SINGULAR é uma revista virtual antenada com o que acontece por aí nos mais variados matizes. E editada pelo jornalista Eliézer Rodrigues.
13 de nov. de 2009
Minhas memórias
Vi o vídeo (embaixo) que conta uma história fictícia, mostrando o dia-a-dia do fotógrafo de guerra e me lembrei de um fotógrafo cearense, Edson Pio, que trabalhou comigo no jornal O Povo, lá pelos anos 80, do século passado.À época eu era chefe de reportagem do jornal, e certo dia, chegou à redação a notícia de que um homem estava na torre da emissora (hoje TV Cidade),resolvido a praticar o suicídio.Era a vez do Pio sair e ele foi com um repórter fazer a cobertura do fato. Chegando lá, a equipe do jornal encontrou, o infeliz homem, indeciso, e muitas pessoas (a maioria estudantes), embaixo, gritando: Pula! Pula! Uma verdadeira cartase coletiva do bicho-homem.Triste.O Pio com a máquina em punho, registrou, em sequência, o pulo do suicida. Como foto jornalística o registro foi perfeito. Agora, a emoção do fotógrafo foi tão forte que poucos dias depois, Pio sofreu uma trombose, traumatizado com a cena que registrara. Nunca mais voltou a trabalhar e faleceu em consequência da doença.

Kevin Carter foi morto por sua foto em 27 de julho de 1994 . Carter era um fotojornalista do Continente Africano, membro do Bang Bang Club (um grupo de quatro fotógarfos do qual ele fazia parte que andava pelo continente africano recheado de guerras, em busca de uma foto a qualquer custo) e que, em março de 1993, em uma viagem ao Sudão fez uma foto que mudaria sua vida e o mundo para sempre.O som de um choramingar próximo de uma vila que ele se encontrava lhe chamou a atenção e ao investigar de onde vinha o choro deparou-se com uma criança sudanesa que havia parado para descansar entre a vila e o centro de nutrição. Próximo a esta criança havia um abutre, Carter disse que esperou cerca de 20 minutos aguardando o abutre abrir as asas para fazer a foto, já que o abutre não abriu as asas, ele tirou a foto mesmo assim e logo em seguida correu atrás do abutre para afastá-lo da criança.A foto foi vendida para o New York Times e saiu na edição de 26 de março de 1993. Na mesma hora centenas de pessoas contataram o jornal para saber se a menina havia sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a criança teve forças para fugir do abutre mas o seu destino final não era conhecido. Carter foi massacrado por ter esperado 20 minutos para fazer a foto ao invés de ter ajudado a criança logo que viu o abutre se aproximar. Criou-se um dos maiores dilemas do fotojornalismo no qual dizia-se que o fotógrafo numa situação como essa deveria ser uma testemunha ou um salvador?A foto e esse dilema perseguiram Carter até o golpe final: ele foi o vencedor do Prêmio Pulitzer de Fotografia em 23 de maio de 1994. Apesar de todo o sucesso mundial que ele obteve com a foto ele estava terrivelmente abalado e decidiu por um ponto final na sua história no dia 27 de Julho do mesmo ano, levando seu carro a um local que ele costumava ir na infância e suicidou-se envenenado por monóxido de carbono, utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escapamento para dentro do seu carro.Partes de sua nota de suicídio diziam:“Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… “Seu suicidio foi motivo de diversas discussões e estudos sobre a ética na fotografia.
O diretor do Fórum, juiz Judicael Sudário de Pinho (E) faz a entrega do vídeo institucional ao presidente do Tribunal
Hoje, tive uma manhã feliz com o lançamento do vídeo Fórum Autran Nunes no panorama de Fortaleza, que produzi. A solenidade aconteceu no auditório do Fórum, e estiveram presentes juízas e juízes da 1ª Instância, de Fortaleza. Eu, que sempre, militei, na imprensa impressa, me aventurei, pela primeira vez, a realizar um documentário cinematográfico sobre a história do Fórum no contexto da cidade.E o mais legal do acontecido é que o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, desembargador Antonio Parente (instituição a qual o Fórum está subordinado) gostou da ideia e quer fazer um vídeo similar ao meu, no âmbito daquele Regional da Justiça Trabalhista no Ceará.
É isso aí.
11 de nov. de 2009

Caso Geisy:
os protestos continuam
Cerca de 100 alunos da Universidade de Brasília (UnB) ficaram nus ou seminus, nesta quarta-feira, durante uma manifestação de apoio a Geisy Arruda, a estudante de Turismo que chegou a ser expulsa da Universidade Bandeirante (Uniban), em São Bernardo do Campo (SP), por assistir aulas usando um vestido curto."Pela liberdade de expressão e o fim da opressão machista", diziam alguns cartazes usados no protesto dos estudantes da UnB.No último dia 22, Geisy teve que deixar a Uniban de São Bernardo do Campo sob escolta policial depois de ser hostilizada e agredida verbalmente pelos estudantes da instituição simplesmente por usar o vestido curto.O grupo comparou o caso da Uniban com situações de preconceito e machismo registrados na UnB. Um exemplo citado durante a manifestação foram os atos de violência sexual ocorridos na universidade, como o ataque a uma estudante de 18 anos, em abril deste ano.A estudante de Serviço Social e militante do Klaus, grupo da causa GLBT da UnB, Luana Gaudad, 20 anos, afirmou que "Todos os dias as mulheres e outras minorias sofrem agressões na universidade. São agressões verbais, falta de segurança e assédios por parte de professores e funcionários. Todas as minorias, aqui, estão vulneráveis e expostas".O protesto foi convocado pelos alunos da Sociologia, e rapidamente se espalhou por e-mail e pelo Orkut. "Acreditamos que o movimento estudantil, assim como o movimento social, não pode aceitar nenhuma forma de agressão, machismo ou preconceito", disse Rodolfo Godoi, estudante de sociologia.No domingo passado, a Uniban anunciou que tinha decidido expulsar Geisy devido a sua "flagrante falta de respeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade". A onda de protestos gerada pela decisão da universidade foi tamanha que levou a instituição de ensino a readmitir a estudante dois dias depois de expulsá-la.
Deu no portal Terra
CCJ da Câmara aprova
diploma para jornalista
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição PEC 386/2009 que exige o diploma de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.
De acordo com o relator, deputado Maurício Rands (PT-PE) a proposta é admissível em termos constitucionais porque não interfere nas cláusulas invioláveis da Carta.
"Concordo com os autores das propostas em exame que não vislumbram na obrigatoriedade de diploma de jornalista ofensa aos princípios constitucionais", diz o relatório.
A proposta de alteração à Constituição, segundo o deputado, não revoga o direito dos jornalistas que já obtiveram registro profissional, em caráter liminar, referente à ação civil pública que tratou do assunto e cujo mérito foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o relator, deputado Maurício Rands (PT-PE) a proposta é admissível em termos constitucionais porque não interfere nas cláusulas invioláveis da Carta.
"Concordo com os autores das propostas em exame que não vislumbram na obrigatoriedade de diploma de jornalista ofensa aos princípios constitucionais", diz o relatório.
A proposta de alteração à Constituição, segundo o deputado, não revoga o direito dos jornalistas que já obtiveram registro profissional, em caráter liminar, referente à ação civil pública que tratou do assunto e cujo mérito foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Deu no jornal O Globo
Comentário meu: Ufa! Finalmente os direitos constitucionais foram restabelecidos, depois do maior auê provocado pelo SFT
10 de nov. de 2009
Luzes da cidade
Hoje, o Centro da cidade estava mais colorido, apesar da poluição de todos os matizes, com a presença do casal Simone e Fernando. Ele, um exímio artesão. Desde criança que tomou gosto em esculpir animais em esponja, depois aplicar tintas multicoloridas nas peças. Onça, macaco, papagaio, tucano, coruja... reproduzir similares da fauna não tem limites para o artista. Vende por encomenda e também, negocia, nas esquinas. Simone é quem negocia as peças. Eu comprei um papagaio (R$ 20,00) que vai ornamentar a minha estante. Gosto apreciar esse comércio informal, e mais ainda quando a mercadoria é objeto artístico.
O badalo das horas
Sábado passado, escrevi aqui sobre a minha decepção e da minha filha Bárbara, vendo os relógios, da torre da igreja do Coração de Jesus, quebrados. A torre da paróquia de São Benedito não tem os ponteiros do relógio, mas a cada nova hora, o badalo repica, como o toque festivo dos sinos, orientando os adjacentes. Certamente, naquele momento, algum vizinho, acostumado com o aviso sonoro das horas do dia, se lembra de determinado compromisso.
9 de nov. de 2009
Ainda continua rendendo, aquela confusão, acontecida, no último dia 22 de outubro, provocada pela estudante Geisy Vila Arruda, 20 anos, do curso de turismo da Universidade Bandeirantes (Uniban), em São Paulo. Após ser hostilizada por colegas,por ter ido à aula de minissaia, a aluna teve que sair de lá escoltada por policiais. Nesse final de semana, a direção da Uniban publicou comunicado, em jornais de São Paulo, informando o desligamento de Geisy, por "afronta à dignidade da universidade".
Os advogados da estudante entrarão, nesta terça-feira, no Fórum de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, com um pedido de liminar para que a estudante conclua, pelo menos, este semestre na universidade.
A delegada Angela Ballarini, da Delegacia de Defesa da Mulher, de São Bernardo do Campo (SP), afirmou, nesta segunda-feira, que será aberto inquérito para investigar as ofensas à Geisy, na universidade. Segundo a delegada, o inquérito vai investigar as ofensas à estudante.
Já a Secretaria de Educação Superior do Ministério de Educação (MEC) informou que vai enviar orientação para a Uniban reconsidere a a decisão de expulsar Geisy.
O filme A Queda - os últimos momentos de Hitler (considerado como um dos melhores filmes sobre a II Guerra Mundial - cujo enfoque são os derradeiros dias de Hitler, enquanto esconde-se no bunker, vendo seu império desmoronar) também já serviu de várias paródias. Na montagem são modificadas as legendas originais e o caso da aluna da Uniban é adaptado ao filme.
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