5 de jun de 2010


Copa do Mundo
Feola, a voz
da serenidade


Quando vejo, pela televisão ou ao vivo, técnicos de futebol indo ao desespero, à borda do campo na iminência de um ataque cardíaco, lembro-me daquela figura serena de Vicente Feola, que comandou a seleção brasileira, no primeiro título de campeão mundial, em 1958, na Suécia. Sentado e calado no banco de reservas, Feola parecia alheio ao que ocorria dentro de campo. Nem tanto. Muitos jornalistas diziam que até dormir, ele dormia, durante os jogos. E eu engolia essa versão. Tudo mentira.
Lendo a crônica de Dagomir Marquezi, publicada na revista Placar, fiquei sabendo da importância de Vicente Feola para a conquista da Copa do Mundo, desde a tragédia de 1950, quando perdemos por 2X1, no jogo final para o Uruguai, em pleno Maracanã.
Feola não dormia no banco de reservas. O problema é que ele, além da obesidade, tinha doenças cardíacas e o obrigava que ele tomasse remédios e que provocavam sonolência. Às vezes, fechava os olhos até que passasse a forte dor dos ataques de angina.
Outra versão que eu tinha como verdade, refere-se a escalação de Pelé, no time, numa imposição dos líderes da equipe (Nilton Santos, Didi). Não é verdade.

Em janeiro de 2007, a cantora Simone, numa apresentação para uma emissora de televisão, cantou, em espanhol a música Yolanda. Um detalhe: cantou ao lado do autor da canção, o cubano Pablo Milanês.

4 de jun de 2010

Copa do Mundo
Fatos e curiosidades



Cachorro driblou Garrincha
Na Copa do Mundo de 1962, no Chile, quando o Brasil ganhou o bi campeonato, Garrincha foi o principal jogador para a conquista brasileira com seus dribles desconcertantes. Mas, um fato curioso também entrou para a história: durante a partida Brasil x Inglaterra, um cachorrinho invadiu o gramado, Garrincha tentou segurar o cão, não conseguiu e até foi driblado pelo animal. Quem conseguia pegá-lo foi um zagueiro inglês.



A "Mão de Deus"

Na Copa de 1986, quando a Argentina foi campeã Maradona, considerado o craque da Copa, foi um gol de mão contra a a Inglaterra. O lance foi apelidado pelos argentinos como a "Mão de Deus".Anos depois, durante visita a Londres, o eterno ídolo argentino pediu desculpas pelo lendário gol de mão contra a Inglaterra, nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1986.



O esperto Nilton Santos
No jogo contra a Espanha, na Copa de 1962, o Brasil precisava vencer para continuar no torneio. O time espanhol saiu na frente e logo depois o zagueiro brasileiro Nilton Santos cometeu penalty num atacante especial. Mas, espertamente o "enciclopédia", como era conhecido, espertamente deu um pulinho para fora da área enganando o árbitro. O Brasil só ganhou no finzinho com dois gols de Amarildo.

2 de jun de 2010


Copa do Mundo

O estigma de Cerezo

O jogador Toninho Cerezo passou mais de 10 anos sem querer ver o vídeo da partida que tirou o Brasil da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Além da tragédia nacional, pois perdemos de 3 X2 para a Itália (com o empate o Brasil seguiria na competição), o atleta ficou estigmatizado por conta do segundo gol de Paolo Rossi (que fez os três gols), considerado com o maior carrasco do Brasil em toda a história da Copa do Mundo. No lance anterior ao gol, Cerezo deu um passe errado, voltando a bola para o meio. Só que a bola passou entre três jogadores brasileiros e o atacante italiano foi mais esperto, pois ficou com a pelota e mandou-a para o fundo das redes do goleiro Waldyr Peres (péssimo, por sinal). O jogador ficou tão traumatizado que, no intervalo do jogo, chorou nos vestiários.

Realmente foi uma infelicidade do jogador naquele segundo gol ao atrasar a bola para o meio de campo. Mas se repararmos nos outros dois gols, o primeiro e o terceiro da Itália, a defesa errou feio. No primeiro, Paolo Rossi fez o gol de cabeça na frente do lateral Júnior que ficou só olhando. E no terceiro gol e fatal, todo o time do Brasil estava na grande área, no momento do escanteio. Só que era um amontoado de jogadores sem marcação determinada. Tanto que Paolo Rossi chutou a bola sozinho e no momento do lance um outro jogador italiano também participou da jogada. Quase aconteceu batida de perna com perna italianas. E o time brasileiro atônito.

Dizem que aquela foi uma das mais belas seleções brasileiras de todos os tempos que merecia ganhar a Copa de 82. Discordo. Aquele time de Telê Santana era brilhante no ataque e péssimo na defesa. O time atacava em peso, inclusive com os jogadores de defesa. Quando a bola era dominada pelos adversários era aquela tragédia, como foi em Sarriá, na Espanha.


O vídeo mais assistido
na história da internet

Ela é o maior fenômeno da era da internet. No mês passado o seu clip Bad Romance ultrapassou a marca de 1 bilhão de visitas no site You Tube e foi declarado o vídeo mais assistido da história naquela que é a versão internet da velha TV. Lady Gaga é a artista de nosso tempo que melhor entendeu a internet.

1 de jun de 2010



Copa do Mundo –

O estigma de Barbosa

No próximo dia 16 de julho vai completar 60 anos depois da maior tragédia do futebol brasileiro de todos os tempos: a perda da Copa do Mundo, dentro do Maracanã, para o Uruguai, jogo que o Brasil seria campeão do mundo, apenas com um empate, mas perdeu por 2x1. De todos jogadores brasileiro em campo um deles, o goleiro Barbosa, foi o mais sacrificado pela imprensa como o grande responsável pela derrota brasileira naquela tarde fatídica. Morreu com o trauma (vejam vídeo).
O que aconteceu é que a seleção brasileira entrou no clima do “já ganhou”, com festas antecipadas, inclusive condecorando jogadores e dirigentes, antes do apito final do juiz. O selecionado brasileiro, na realidade, vinha realizando um espetacular mundial, vencendo facilmente seus adversários.
Segundo o meu amigo Blanchard Girão, já falecido, cronista esportivo, e que esteve no Maracanã, naquele dia, a culpa não foi toda de Barbosa.
Blanchard, em crônica que eu pedi que ele escrevesse para a Singular, disse que “em apenas duas jogadas, o ponteiro Gighia mudou o panorama do jogo. Um drible, dois, o terceiro sobre o lateral Bigode e o centro perfeito para encontrar o meia avançado Schiafino desmarcado ( os zagueiros brasileiros talvez já estivessem pensando nas comemorações) para o chute fatal. 1 x 1, mas ainda assim o título seria nosso. Mas não foi, como todos sabem”.
E Blanchard, com o seu conhecimento sobre futebol concluiu: “O mesmo Gighia contra o mesmíssimo Bigode repetiu a jogada anterior. Um, dois, três dribles. Só que, desta feita, quase sem ângulo, ao invés de cruzar rasteiro para quem vinha de trás, chutou direto para a meta de Barbosa, que tinha o olhar atento para o centro de sua área. A esfera de couro, caprichosamente, passou entre a perna direita do arqueiro e a trave, tocou nela, fez um semicírculo por dentro da meta e foi sair do outro lado: Uruguai 2x1...”
A culpa não foi só dele, no caso o goleiro Barbosa. Mas ficou o estigma de ser o maior responsável pelo fracasso do Brasil, em 1950.



Copa do Mundo –

Ademir da Guia – o injustiçado


Considerado o maior ídolo da história do Palmeiras, Ademir da Guia, “O Divino”, porém na seleção brasileira teve poucas participações. E a última partida pelo selecionado nacional foi melancólica, embora estivesse no auge de sua forma física. Na Copa de 1974, na Alemanha, Ademir não ficou nem no banco de reservas em todas as partida, exceto na disputa pelo terceiro lugar contra a Polônia. Conta o livro Divino -A vida e a arte de Ademir da Guia, de Kleber Mazziero de Souza que, no dia da partida, os jogadores almoçavam na concentração da seleção. Ademir da Guia, já conformado com sua ausência no time, repetia a sobremesa quando foi avisado por um auxiliar de Zagallo (o técnico da seleção à época) de que jogaria a partida à tarde, poucas horas depois.

Mesmo sem atuar por cerca de dois meses (tempo da preparação da seleção e dos dias de Copa já decorridos), Da Guia foi um dos melhores da seleção no jogo. Inexplicavelmente, foi substituído logo no início do segundo tempo. Questionado pela imprensa, revoltada com a derrota, Zagallo alegou que Da Guia pedira para sair. Elegantemente, o jogador confirmou a versão-falsa. Mais tarde, receberia uma mensagem do preparador físico Admildo Chirol, em que Zagallo mandava agradecer por ele não ter criticado sua substituição.