovada.




Olha, o "Tomás
Turbando Pinto"
atacando, de novo



Essa é uma pegadinha que internautas mandam para programas de televisão, ao vivo, fazendo um comentário.
Só que Tomás Turbando Pinto é uma cacofonia e, se lida em voz alta fica:
"tômasturband o pinto".
Godói continua Godói,
que o diga a torcida
do Ceará
O ex-árbitro de futebol e comentarista da Rede Bandeirantes Oscar Roberto Godói xingou o goleiro Felipe, do Corinthians, durante a transmissão do jogo da final da Copa do Brasil. Aos 49 minutos do segundo tempo, com jogo empatado em 2 a 2, o goleiro Felipe caiu e aparentemente tentava gastar o tempo. Godói então falou: "Vai ficar no chão o filho da p...!".
É bom lembrar que a torcida do Ceará Sporting Clube não tem nem um pouquinho de saudade do citado Godói. Aliás, quer que ele jamais apareça por aqui. Motivo: deixou de marcar um pênalti escandaloso a favor do Ceará, no jogo contra o Grêmio, lá no Olímpico, e ajudou, e muito, a decidir a Copa do Brasil, a favor do Grêmio gaúcho, em 1994.


Vejam, o pênalti claro, que o Godói não marcou, no jogo Ceará e Grêmio.

Orlando Silva mentiu

Gravado mais de duzentas vezes, e presença obrigatória em qualquer antologia da Música Popular Brasileira, o clássico Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha (João de Barros), tem uma controvérsia espalhada pelo seu primeiro e um dos principais intérpretes, Orlando Silva.

Segundo o Cantor das Multidões, (vejam no vídeo), a letra de Braguinha, criada muito tempo depois da melodia de Pixinguinha, foi feita a pedido dele ao compositor.

A história é outra. Segundo o pesquisador Nirez, Braguinha (João de Barros) em outubro de 1936, foi instado pela atriz e cantora Heloísa Helena a escrever uma letra para o choro, pois ela participaria naquele mês do espetáculo beneficente "Parada das Maravilhas".

Só ano seguinte é que Orlando Silva, ainda um cantor em ascensão, gravou Carinhoso, e sem se empolgar. Pois sua prioridade era a valsa Rosa, que Pixinguinha compusera, também em 1917, juntamente com Carinhoso, e ganhara letra de Otávio de Souza. Foi o outro lado do disco.

Orlando Silva mentiu.



Caro Sr. Leonel Tafareo, superintendente do Pátio Brasil Shopping [em Brasília]:
Sou o pai do jovem Pedro Lucas, um rapaz íntegro e cheio de esperanças que recentemente tirou sua vida no Pátio Brasil. Está sendo muito difícil escrever esta carta, principalmente neste momento em que a dor, saudade e sentimento de perda ainda se fazem presentes. Mas são esses mesmos sentimentos, acrescidos do sentimento de indignação, que me moveram a escrever esse manifesto.
Fico a me perguntar quantos pais, amigos ou familiares das vítimas do shopping Pátio Brasil tiveram coragem de falar o que pensam, de reclamar os seus direitos de respeito e segurança, de expor a sua dor. Talvez poucos ou nenhum... Eu sei que nada trará o meu filho de volta, mas quem sabe esse meu ato possa preservar mais vidas e trazer mais respeito e consideração àquelas que já se foram.
Meu caro senhor, antes de acontecer com meu filho já sabia que o suicídio era uma prática corrente no shopping, já ouvira vários casos: de uma mulher grávida, uma senhora, vários garotos... Não imaginava que era tão comum até acontecer com alguém do meu mais profundo íntimo. Outro dia, através de conhecidos, soube que a estatística de suicídios no shopping apresenta o número médio de 12 (doze) por ano, ou seja 01 (hum) por mês! Meu Deus, quantas pessoas já se suicidaram lá e ninguém fez nada?!
Bem, até que já fizeram, pois o pessoal está treinado. A rapidez em isolar a área, cobrir as vítimas com um plástico preto e acionar a perícia é admirável. Eles são mais rápidos ainda em acobertar os fatos. Por que ninguém fala sobre as mortes?
Esse silêncio absoluto eu comprovei pessoalmente. No último sábado, dia 14 de março deste ano, visitei o shopping, o lugar onde meu filho pulou, onde ele caiu. Entrei em uma loja aleatória, fingindo ser um comprador comum. Quando discretamente perguntei do acidente, as atendentes fizeram cara de censura. “O pessoal faz a maior pressão para não comentarmos nada”, disse uma delas.
É clara e absurda a política do “pessoal” fazer as pessoas calarem, fazer as pessoas esquecerem logo o que aconteceu para não prejudicar as vendas, o lucro do Pátio Brasil. Aliás, do jeito que as coisas andam, por que ninguém ainda teve a brilhante idéia de abrir uma funerária no shopping, é dinheiro na certa.
O “pessoal”, a administração do shopping, também não quer nenhuma relação com os familiares das vítimas, pois ninguém, nenhum empregado do shopping, nem mesmo o senhor superintendente ou outro gerente do Pátio Brasil deu algum amparo a mim, à minha esposa, à mãe de meu filho; nem um telefonema, carta, ou aperto de mão. Quanta frieza!
A mídia também não faz alarde, o que, por um lado, considero positivo, pois a coisa fica menos banalizada. Por outro lado, ninguém fica sabendo dos inúmeros suicídios, fica como se nada tivesse acontecido.
Mas a banalização das mortes no shopping é inevitável, é um problema da nossa realidade. O suicídio no shopping virou espetáculo rotineiro, a que vários curiosos querem assistir, fotografar e até filmar a queda como se fosse a coisa mais comum do mundo.
Antes de o Pátio Brasil virar o lugar comum para os suicídios em Brasília, a Torre de TV era procurada para esse fim, até que, por respeito à vida humana, colocou-se lá grades protetoras para impedir que pessoas psiquicamente doentes, no momento maior dos seus desesperos, dali saltassem. Por que ainda o Pátio Brasil não tomou esta providência? Esperando o quê? Qual a maior preocupação da direção desse shopping?
A solução é simples: uma grade, rede ou tela de proteção, vidro ou até mesmo um parapeito mais alto resolve. O parapeito do lugar de onde meu filho saltou tem apenas 1,20m de altura, já é um risco para qualquer adulto, imagine para uma criança que inocentemente brinca! Eu tenho certeza que essas medidas não prejudicariam a estética ou o lucro do local.
Aquele sábado foi minha última visita ao shopping macabro. Minha família, meus amigos e a todos que eu puder passar essa mensagem tenho certeza que pensarão duas vezes antes de visitar o shopping Pátio Brasil.
Para concluir, senhor superintendente, saiba que o seu shopping, dada à insegurança e facilidade de pular, já é referência em estudos sobre suicídios, como o lugar mais procurado para esta prática, infelizmente.
Por fim, gostaria de colocar que o shopping deve ser um lugar alegre, que cultive a vida, e não a morte.
Como Vossa Senhoria pode imaginar, os familiares e eu especificamente me sinto com o acontecido. Assim, conforme já lhe disse pessoalmente em nossa conversa na data de 30/03/09, é imperioso que a fita (ou DVD) de segurança na qual aparecem trechos gravados do ocorrido não seja, em hipótese alguma, mostrada para nenhuma pessoa além daquelas responsáveis pelas investigações policiais sobre o assunto. Lembro que é de inteira responsabilidade civil e criminal de vocês a guarda da fita (ou DVD) e a tomada das medidas de cuidado e segurança para que as imagens não venham a ser vistas ou disponibilizadas para quaisquer pessoas alheias ao problema.
Com relação às providências que Vossa Senhoria me assegurou que serão estudadas para prevenir eventuais novos acontecimentos, como o que vitimou meu filho, reafirmo (como já fiz pessoalmente na oportunidade em que conversamos) que dentro de 90 dias voltarei a cobrar medidas efetivas.
Marcos de Alencar Dantas
*Na última terça-feira, aconteceu mais um suicídio, no shopping Aldeota, aqui em Fortaleza.

1 de jul de 2009

Depois do dentista



Este vídeo é uma dica da minha filha Bárbara, 16 anos.

O menino americano David, sete anos, ficou muito doidão, depois que foi ao dentista... e o pai dele filmou.


Desenhista cearense
faz sucesso no mundo

Ele é cearense, mora em Limoeiro do Norte, e faz parte de uma indústria que movimenta anualmente 330 milhões de dólares com a venda de histórias em quadrinhos.
José Edilbenes faz sucesso desenhando super-heróis para a DC Comics, a segunda maior editora de quadrinhos dos Estados Unidos, detentora de títulos como o Batman e Superman.
Mesmo sem entender inglês, nem nunca ter saído do país, Ed Benes, como é conhecido no mundo artístico, ganha em torno de 8.000 dólares, por mês. Para desenhar o Batman ou o Superman, o desenhista recebe roteiros traduzidos.
Ed Benes, ex-servente de pedreiro, desde os 18 anos deixou de fazer bicos em uma fábrica de filtros, para se dedicar ao desenho. Foi descoberto por meio da internet.
Segundo a revista Veja, desta semana, o número de artistas brasileiros que emprestam seus traços às editoras de quadrinhos americanas triplicou nos últimos quatro anos. Atualmente são mais de 150 desenhistas e coloristas, trabalhando no mercado. O crescimento da participação de estrangeiros no mercado de quadrinhos americano deve-se principalmente à internet. É quando as agências e editoras identificam novos talentos, recebem deles os desenhos e, caso aprovados, são contratados.

30 de jun de 2009

Foto: Arquivo Nirez


PRAIA DE IRACEMA


Ana Miranda *
Nasci na praia de Iracema. De lá tenho as mais acolhedoras reminiscências. Meu pai, que era um próspero engenheiro, e minha mãe escolheram, em meados dos anos 1940, morar num daqueles bangalôs brancos, murados por cercas vivas, com quintais arborizados. Avenida Aquidabã...ao longo da praia. Ali habitavam famílias que tinham a vida calma de cidade que pertence a si mesma. Lembro-me de avistar o mar, o tão evocado mar esmeralda, de águas limpas e transparentes, em que tomávamos banho, eu tinha medo das ondas, eram imensas e eu, uma conchincha...
Em alguns dias o vento se levantava com força, as baixas nuvens de areia batiam nas minhas pernas a ponto de causarem um pequeno suplício, mas que me parecia tão natural quanto caminhar. O vento forte dava a impressão de que eu ia a qualquer momento levantar voo feito um pássaro marítimo para além dos coqueiros, com as raízes à vista, e de suas palmas secas que caíam na alvíssima areia, viravam telhados de cabanas, ou cestas, ali tudo era obra do vento, da natureza, dos homens ainda não tão poderosos com suas máquinas ainda tímidas, as casas nem tinham garagens, os poucos carros dormiam ao sereno tranquilos. E lembro do forte cheiro marinho que impregnava o ar, os cabelos, as roupas de renda engomadas. Lembro das mais nítidas estrelas à janela, dos passeios a pé na ponte dos ingleses, que dizem, era um observatório de crepúsculos, peixes e navios. Eu via as jangadas saindo, ou navegando em horizonte, ou voltando, as redes de pesca estendidas na areia a secar, os moradores da cidade a comprar no fim do dia os peixes prateados trazidos pelos jangadeiros, que os jogavam ali, na areia, ainda quase vivos, com a boca murmurando silêncios. E por trás da praia, um bairro com renques de casas pequenas e bonitas, umas ao lado das outras, onde era comum as pessoas sentarem com suas crianças à calçada, no fim da tarde, ao redor de mesas, numa atividade lúdica e humana que dava a maior graça às ruas dali. Também havia casas grandes, histórias algumas, cercadas de jardins e mistério. Era um lugar idílico, até que o mar passou a avançar e a destruir as construções.
Puseram na areia, então, monte de pedras negras para barrarem a força das ondas.. A praia deixou de existir, passou a ser uma espécie de cais, dique, barragem. Os jangadeiros foram embora para outros lugares, ali não havia mais como descer as jangadas em seco. Muitos moradores se foram. E aos 5 anos fui embora de minha praia natal.
Soube, depois, que aquele bairro bucólico e elegante que ficava diante da praia de Iracema fora, na verdade, uma invasão de pessoas ricas sobre um lugar que tinha sido dos pescadores e trabalhadores, chamava-se outrora praia do Peixe, porque ali os jangadeiros vendiam o seu pescado. Soube, também, que a construção do porto do Mucuripe fora a causa do desaparecimento das areias da praia de Iracema, por haver provocado mudanças nas correntes marítimas. Por muitas décadas voltei ao Ceará, acompanhei as mudanças na praia de Iracema.
Construíram prédios altos, uma larga calçada de madeira passando entre o mar e as antigas casas, que foram reformadas e se tornaram restaurantes.
Criaram um dragão imenso que se chama Dragão do Mar, para música, teatro, cinema, pintura... Reformaram a ponte do Ingleses, infelizmente, mudando seus modos antigos de ser. Hoje, com a maior tristeza, ouço que a praia de Iracema está se tornando um lugar ermo, abandonado, onde perambulam pessoas do baixo mundo, com seus hábitos infernais. Os moradores estão sendo levados a se mudar dali, e,a cada que se vai, é uma nova vitória da devastação. Melancólica, ouço essas notícias. Sei que há pessoas lutando, ali, acolá chamaram o governador, que até agora não resolveu nada, nem a prefeita, fizeram CPI, campanhas, os jornais falam, mas é o tipo de problema mais árduo, porque é muito difícil aquilo que depende de políticos em acordo com as pessoas em acordo entre si. Tenho até sonhado com isso, atormentada. É difícil retornar aquilo que perdemos.














* Ana Miranda é escritora

Crônica publicada na Singular, edição nº 22/2007






A farsa da foto

Vi no blog Antena Paranóica, do meu amigo Nonato Albuquerque, as “12 melhores fotografias em toda a História da Humanidade”, selecionadas pelo blogueiro César A. Algumas dolorosas, como a de Kevin Carter que registra um abutre à espreita de uma criança sudanesa subnutrida. Também faz parte da coletânea, a foto intitulada O rebelde desconhecido: flagrante de um corajoso jovem, em pé, em frente a uma linha de tanques chineses. E outros documentos fotográficos da História da Humanidade.
Agora, faço restrição a foto tirada por Joe Rosenthal para a Associated Press, mostrando jovens estirando a bandeira dos EUA, na batalha de Iwo Jima, durante a II Guerra Mundial.
Aquilo, na verdade não foi “um momento histórico para a humanidade”. Foi sim uma farsa do hasteamento da bandeira norte-americana, sem qualquer importância, para o desenrolar da guerra contra os japoneses. O governo norte-americano, mesmo sabendo da armação, aproveitou a farsa e usou a foto para obter aprovação popular e captar recursos para comprar armas.
A foto pode ser considerada, isto sim, um momento triste para a história da humanidade.
Na batalha de Iwo Jima, pequena ilha ao sul de Tóquio, morreram sete mil fuzileiros navais dos Estados Unidos e 21 mil combatentes japoneses.
Mais detalhes sobre a foto, no trailer do filme A Conquista da Honra, de Clint Eastwood.






Joel Santana ficou muito
puto com as gozações


O técnico da seleção da África do Sul (que fez bonito na Copa das Confederações), o brasileiro Joel Santana, queimou ruim e ficou irritado com as piadas sobre o seu inglês sofrível, sucesso na internet. Chutando o balde, meteu bronca: “Brasileiro gosta disso, de tirar sarro. Tem cara fazendo um monte de besteira, mas usa gravatinha e tem uma pastinha na mão, como brasileiro gosta”.

29 de jun de 2009

Bombou na web



Na transmissão do jogo entre as seleções do Brasil e da Itália, pela recente Copa das Confederações, na África do Sul, um menino ruivo chamou a atenção, nas arquibancadas. Alheio aos lances de Kaká, Robinho e companhia, começou a pintar o próprio rosto com um picolé de chocolate. O vídeo da lambança foi visto 300 mil vezes.





O estudante Aaron Shtway, de Ohio, nos EUA, virou astro de basquete. Na hora do recreio, ele pegou a bola, deu uma cambalhota e lançou na cesta do outro lado da quadra. Quando a bola entrou, os colegas correram para abraçá-lo, aos gritos. O vídeo da façanha teve quase 2 milhões de acessos.
(Fonte: revista Época)


Diário do Nordeste ressuscita,
erroneamente, o canarinho
A charge do Sinfrônio, publicada, na edição de hoje, do jornal Diário do Nordeste, foi uma pisada na bola, literalmente. O trabalho artístico é uma gozação em cima do time norte-americano, considerado a "zebra" da Copa das Confederações, e que, ontem, perdeu para a seleção brasileira, por 3 x 2. O time brasileiro foi o campeão da competição.
Na charge, a “zebra” é gozada pelo “canarinho brasileiro” e este, ilustrado, segurando a taça ofertada ao país vencedor de uma Copa do Mundo. Outro erro.
Ora, a época em que seleção brasileira teve com símbolo o canarinho, foi na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. E de triste recordação, pois foi lá, com um timaço comandado por Telê Santana e, no elenco com grandes estrelas (Zico, Falcão, Sócrates, Éder e companhia) que perdemos para a Itália, por 3x2, ainda nas quartas-de-finais. Com um empate, a seleção continuaria na competição. Fomos eliminados.
Portanto, até então, o “canarinho” era o símbolo daquele time, até o jogador Júnior fez um samba (“Voa, voa canarinho...”). Depois daquela tragédia futebolística, o “canarinho” foi aposentado e nunca mais serviu como amuleto para o selecionado brasileiro. Ficou estigmatizado.
Hoje, nas páginas do Diário do Nordeste, o tal passarinho, erroneamente, simboliza o pebol brasileiro.


Kodachrome sai de linha

A Kodak anunciou, no último dia 22, que irá interromper a produção do Kodachrome, iniciada há 74 anos, considerado um dos melhores filmes disponíveis, devido às qualidades de reprodução de cor (veja a foto acima, feita com Kodachrome –precisão de cor e textura- da afegã Sharbat Gula, registrada por Steve McCurry, em 1984, publicada na revista National Geografic e que tornou-se símbolo de estilo da publicação).

O Kodachrome, devido a qualidade e preço alto para revelação (trabalho realizado só em laboratórios dos Estados Unidos), começou a perder espaço no mercado com o concorrência de filmes similares e bem mais baratos.

E posteriormente, o surgimento, avassalador da fotografia digital, decretou de vez a saída de linha do Kodachrome.


Ana Paula Padrão, bela e sublime
A revista Imprensa, deste mês de junho, traz entrevista com a jornalista Ana Paula Padrão e que fala principalmente dos seus projetos profissionais. O mais comovente da conversa, aconteceu quando ela expôs sua vida particular e, com sublime firmeza, relatou seus planos para engravidar:

“Maternidade é um assunto decidido, porém muito doloroso para mim. Fiz várias tentativas de engravidar, frustradas; cheguei a ficar grávida em vez e perdi. Acabei chegando a uma conclusão – que continuar tentando com métodos artificiais ia criar uma infelicidade permanente na minha vida que não quero ter (Emociona-se). Como eu te disse, você administra a carreira diante das oportunidades. Acho que a vida tem que administrar da mesma maneira. Se isso não veio para mim, vou ser feliz sem isso. Tenho um casamento muito bom, uma relação maravilhosa com meu marido, independentemente de filhos. Ele já tem um do primeiro casamento, já passou por essa experiência. Quando se faz sucessivas tentativas de engravidar, um, dois, três anos nisso, você adia sua vida e sua felicidade como se ela dependesse de outra coisa. Não arruma aquele quarto, porque pode ser o quarto da criança, não planeja férias, porque talvez tenha que tomar remédios, injeções...E isso estava tomando conta da minha vida. Eu parei de tentar. Agora, dói? Dói (com ênfase). Mas todo mundo tem uma dor, não tem? Vai ver essa é a minha dor...Paciência”.
Depoimento corajoso, sincero, emocionante e sublime. Belo exemplo de como encarar a vida.

28 de jun de 2009





O filme, o Aírton e
a Harley-Davidson



De quando em vez, bate detalhes de saudades, e hoje lembrei-me de um filme que marcou toda a geração dos anos 60, o clássico Easy Rider - sem destino. O motivo: aqui no prédio, onde moro, o meu vizinho José Airton possuiu uma motocicleta da mesma marca utilizada pelos aventureiros Billy e Wyatt, a Harley-Davidson. Uma de suas paixões.



E o que observo, no dia a dia, lá na garagem do prédio, é o José Airton mexendo, montando e desmontando, peças da sua Harley- Davidson, modelo 1975. Um dos seus planos é ir até Brasília, montando na sua tradicional máquina alemã.



Desde já, boa viagem!


E pra saudade ficar completa, vejam, um pouco, do clássico Easy Rider – sem destino:


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