16 de jun de 2012

Lançamento/ Sambabook João Nogueira

Desde 2007, que o sambista Diogo Nogueira, filho do grande sambista João Nogueira, falecido em 2.000, vem preparando uma homenagem a altura da importância do pai para a Música Popular Brasileira com  o lançamento do Sambabook João Nogueira (Musickeria). João deixou um legado fundamental para o samba, especialmente em seus discos clássicos do anos de 1970. A Sambabook é composto por dois CDs, um DVD/blu-ray, discografia e fichário com 60 partituras de composições dele. No livro, o jornalista Luiz Fernando Vianna relembra a história do sambista "nascido no subúrbio nos melhores dias" e traz uma generosa coleção de fotos - algumas inéditas até para a família. Na parte musical, dois CDs e um DVD reúnem artistas interpretando 24 canções de João Nogueira.

14 de jun de 2012

Cine Singular - o curta do dia

Por Acaso Gullar
 Gênero: Documentário
Diretores: Maria Rezende e Rodrigo Bittencourt
Sinopse: Um filme para entender melhor um dos maiores poetas de todos os tempos de nosso país.

Madonna sensual

Uma foto sensual da cantora Madonna com os seios de fora foi leiloada, recentemente, em Nova York por 15.000 libras. A imagem, em preto e branco, foi produzida pelo fotógrafo Steven Meisel em 1990, quando a estrela tinha 31 anos.

Colonialismo do Walt Disney

 Recebi de um amigo um e-mail que ele repassou, enaltecendo o desenho animado de Walt Disney, "uma joia de memória".  Mas sem a devida conxtextualização. E respondia ao amigo:
Concordo com o amigo quando afirma que os desenhos animados de , apresentando o Pato Donald, ao Zé Carioca, e ao Rio de Janeiro, são trabalhos gráficos magistrais.
Agora, é preciso perceber a mensagem subliminar de conteúdo colonialista contida nas belas imagens produzidas pela Walt Disney: o domínio imperialista. Vejam a submissão de Zé Carioca, diante do Pato Donald, até inglês o personagem fala.
Só que aquela beleza multicolorida fazia parte de um plano estratégico da Política da Boa Vizinhança, do presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt. E um dos principais objetivos era conquistar o mercado latino-americano, em plena Segunda Mundial (1939/1945). Eles botaram, mesmo, foi pra quebrar, por aqui, no Brasil, como dominadores. E a coisa continua, cada vez, mais forte: na língua, nos costumes, na cultura, na música ( nesta nem se fala: basta ligar o rádio nas FMs) etc, etc.
Mas, voltando ao Walt Disney e seu personagem Zé Carioca. Realmente, o personagem é registrado por ele, só que o verdadeiro autor da figura do boneco é um brasileiro: o cartunista J. Carlos.
Essa história eu já tinha ouvido falar, todavia tirei minhas dúvidas quando entrevistei para a Singular a historiadora cearense Isabel Lustosa que tinha feito uma pesquisa sobre a produção gráfica de artistas brasileiros. Segundo ela, quando Walt Disney esteve no Brasil, em 1941, ficou encantado com os desenhos de J. Carlos e o convidou para trabalhar em seus estúdios, nos EUA. J. Carlos recusou, mas depois mandou para Disney um desenho de um papagaio vestido com o uniforme da FEB (Força Expedicionária Brasileira). Isabel contou que o rascunho desse desenho original consta dos arquivos da família do artista brasileiro e comprovou que a figura que aparece é idêntica ao Zé Carioca. Portanto, a origem do personagem, assumido por Walt Disney, é brasileira, porém, nunca foi reconhecido o verdadeiro autor.
No vídeo Desenho Aquarela do Brasil, dos estúdios da Walt Disney Production a postura colonizada imposta ao personagem Zé Carioca, que no primeiro encontro com o pato Donald, fica completamente embasbacado, saltitante, abestalhado, pulando de alegria, diante do “ídolo” Pato Donald. E até fala em inglês. Veja também que na abertura do desenho animado, está entre os nomes creditados, o de Ary Barroso, emprestando (aliás, ganhando uma boa grana em dólar) a sua composição Aquarela do Brasil (que muitos anos depois foi considerada a música mais genuína do cancioneiro brasileiro, pense) como fundo musical para o inicio da colonização americana no Brasil. Ary Barroso é outro brasileiro que foi cooptado - até passou uma temporada nos EUA - pela famigerada Política da Boa Vizinhança.
Vejam o desnho animado:

 

Famous Grouse no Largo do Bigode

Os comerciais do uísque The Famous Grouse estrelados por um simpático galo silvestre são encantadores. Mensagem de forma curta, direta e simples.
Dito isso é só para lembrar que hoje (quinta-feira), a partir das 20 horas, estará acontecendo o bingo da Confraria Bigodeana, no Largo do Bigode, na Cidade 2.000, e entre os prêmios está um litro do famoso uísque, além de um bicicleta e um ventilador.
Assista agora a uma compilação desses comerciais.

13 de jun de 2012

Charge: Néo Correia

Poder sem pudor -Sonho compartilhado


Candidato a senador em 1986, Mauro Benevides estava em um palanque na praça dos Franciscanos, Juazeiro do Norte (CE), quando o candidato a deputado estadual Marcus Fernandes contou um “sonho”:
- Sonhei que Padre Cícero Romão Batista baixava num monte nuvens diante de mim e, com aquela voz tronitoante, que só os santos possuem, apontou pra mim e disse: "Marquinhos tu és um dos meus!"
Mauro Benevides cutucou o orador por trás e implorou, ao pé do ouvido:
- Marquinhos, por favor, me bota nesse sonho!...
Fonte: Coluna do Cláudio Humberto)

12 de jun de 2012

E ele só pensa naquilo...mensalão

Relembrando o Humortadela

Cartas de amor

Amor é...

A homenagem do google no Dia dos Namorados

Ivan Lessa, também foi ator de cinema

Ivan Lessa, o grande intelectual brasileiro, um dos criadores do Pasquim, falecido recentemente, aos 77 anos, foi na adolescência, ator de cinema. Nos anos 50, Ivan foi ator-mirim em dois ou três filmes, entre eles "Maior Que o Ódio" - em que contracena com Agnaldo Rayol , dirigido por Jose Carlos Burle, estrelado por Anselmo Duarte. Ele ficou feliz quando soube que suas cenas em "Maior  que o ódio" estavam no You Tube.
Vejam ele (o garoto maior) contracenando com Agnaldo Rayol:

11 de jun de 2012

Charge do Néo Correia

Morreu o barítono do "trololó"

Morreu, na semana passada, o cantor russo Eduard Khil, que ficou conhecido na internet como “Trololó Man”, morreu no último fim de semana, após ter sido internado em maio por causa de um derrame. Klil tornou-se mundialmente conhecido quando uma aparição sua na TV, de 1976, foi postada no You Tube, em 2010. No clipe, a música I Am Glad Because I Am Finally Returning Back Home, escrita em inglês por um russo durante a Guerra Fria, foi apenas cantarolada, sem palavras compreensíveis, pelo barítono, receoso da reação dos comunistas.
Nasceu assim o cultuado "trololó", com mais de 12 milhões de visualizações no You Tube.

Histórias que Só Existem Quando Lembradas

Vencedor de vários festivais, estará na telona, no próximo mês, o filme de Julia Murat, Histórias que Só Existem Quando Lembradas. A diretora teve a ideia do filme, em 1999, quando trabalhava como assistente de direção de Brava Gente Brasileira. Durante as filmagens ela encontrou um cemitério fechado na pequena vila do Forte Coimbra, o que obrigava que os moradores fossem enterrados na cidade vizinha, a sete horas de barco.
Jotuomba fica localizada no Vale do Paraíba, no estado do Rio de Janeiro. Nos anos 30 as até então ricas fazendas de café foram à falência, derrubando a economia local. Madalena (Sônia Guedes), uma velha padeira, continua vivendo na cidade. Ela é muito ligada à memória de seu marido morto, que está enterrado no único cemitério local, hoje trancado. Sua vida começa a mudar quando Rita (Lisa E. Fávaro), uma jovem fotógrafa, chega na cidade.
Prêmios
Festiva de Roterdã, 2012 -Melhor Filme do Público; Festival de Santa Bárbara, 2012- MelhorFilme Latino; Festiva de Reykjavik - Prêmio Ecumênico; Festival de Abudhabi - Melhor Filme, Melhor Atriz - Sonia Guedes; Festival de Ljubjaana -Prêmio Fipresci.
Vejam o trailer:

10 de jun de 2012

O cinismo de Ronaldinho

RUTH DE AQUINO é colunista de ÉPOCA
 raquino@edglobo.com.br (Foto: ÉPOCA)
Não sei se foi a perda precoce do pai, afogado na piscina de casa quando o garoto Ronaldinho driblava as cadeiras e tinha 8 anos. Não sei se foi a influência calculista do irmão Assis, dez anos mais velho, que se tornou seu empresário e o verdadeiro dono de seu passe. Mas o grande Ronaldinho Gaúcho se apequena quando fala sobre suas trapalhadas. Sempre foi assim. Ele não vai mudar. “O Flamengo faz parte do passado”, diz o atacante que já encantou o Brasil e o mundo.
 Para quem critica a entrevista que ele deu ao Fantástico depois de rescindir o contrato com o clube, é bom saber que Ronaldinho Gaúcho apenas repetiu sua performance. O rapaz é um santo. Nunca houve problemas no Flamengo com treinadores, colegas. Nunca faltou a seus compromissos. Nunca dormiu mais que os outros. Nunca bebeu na véspera de um jogo ou comemorou com festança uma derrota. Nunca levou mulher para a concentração. Sempre deu seu melhor. Ele teria sido mais honesto se tivesse feito como o bicheiro lobista Cachoeira e o senador Demóstenes Torres: “Nada a declarar”.
 Conversei com Ronaldinho em sua casa no subúrbio de Paris, em 2002. Ele estreava na Europa pelo PSG (Paris Saint-Germain). Tinha deixado em Porto Alegre uma torcida enfurecida com ele, a do Grêmio. Na entrevista, disse que seria gremista “para o resto da vida”. Seus únicos problemas tinham sido “as mentiras da direção do clube”.
 Falava como autômato. “Nunca tive problemas fora de campo. Nunca fui vaiado em boate.” Os gremistas criaram um site chamado “Dentuço Pilantra”. Sobre o técnico Vanderlei Luxemburgo, que não o escalara para um jogo alegando que estava gordo, afirmou: “Grande treinador. Tenho uma amizade grande por ele”.
 O camisa 10 tinha 22 anos, começava a deixar o cabelo comprido e já não assumia vontades ou desafetos. Não olhava no olho, mas para baixo. Parecia um autista. Quando perguntei quanto ganhava no PSG, respondeu sem piscar: “Mamãe é que sabe. Não me preocupo com dinheiro”. Pensei: é muita cara de pau. Talvez fosse o sucesso meteórico na tenra idade. Muito dinheiro, endeusado antes do tempo. Tem atleta que lida bem com isso. Outros não.
Não sou flamenguista, mas entendo como a torcida se sente. O cara parou o Rio em janeiro do ano passado. Vinte mil torcedores se espremeram em ônibus, trens e metrôs para saudá-lo na Gávea. Ele proclamou: “Tô realizado. Vivendo um sonho”. No Carnaval, deu seu único espetáculo.
Agora, o Flamengo – depois de se omitir passando a mão na juba do ex-craque, ignorando a indisciplina extracampo e a preguiça em campo – quer proibi-lo de jogar em outro clube. E briga na Justiça para não pagar os R$ 40 milhões devidos até o fim do contrato, em dezembro de 2014 (eu também brigaria). Os atrasados se referem especialmente a direitos de imagem. Qual é mesmo a imagem que Ronaldinho Gaúcho reforçou no Flamengo? A de baladeiro feliz e craque decadente.
O clube com mania de megalomania (“o maior do mundo”) prepara um dossiê e quer exibir tudo o que já tinha mas abafava. Vídeo da noite do jogador com uma mulher no hotel em Londrina, na concentração em janeiro (ooohhh...). Exame de sangue com álcool. Depoimentos
de colegas e de Luxemburgo desmascarando a cantilena de bonzinho injustiçado. É uma baixaria só.
 Ronaldinho saiu do Flamengo porque nunca entrou. Mesmo indisciplinado, se tivesse decidido as partidas, o clima não azedaria assim. Demitiu um técnico, passou a ser vaiado, deixou de ser atraente para patrocinadores. O clube fingia que pagava, ele fingia que jogava. E o torcedor se sentia vítima de bullying duplo: do Flamengo e de Ronaldinho.
 O irmão Assis deu uma de esperto. Roubou camisas do R10 da loja do Flamengo, na Gávea, antecipando-se à revolta da torcida. Agora, rubro-negros colam esparadrapo em cima do nome do ex-ídolo. Há um vídeo na blogosfera ensinando a descolar da camisa as letras do nome de Ronaldinho (veja o vídeo embaixo), com ajuda de álcool. O autor sugere que os torcedores usem cachaça. “Para os milhares de brasileiros que, como eu, tinham vergonha de envergar o manto sagrado por estar com o nome de Ronaldinho abaixo do 10 que um dia foi de Zico, de Pet e mesmo de Adriano”, diz o torcedor.
Ronaldinho, não deve ser bom deixar ódio para trás. Você saiu por onde não queria sair. Pela porta dos fundos. Esses 505 dias na Gávea podem já fazer parte do passado para você, que agora beija a camisa do Atlético-MG. Mas nosso passado nos condena ou nos redime.
 Não é preciso ser jogador de futebol para saber que problemas dentro e fora de campo transformam um ídolo em vilão. Um médico estrela, um executivo estrela, um político estrela, um jornalista estrela. Quanto mais competente, mais visado é. Não dá para atrasar, dormir no ponto, beber demais, causar problemas na equipe, violar regras de conduta, não brilhar no expediente. E achar que só os outros têm culpa.