13 de mar de 2010

Bombou na web

nesta semana


Carlos Ray Norris Jr., filho de uma irlandesa e de um índio cherokee, era uma criança fora de forma que apanhava na escola. Depois de adulto, campeão de karatê sete vezes consecutivas, virou Chuck Norris, astro do cinema de ação nas décadas de 70 e 80 e protagonista da série televisiva Walker, Texas Ranger de 1993 até 2001. Quase esquecido, Norris se tornou, involuntariamente, uma personalidade humorística da internet, retratado como uma espécie de deus superpoderoso nas piadas Chuck Norris Facts ou Verdades Sobre o Chuck Norris, que inspirou até uma propaganda de carros no Brasil.

As piadas são frases como “Quando Chuck Norris faz flexões, ele não levanta o próprio peso. Ele empurra o planeta” ou “Chuck Norris não dorme. Ele espera” ou “Chuck Norris contou até o infinito. Duas vezes”. Quem só conhece o ator por conta dessas hipérboles, esquece que, no papel que impulsionou sua fama em 1972, Norris apanhou para outro mestre, Bruce Lee, em uma das cenas de luta mais clássicas da história do cinema de artes marciais. Norris era Colt, vilão em O Voo do Dragão, uma comédia de ação dirigida pelo próprio Bruce Lee que se passa entre Hong Kong e Roma. O cenário da luta entre Lee e Norris é o Coliseu.

Nesta quarta-feira (10), Chuck Norris completou 70 anos. Comemore assistindo a luta de O Voo do Dragão:








Outro anônimo de sucesso na internet na semana passada foi uma pequena caloura de 8 anos. Ela se apresentou no programa Qual é o seu talento, do SBT, imitando a estrela pop Lady Gaga. A performance foi parar na web, e os internautas que assistiram ao vídeo 400 mil vezes dividiram-se entre os que acharam fofo e os que ficaram indignados de ver uma criança fazendo poses sensuais de maiô.



A música “We are the world”, relançada recentemente para arrecadar fundos para reconstruir o Haiti, ganhou uma versão em espanhol com estrelas da música latina, como Ricky Martin, Shakira e Jon Secada. Foram 100 mil acessos em apenas um dia.






Fonte: Revista Época

Suspeito de matar Glauco

dizia ser 'Jesus Cristo'

Segundo parentes do cartunista, estudante pedia que Glauco o acompanhasse e falasse com sua mãe

De Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo:

O universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, queria sequestrar o cartunista Glauco, segundo parentes da vítima contaram ao chegar à Delegacia Seccional de Osasco. Glauco e seu filho, Raoni, foram assassinados na madrugada desta sexta-feira, 12. Frequentador da Igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista, Sundfeld queria que Glauco o acompanhasse até a casa de sua mãe, no Pacaembu, zona oeste, para dizer a ela que o rapaz era "Jesus Cristo."

Segundo o relato desses parentes, Sundfeld estava transtornado, armado com uma pistola 7,65 mm, e primeiro rendeu a filha do cartunista, Juliana. Ela chamou pela mãe e Glauco também foi ao local. Sundfeld chegou a agredir as duas mulheres e deu uma coronhada no cartunista, a quem costumava pedir conselhos. O rapaz ameaçou se matar e Glauco lhe disse para "não fazer isso."

12 de mar de 2010

Relembrando o Geraldão

Cartunista Glauco e seu

filho foram mortos por ladrões

O personagem mais marcante da carreira de Glauco Villas Boas, 53 anos, foi Geraldão - descrito no site do cartunista como "um consumidor inveterado de uns 30 anos, solteiro que mora com a mãe - com quem tem uma relação neurótica- e continua virgem até hoje". Glauco e seu filho Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada desta sexta-feira em Osasco (SP) durante um assalto na sua residência.

Lançado em 1981 no livro independente Minorias do Glauco, Geraldão foi publicado na Folha de S.Paulo. Entre as características do personagem, ele bebe, fuma, ataca a geladeira, toma todos os que vê pela frente. Segundo o site oficial do cartunista, "ele usava uma calça sem elástico", mas agora "passa o dia todo peladão".

Entre os personagens coadjuvantes da tira, o site de Glauco destaca: a mãe - aposentada que "não agüenta mais o filho, só que não o deixa arrumar uma namorada" e "de vez em quando", espia o filho no banho; Enceradeira com buzinão - funciona ora a manivela, ora a carvão, mas tem memória de elefante; Sônia Braga - que não é atriz, e sim uma boneca inflável e a primeira paixão do personagem principal; Sharon Stone 1.8 - a segunda boneca inflável de Geraldão, que desbancou e aposentou a primeira.

Casal Neuras
Outra tirinha de sucesso de Glauco é o Casal Neuras. Criado em 1984, o casal é baseado no primeiro casamento do cartunista. Os personagens são "uma mulher que não é mais submissa e por um homem com pose de liberal, mas que morre de ciúmes dela". O site oficial afirma que o casal foi a forma do autor exorcizar o fantasma do machismo.

Fonte: Terra

11 de mar de 2010

MINHAS MEMÓRIAS -
Matéria publicada na revista
Singular, em março/2001


C aldeirão hoje é considerado patrimônio histórico


Beato José Lourenço comandou uma sociedade alternativa


Pe. Cícero morreu sem ser perdoado pela igreja católica



A cota da igreja no massacre do Caldeirão
Entre os principais personagens da história do Ceará, o Pe. Cícero Romão Batista é, com certeza, aquele que desperta maior curiosidade de pesquisadores e outros estudiosos interessados em escarafunchar a memória regional.
Sua vida e obra foram emblemáticas.
A partir do acontecimento de 1889 (quando a beata Maria de Araújo ao receber a hóstia consagrada das mãos do então vigário Pe. Cícero, sangue começou a jorrar da boca da religiosa) as controvérsias se multiplicaram.
Milagre ou embuste?
Por conta da propagação do fenômeno, Juazeiro do Norte tornou-se um dos maiores centros de peregrinações de devotos. Todavia, a cúpula da igreja católica nunca o absolveu dos inquéritos eclesiásticos envolvendo o sacerdote. O padre morreu proibido de ministrar os ofícios peculiares ao seu mister: casar, batizar, rezar missa etc.
Os principais representantes do Vaticano o ignoram há séculos (Dom Aloísio Lorscheider, então arcebispo de Fortaleza, no ano do sesquicentenário de nascimento do Pe. Cícero, em 1994 se recusou a falar sobre ele). Coisas da vida: no dia seguinte à minha tentativa de ouvi-lo, o cardeal foi sequestrado por fugitivos do Instituto Penal Paulo Sarasate. Pareceu castigo.
A igreja engessou o seu desprezo (obs: esta crônica foi escrita em 2001), muito embora venha se refestelando com os bens patrimoniais herdados do Pe. Cícero e com os vultosos dízimos, tirando proveito da sua generosa imagem messiânica, cultuada pelo povo.
Todavia, as legiões de romeiros sempre ignoraram os tais inquéritos eclesiásticos e o elevaram à condição de santo.
A fé dos humildes construiu o seu eterno altar.
Nada mais consagrador e definitivo.
Se o conjunto da obra e do destino do Patriarca de Juazeiro, no final das contas, vem resultando em detalhadas observações acadêmicas e uma absorção velada pelo baixo clero, a porção histórica de um outro líder messiânico da Meca do Cariri, o beato José Lourenço Gomes da Silva, ainda carece, e muito, de revisões e investigações que esclareçam minudências e entraves impostos pela igreja quanto às concepções religiosas e os feitos sócio-comunitários realizados pelo beato.
A grande maioria de estudiosos sempre debita a problemas político-religiosos a destruição pela polícia do Caldeirão (sítio, perto de Juazeiro do Norte, onde o beato formou uma espécie de sociedade alternativa, no período de 1928/1937).
É importante lembrar que política e religião sempre andaram de braços em Juazeiro do Norte, desde 1911 (quando o pequeno lugarejo, então distrito de Crato, foi transformado em município). Pressionado e enquadrado pela igreja, via os processos eclesiásticos, Pe. Cícero buscou, a partir daquele ano, pela política, um instrumento forte de reação para se engrandecer no contexto político-administrativo do Estado. Orientado pelo seu alter ego político, o baiano Floro Bartolomeu, Pe. Cícero lançou o seu famoso “Pacto dos coronéis”, visando pacificar as famílias dos poderosos. Na política ele foi tudo que quis: prefeito do recém criado município de Juazeiro do Norte, deputado federal e até vice-governador do Ceará.
É neste contexto que entra a figura do beato José Lourenço, ajudado pelo padre Cícero, na ambientação religiosa e comunitária.
José Lourenço, juntamente com seus seguidores ao chegar em Juazeiro do Norte passaram a ocupar o sítio Baixa d’antas. A comunidade comandada por ele, ao mesmo tempo que gerava trabalho e fartura para as famílias, crescia com o surgimento de outros romeiros, enviados por Pe. Cícero. Pois era enorme o número de romeiros que diariamente se instalava na sede do município.
Mesmo com a simpatia de Pe. Cícero, o beato contava com a antipatia de Floro Bartolmeu (que chegou a exercer mandato de deputado federal, homem temido, prestigiado pelos chefões da Velha República). Floro não admitia certos fanatismos praticados pelos broncos seguidores do beato. Floro chegou ao ponto de mandar matar o Boi Mansinho e obrigar os fanáticos a comerem a carne do bovino adorado.
A amizade e a ajuda do Pe. Cícero ao beato só foram reestabelecidas após a morte prematura de Floro Bartolomeu, em 1926.
Já destituídos do sítio do Baixa d’antas, o beato e seu povo aceitaram uma nova oferta do padre e partiram para o Caldeirão, terreno acidentado onde ele e sua turma passaram a trabalhar dia e noite. Dentro de pouco tempo conseguiram transformar o Caldeirão em um oásis de fartura, onde não circulava dinheiro e tudo era de todos. Na terrível seca de 1932, enquanto o governo estadual era incompetente para empreender programas assistenciais às vítimas e as missões de religiosos estrangeiros fugiam, temendo contágios de doenças, o Caldeirão acolhia os miseráveis.
Sem dúvida, pela qualidade de vida proporcionada aos seus habitantes, o Caldeirão era para o povo uma espécie de terra prometida. Talvez, até melhor do que aquela vivida pelos outros pobres romeiros, egressos de vários lugares, e residentes na matriz: Juazeiro do Norte.
José Lourenço poderia ser para aqueles milhares de despossuídos o sucessor natural do Pe. Cícero, e com a vantagem de administrar uma comunidade igualitária, sem violência e o principal: sem fome. Além do mais, o grande comandante da Meca do Cariri, já debilitado e velho, vivia praticamente para receber visitas de políticos oportunistas e dar a “benção” aos milhares de romeiros, seus afilhados e “amiguinhos”, como costumava chamá-los.
Pouco antes de morrer (em 1934, aos 90 anos), o Pe. Cícero, na sua derradeira tentativa de agradar a igreja e readquirir os direitos de praticar ofícios religiosos, destinou, em testamento, grande parte da sua fortuna latifundiária, incluindo o Caldeirão, à congregação dos Irmãos Salesianos. Quem saiu perdendo? Claro que foi beato José Lourenço e seus seguidores. Porém, não surtiu efeito sonhado pelo padre: ser perdoado. Mais uma vez, a igreja fez ouvido de mercador, literalmente. Até hoje, ainda rola no Vaticano os processos contra ele.
Para o beato e o seu povo, o martírio só começava com a morte do ex-protetor. Três anos depois do falecimento do Pe. Cícero, atendendo ao pedido do bispo do Crato, D. Francisco de Assis Pires e dos padres Salesianos, a polícia foi chamada para intervir. Os policiais, armados, executaram a desapropriação do Caldeirão, perseguindo e matando centenas de homens desarmados. José Lourenço, homem de índole pacífica, abandonou o lugar. Alguns dos seus seguidores tentaram reação.
Mesmo assim, o sonho da sociedade alternativa e produtiva continuava: José Lourenço voltou quatro anos depois e tentou comprar dos Salesianos as terras do Caldeirão. A proposta foi recusada.
Amargurado, ele retornou para Pernambuco, onde morreu, em 1946, vítima de peste bubônica. Seus restos mortais estão sepultados no cemitério de Juazeiro do Norte e ainda hoje em dia, seu túmulo é zelado por admiradores.


Militar arrependido:
“Religiosos foram inflexíveis”

O general Goés de Campos Barros, comandante (ainda como tenente do Exército) das tropas destruidoras do Caldeirão, chefe, à época, da Delegacia de Ordem Política e Social, 62 anos, depois da tragédia, em entrevista a este repórter foi enfático: “ Provavelmente se os padres Salesianos tivessem constatado que aquilo se transformaria numa tragédia, teriam tomado todas as providências e com certeza não pediriam forças militares para resolver o problema. Eles foram inflexíveis com o beato José Lourenço e seus seguidores”.
Raciocinava ainda o militar, na referida entrevista publicada no jornal Diário do Nordeste (23/08/1998) que “caso o padre Cícero ao emprestar, em 1926, o sítio ao beato, oito anos de sua morte, e tivesse incluído no testamento Zé Lourenço como beneficiário, o desdobramento da questão, com certeza, seria diferente”. Ou então, disse o militar: “Uma outra solução para o embargo deveria ter partido dos Salesianos, aceitando algum tipo de parceria com Zé Lourenço (pagamento de tributos, arrendamento do terreno ou mesmo a venda). Nada disso aconteceu. O beato era um homem trabalhador e de boas intenções”, reconheceu, finalmente o general.
Claro que arrependimento tardio, jamais apagará da história a violência soldadesca contra centenas de famílias pacatas, destruindo mais de 400 casas, moagens e roças.
Na operação militar foram usados fuzis, metralhadoras e até bombas, atiradas de aviões.
Tudo sob a orientação do Estado Novo (1937/1945) que acabara de ser instalado no Brasil. A ordem era acabar com qualquer liderança civil no País. E a saga do Caldeirão era algo como uma revolução socialista, partida do povo e incomodava os mandarins da política e da religião
.
A corrida mais ALUCINADA de todos os tempos! Engarrafamento, flanelinhas terroristas, motoboys do inferno e ladrões de bigode! Prepare-se para a MAIOR aventura sobre quatro rodas do universo!


10 de mar de 2010

Para conseguir as fotos dos leões bebendo água, o fotógrafo Greg du Toit passou 11 dias ao longo de três meses mergulhado até o pescoço em um lago no Quênia.

Foto: Greg du Toit /BBC Brasil

Na hora de beber água

Uma revista da BBC divulgou imagens feitas por um fotógrafo sul-africano que passou mais de 11 dias ao longo de três meses mergulhado até o pescoço em um lago no Quênia para documentar animais tomando água.

Greg du Toit, de 32 anos, estava determinado a conseguir imagens de leões bebendo. Para isso, tentou durante um ano o melhor enquadramento criando esconderijos e cavando buracos nas imediações de lagos.

Insatisfeito com os resultados, ele concluiu que só alcançaria seu objetivo se mergulhasse na água. Então, ao longo de três meses, Toit passou no total 270 horas, ou mais de 11 dias, com água até o pescoço, deixando apenas a cabeça e as mãos para fora.

Como resultado, além das fotos de leões, zebras, javalis, babuínos e muitos pássaros africanos, o fotógrafo contraiu uma série de doenças tropicais, como malária e esquistossomose. Toit passou meses de cama para se recuperar.

O resultado de sua inusitada estratégia de fotografia foi publicado na edição de março da revista BBC Wildlife.

Fonte: Terra





Exposição imperdível

Começou, ontem, no Espaço Cultural da Unifor, uma exposição imperdível: a mostra de parte do acervo de um dos maiores repórteres fotográficos do mundo: o francês Marc Riboud. Entre as peças está uma das mais famosas, aquela em que o fotógrafo registrou, em 1953, o pintor de parede Zazou, pintando a parte mais alta da Torre Eiffel, em Paris. A foto saiu na capa da revista Life e ganhou o mundo pela sua singeleza e também pela coragem do fotógrafo. O pintor mais parece um equilibrista de circo.

Hoje com 87 anos, autor de mais 450 mil imagens, Riboud pertence à linhagem de fotógrafos na qual o ato de olhar é exercitar a curiosidade com sensibilidade e faro de repórter. E Riboud é mestre também em fazer história, como a imagem que ele produziu de uma jovem enfrentando com uma flor as baionetas dos mariners do Pentágono, em Washington (1967).

Vale a pena conferir a exposição na Unifor.

9 de mar de 2010

Com suavidade nos movimentos (câmera lenta), o vídeo abaixo faz comercial de uma empresa vendedora de rações para cães. O resultado ficou genial.



Protesto surfando

Gabriel Mellin tem 28 anos é cineasta de profissão e surfista amador. É ele quem aparece sobre a prancha de surf nas águas turvas durante a enchente que atingiu a cidade do Rio de Janeiro no último sábado. O responsável pelas imagens foi o irmão dele, Rafael, dono da produtora de vídeos Mellin. ÉPOCA entrou em contato com Gabriel para um rápido papo sobre a motivação da aparente loucura que foi remar em plena Rua dos Oitis, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com a palavra, o “Surfista do Baixo Gávea”.



ÉPOCA – Você está bem de saúde?

Gabriel Mellin – (risos) Estou, estou bem sim. Minha família toda me ligou hoje perguntando a mesma coisa, depois que viram o vídeo. Até agora, dois dias depois, não senti nenhum problema.

ÉPOCA – Qual foi sua intenção ao remar com sua prancha em plena rua?

Mellin – Eu, meu irmão e dois amigos estávamos saindo da praia, depois do dia de sol, e fomos tomar um chope no Braseiro (bar no Baixo Gávea). Estávamos em uma das mesas mais internas do bar e quando caiu a chuva – foram vinte minutos de chuva forte – a água chegou na nossa canela. Ficamos uma hora esbravejando, falando da irresponsabilidade de se jogar lixo na rua, do descaso do governo com esse problema… Depois de tanto reclamar, resolvi pegar a câmera no meu carro para fazer um vídeo de denúncia e mandar para algum jornal.

ÉPOCA – No fim, acabou não sendo uma denúncia simplesmente…

Mellin – No meu carro também tinha a prancha, já que eu estava surfando naquele dia. E veio a idéia de surfarmos no meio da rua como um protesto bem humorado. Eu, como cineasta, sei que ninguém falaria sobre esse problema com imagens de denúncia, no estilo “Olha, que absurdo!”. Um vídeo desses nunca ganharia projeção. Quando se usa uma idéia para falar de um problema, principalmente com bom humor, a projeção é maior.

ÉPOCA – Vocês imaginavam a projeção que o vídeo teria?

Mellin – Nunca imaginávamos que a coisa ganharia essa proporção. A idéia do surfe veio porque víamos que, quando os carros passavam na rua, faziam ondas que entravam pelos bares da região. Alguém de nós disse “Daqui a pouco já vai dar para surfar”. Pegamos a prancha e a câmera no carro e eu fiz essa brincadeira.

ÉPOCA – Por que colocou o rosto na água? Não teve medo da sujeira que estava naquela água?

Mellin – (risos) Quando eu vi depois, fiquei assustado. Aquilo – colocar o rosto na água – é um cacoete de surfista quando está chovendo. A gente usa a própria água pra limpar as gotas que escorrem pelo rosto. Só percebi o perigo depois que vi as imagens. Minha namorada e minha família ficaram preocupados, talvez eu tome algumas vacinas… Não sei. Mas eu tranquilizei a família por já ter a imunidade forte. Quem, como eu, costuma surfar em praias como Leblon e São Conrado, onde o esgoto é às vezes lançado in natura, não tem muito medo de água suja.

ÉPOCA – E a reação das pessoas nos bares do Baixo Gávea, te surpreendeu?

Mellin – Eu nem esperava isso, fiquei morrendo de vergonha. Eles começaram a bater palmas, gritar… A vergonha foi tanta que eu nem voltei para o bar, fui direto para casa (risos).

ÉPOCA – Qual a mensagem que você gostaria de deixar sobre o episódio?

Mellin – A nossa maior intenção foi protestar contra a situação. É a prova de que os políticos são idiotas. Eu moro na Gávea, e tem alguma coisa errada quando uma chuva de vinte minutos apenas deixa um lugar alagado daquele jeito. É um absurdo. Fico feliz que o vídeo tenha feito sucesso e que tanta gente esteja comentando sobre o assunto. Como cineasta sei que os melhores filmes não são aqueles que tentam passar mensagens claras. Esses a grande maioria acha chatos. Os melhores são os que você passa a mensagem sem alarde, divertindo. Nesse sentido, o objetivo está sendo alcançado.

Fonte: revista Época

Vejam o vídeo do Surfista do Baixo Gávea:


8 de mar de 2010

Esperto para tirar...mas



O primeiro...a gente nunca esquece


Que comercial!

Essas mulheres!

Essas mulheres!

r


ESSAS MULHERES

No Dia da Mulher nada mais sensível para representar o carinho feminino do que a versão felina dessa manhosa gatinha.




A história
de Quixeramobim
engrandecida

O então vereador de Quixeramobim, Ricardo Machado, cumprimenta Tancredo Neves (ladeados por outros dois cearenses: Ernando Uchoa Lima e Paulo Lustosa). Tancredo estava em campanha junto ao Colégio Eleitoral para se eleger Presidente do Brasil. O encontro ocorreu em Brasília, em outubro de 1984, três meses antes dele ser eleito. Hoje, Ricardo é promotor de Justiça (TJ-CE) e meu colega junto à confraria Bigodeana.

7 de mar de 2010



TRADIÇÃO NO AR
O programa mais antigo do rádio

Por Jorge Fernando dos Santos (Observatório da Imprensa)


De segunda a sexta-feira, às 17h, a sanfona de Rubens Diniz sapeca pela Rádio Inconfidência AM, de Belo Horizonte (MG), o clássico Campo Belo, composição rancheira de Antenógenes Silva. Trata-se do prefixo de Hora do Fazendeiro, o programa radiofônico mais antigo do Brasil – talvez do mundo –, transmitido ininterruptamente há 73 anos em ondas médias e curtas, e hoje também pela internet.

A primeira transmissão foi ao ar em 7 de setembro de 1936, quatro dias depois da inauguração da rádio pública de Minas Gerais. Apresentado por Tina Gonçalves e Cristiano Batista, o programa passou por uma reformulação em junho de 2009, sendo ampliado de uma para duas horas de duração. Na retaguarda estão o superintendente de Jornalismo, Getúlio Neuremberg, e o coordenador artístico da emissora, Gustavo Abreu.

Segundo a produtora Aline Louise Moreira, o objetivo da equipe de produção sempre foi "dialogar com o homem do campo", oferecendo serviços, boletim meteorológico, cotação de produtos agrícolas, dicas, receitas caseiras e a autêntica música caipira. Outra missão que não fica de lado é a prestação de serviços aos ouvintes urbanos, que podem, por exemplo, aprender a montar uma horta em apartamento ou numa pequena área do quintal.

Linguagem específica

Tina Gonçalves apresenta Hora do Fazendeiro desde a década de 1970, quando o programa ia ao ar ainda pela manhã. Ela trabalhou ao lado de Bentinho, Delmário, Caxangá, Geraldo Eustáquio e José Penido, nomes lendários do rádio mineiro. "O segredo do nosso sucesso é que não havia programas direcionados ao homem do campo, naquela época", afirma.

"A TV não tinha o alcance de hoje e o homem do campo não dispunha de acesso a agrônomos e veterinários", acrescenta a apresentadora. Segundo ela, o programa propiciou esse contato, orientando o ouvinte no seu dia-a-dia na roça. "Além disso, trouxemos a música de raiz, mensagens de ouvintes e a seção de desaparecidos, na qual procuram-se notícias de parentes e amigos que estão longe de casa", ressalta.

Cristiano Batista começou a apresentar Hora do Fazendeiro há quatro anos, substituindo o locutor José Penido. "Usamos uma linguagem específica, pois o público padrão inclui o fazendeiro e o trabalhador rural", ele explica. "Temos também ouvintes na capital e aqueles que gostam do programa por causa da música caipira. Muita gente liga apenas para ouvir o próprio nome no rádio, enviando lembranças a amigos e familiares distantes."

Num especial apresentado quando o programa comemorava 70 anos, um dos entrevistados foi João Moreira, de 85 anos, ouvinte desde os tempos em que era fazendeiro, em Barão de Cocais, há mais de meio século. "Esse programa é uma maravilha", disse ele, resumindo o sentimento da audiência. "Meu filho até já ofereceu música pra mim, lá de São Paulo... Meu rádio só fica ligado na Inconfidência."

Marca do pioneirismo

A iniciativa de se criar uma rádio difusora em Minas Gerais foi articulada na década de 1930, durante o governo de Benedito Valadares. Quem viabilizou a ideia foi o secretário de Agricultura e futuro governador, Israel Pinheiro. O transmissor da terceira emissora a ser inaugurada em Belo Horizonte – depois das rádios Mineira e Guarani – foi adquirido graças a contribuições de prefeituras do interior, que doaram cerca de dois contos de réis ao governo estadual.

Com os estúdios instalados na antiga Feira Permanente de Amostras, na Praça Rio Branco, a emissora foi inaugurada às 19h de 3 de setembro de 1936. Entre as autoridades presentes estavam o ex-presidente Venceslau Brás e o ministro da Agricultura de Getúlio Vargas, Odilon Braga. Intelectuais e artistas como Tristão de Athayde, Almirante, Carmen Miranda e Orlando Silva também deram o ar da graça. Naquele mesmo mês seria inaugurada no Rio de Janeiro a legendária Rádio Nacional.

O primeiro slogan da "PRI-3" dos mineiros foi "a voz de Minas para toda a América". Em 1938, a Inconfidência foi uma das primeiras rádios do continente a transmitir uma Copa do Mundo de Futebol – a terceira delas, realizada na França, com notável desempenho da seleção brasileira. Pioneira belo-horizontina também nas radionovelas e nos programas de auditório, a emissora sempre teve Hora do Fazendeiro entre seus campeões de audiência.

Competência premiada

O sucesso do programa rural certamente contribuiu para que a Inconfidência ganhasse em 2009 o Prêmio Mídia do Ano em Comunicação Empresarial (categoria rádio), conferido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). Também no ano passado, sob a presidência do escritor e jornalista José Eduardo Gonçalves (que hoje preside a Rede Minas de Televisão), Hora do Fazendeiro conquistou o Prêmio Abimilho, com uma série de reportagens sobre o milho na cozinha brasileira.

Atualmente presidida pelo jornalista Valério Fabris, a emissora oficial de Minas firmou-se entre as principais do país. Basta dizer que a Inconfidência FM 100,9, que acaba de completar 30 anos de funcionamento, tornou-se uma trincheira da MPB, com programação de música 100% nacional. O padrão foi implantado por Claudinê Albertini, em 1980, no auge a chamada "invasão cultural", sendo mantido até hoje e se tornando um importante diferencial frente à concorrência.

Para orgulho dos seus ouvintes mais fiéis, a Inconfidência FM foi cognominada "a brasileiríssima". Em sua equipe sempre se destacaram profissionais que primam pelo bom-gosto musical, como os programadores Kiko Ferreira, Luiz Marcelo, Paulo Bastos, Miguel Rezende e o apresentador Tutti Maravilha, dono de um estilo inconfundível, que se tornou um dos símbolos do rádio mineiro.

Corre a boca miúda que depois desta William Bonner e Fátima Bernades estariam fora do Jornal da Globo.

Censuraram a

loira da cerveja

A peça publicitária em aparece a loira esfuziante Paris Hilton, fazendo comercial da cerveja Devassa, foi tirada do ar, na semana passada, por orientação do Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar), órgão de autoregulamentação da propaganda brasileira. A peça começou a ser veiculada durante o Carnaval passado.

No anúncio, a beldade americana aparecia nas janelas de um apartamento, dançando de forma sensual com uma lata da cerveja na mão– sob o olhar de um fotógrafo voyeur e os aplausos da multidão.

As reações vieram de todos os lados. A própria Paris Hilton, no seu twitter escreveu: “Isso é sério? Que ridículo”. A secretária adjunta da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres disse que para vender uma cerveja, não é preciso usar o corpo da mulher.

Besteira essa decisão do Conar. Os consumidores brasileiros já estão acostumados a anúncios picantes. E a publicidade da loira é até muito comportada, comparando àqueles da Kaiser e da Antarctica (“Boa, só se for Antarctica”) em que aparece a Juliana Paes com sensualidade.

Veja o anúncio proibido:


O que é sentir saudade
São inúmeras as maneiras de se expressar o sentimento saudade. Tem um verso (saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu) na canção Pedaço de mim - de Chico Buarque, que considero a expressão mais forte e triste de sentir saudade.
Vejam o vídeo, Chico e Zizi Possi cantando a música:


Bombou na web
nesta semana
(Fonte: revista Época)
O jornalista José Luiz Datena estava entrevistando o jogador Cicinho, do São Paulo, ao vivo, quando este resolveu brincar comentando uma presilha de cabelo que o apresentador estava usando no programa alguns dias antes. Datena rebateu apelando para uma eterna gozação feita pelos rivais do São Paulo. Mais de 200 mil pessoas viram a gozação.




O flautista Greg Pattillo, do grupo Project Trio, estava entediado num hotel em Indiana, durante a turnê que a banda fazia nos Estados Unidos. Para passar o tempo, ligou a câmera e deu esse show de interpretação.Bela mistura de flauta transversal, beatbox (aquela percussão feita com a boca), caras e bocas.


Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina, ficou inundado pelas chuvas e acabou sendo cenário de uma imagem impressionante. Sabe quando um carro passa por uma poça e joga água nas pessoas da calçada? Pois lá foi um trem, e o resultado foi quase um tsunami urbano. A cena, filmada por um morador, foi para o YouTube e teve quase 100 mil acessos.