
SINGULAR é uma revista virtual antenada com o que acontece por aí nos mais variados matizes. E editada pelo jornalista Eliézer Rodrigues.
18 de set. de 2010
Passando o tempo com o Mystery GuitarMan
17 de set. de 2010
Âncora apresenta jornal sem as calças e deixa calção aparecer
O vídeo abaixo mostra que, durante os créditos, o jornalista deixa as pernas aparecer, ao falar com uma colega de trabalho. A imagem caiu na internet.
Deu no Comunique-se
Do fundo do baú
Doula: uma ação sublime
.jpg)
Dos neologismos que serão incorporados à 5ª edição do Dicionário do Aurélio (na comemoração do centenário, neste ano, do seu criador Aurélio Buarque de Holanda Ferreira) tem uma palavra que acho supimpa: Doula. A palavra vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
A nova versão tem 2.272 páginas e é 6% maior do que a anterior. O dicionário traz uma relação com as 3 mil palavras mais utilizadas na escrita contemporânea, escolhidas de um acervo com mais de 5 milhões de ocorrências. Há palavras e expressões usadas na internet e de outras línguas, como bullying, ecobag, fotolog, nerd, petit gâteau, pop-up, sex shop, test drive e tuitar.
A elaboração da nova edição levou seis anos e teve a coordenação de Marina Baird Ferreira – viúva de Aurélio – e de Margarida dos Anjos – assistente do autor por mais de quatro décadas –, além de uma equipe de lexicógrafos. O objetivo da nova versão é abrigar as palavras, significados e expressões que refletem a nossa época e eliminar dúvidas quanto à definição, uso e grafia.
O uso das abonações (frases que servem para demonstrar a exatidão do significado de uma palavra ou locução) também foi ampliado. O novo dicionário traz, além das citações utilizadas em edições anteriores, trechos de novas obras da literatura nacional e internacional, que demonstram como as palavras são utilizadas no discurso real de uma língua viva, orgânica e contemporânea.
As palavras que passaram a fazer parte do Aurélio têm origens em diversas áreas, como informática, biologia, botânica e genética. Confira algumas delas: agrobusiness, allnews, bandeide, barwoman, biojoia, blogar, blue tooth, blu-ray disc, blu-ray player, bollywoodiano, botox, bullying, chef, chocólatra, chororô, ciabatta, combo, cookie, data-show, donut, doula, e-book, ecobag, ecojoia, ecotáxi, ecoturismo, empreendedorismo, Enem, flex, fotolog, glamorizar, hora-aula, hotspot, mix, mochileiro, nerd, odontogeriatria, pet shop, petit gâteau, pop-up, pré-sal, ricardão, saidinha de banco, SAMU, sex shop, tablet, test drive, tuitar.
16 de set. de 2010
Atrapalhando o trânsito
Aqui em Fortaleza já está na hora dos juízes eleitorais tomarem a mesma determinação, mandando remover muitos cavaletes com propaganda eleitoral que estão atrapalhando a visão dos motoristas e a passagem de pedestres, como ocorre na Av. Santos Dumont. E o pior, no cruzamento do sinal.
Vejam foto abaixo:
15 de set. de 2010
O quer casar comigo, depois desse vídeo
14 de set. de 2010
O Grito que não houve
O ator Tarcisio Meira ,no papel de Dom Pedro, celebrizou, no filme Independência ou Morte- 1972,
uma farsa histórica
Comecei a ler o 1822, do jornalista Laurentino Gomes (o mesmo autor de 1808), e que narra os acontecimentos posteriores à volta de Dom João VI para Portugal e descreve o papel de personagens como Dom Pedro e José Bonifácio, entre outros na independência do Brasil.
Mas o que quero destacar aqui é que nas primeiras páginas do livro, o autor assegura que Dom Pedro, no dia 7 de setembro de 1822, na ocasião às margens do riacho Ipiranga, estava com uma tremenda dor de barriga, não montava um belo cavalo e sim uma mula...e não gritou a célebre frase, tida como oficial, e ensinada nas escolas: “Independência ou Morte”.
Laurentino Gomes localizou o documento escrito pelo padre Belchior, que registrou o que havia testemunhado naquela tarde histórica. Pela descrição do padre não houve sobre a colina o brado.
Na realidade, ainda segundo o autor, a famosa proclamação aconteceu momentos depois, mais adiante, conforme outro relato, o do coronel Marcondes, e numa venda próxima ao riacho. O local hoje é conhecido como "Casa do Grito".
CD do “rei”: 1 real
No início da revolução do disco digital, o preço, por exemplo, do CD de Roberto Carlos, sempre lançado no final de ano, chegava a 50 reais. Era um estouro de vendas. Só que os tempos mudaram e o preço do produto caiu vertiginosamente.
Na semana passada, encontrei, em barracas dos mercadores de discos piratas, um CD do “rei”, custando... 1 real.
É impressionante o desmoronamento da indústria fonográfica nesses tempos de novas tecnologias e a disseminação da pirataria: fechamento de gravadoras de discos; custo alto para o artista gravar suas músicas e sem retorno de vendas; o direito autoral do compositor, praticamente desapareceu...
É o fim, melancólico, de uma época da comercialização de produtos musicais.
MP não acha slogan de Tiririca irregular
A Procuradoria Regional Eleitoral divulgou em nota que o slogan "pior do que está não fica" do candidato a deputado federal, Francisco Everardo Oliveira Silva (PR), o palhaço Tiririca, não pode ser considerado crime eleitoral. O promotor eleitoral, Maurício Lopes, do Ministério Público Eleitoral de São Paulo, deu uma entrevista na qual afirmou que o slogan poderia ser considerado uma infração capaz de barrar a candidatura. Porém, segundo a nota, "a propaganda do candidato Tiririca não é, até o presente momento, irregular nem gera cassação de registro, pois que não viola dispositivo constitucional ou infraconstitucional que trate da matéria". O texto informa ainda que a procuradoria já recebeu sete representações contra Tiririca e em todos os casos a opinião foi pelo arquivamento.
Deu na coluna do Cláudio Humberto
13 de set. de 2010
Mário Gomes, o iluminado
O soneto XIII do poema Via Láctea, de Olavo Bilac, é um dos mais lindos da poesia nacional (penso). Quem de nós não fica maravilhado ao perceber:
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
Beijei a boca da noite
E engoli milhões de estrelas
Fiquei iluminado.
Saí da praça relembrando outros nomes de artistas cearenses (o pintor Chico da Silva foi considerado um dos quatro mais importantes pintores primitivistas do mundo, ganhou até medalha do governo do Estado, e morreu na miséria). Mário Gomes, certamente após morte será homenageado, pode ser até com uma estátua, na Praça do Ferreira ou nome de concurso cultural.
Enquanto ele vive, ao relento, remoendo suas memórias, perambulando por aí, não aparece ninguém para minimizar a sua dor.

José Roberto Toledo, O Estado de S.Paulo
Francisco Everardo Oliveira Silva corre o risco de ser o deputado federal mais votado do Brasil em 3 de outubro. Não se espante se você não reconhece o nome, nem seus próprios eleitores reconheceriam. Oliveira Silva é conhecido apenas por seu apelido, Tiririca.
Ele aparece em primeiro lugar no conjunto de pesquisas do Ibope sobre a eleição para a Câmara dos Deputados em São Paulo. Como é o Estado com o maior eleitorado, não será surpresa se Oliveira Silva acabar sendo o campeão nacional de votos de 2010.
Se você não tem visto muita TV nas últimas décadas e passou incólume pela propaganda eleitoral até agora, Tiririca é ator e palhaço profissional. Tem 45 anos, lê e escreve, se autodefine como "abestado" e seu slogan é "pior que tá num fica, vote Tiririca".
Não é uma piada. É um projeto político. Oliveira Silva é candidato pelo PR, em coligação que inclui o PT e o PC do B. Prova da seriedade do projeto é que, até o último dia 3, o partido havia investido R$ 594 mil, oficialmente, na campanha do palhaço. E não deve parar por aí.
Tiririca é o principal puxador de votos do PR, do PT e do PC do B em São Paulo. Se chegar a um milhão de sufrágios, seu excedente de votos elegerá mais quatro ou cinco deputados da coligação. O eleitor vota em Tiririca e pode eleger Valdemar Costa Neto (PR), Ricardo Berzoini (PT) ou o delegado Protógenes (PC do B).
O "projeto Tiririca" é um bom retrato do sistema de coligações que impera nas eleições parlamentares brasileiras - uma salada farta de siglas, conexões improváveis, legendas de aluguel e uma pitada muito pequena de ideologia.
Das 27 legendas que disputam as eleições para a Câmara dos Deputados, apenas os quatro partidos de esquerda (PSTU, PCO, PSOL e PCB) são seletivos nas coligações: não se misturam na grande maioria das vezes. Melhor deixá-los em um prato à parte.
Entre as outras 23 legendas da salada, vale quase tudo. O PP, por exemplo, coligou-se 169 vezes a todos os outros 22 partidos, em 26 das 27 unidades da Federação. O PRB fez igual. Isso significa aliar-se ora ao PT, ora ao seu arqui-inimigo PSDB, conforme a conveniência.
PP e PRB são os campeões das alianças, mas não são exceção. Das 23 legendas da salada coligada, só o PV fez menos de 100 conexões com outros partidos. Mas bateu na trave: 97. A salada é sortida. Tem de PT com DEM (uma vez) a comunista com democrata-cristão (seis vezes). Só não tem petista com tucano.
Se dividirmos a travessa em duas partes, numa ponta está o PT, na outra, o PSDB. O PMDB fica no meio. Perseguidos pelo poder, os peemedebistas aparecem como fortes aliados tanto de tucanos (6 vezes) quanto de petistas (11 vezes).
As conexões mais intensas do PT são com PC do B, PR, PRB, PSB, PDT e PMDB. E as do PSDB são com DEM, PPS, PSC, PMN, PR, PRB e PMDB. Mas as relações são abertas, não pressupõem exclusividade. Vez ou outra uma legenda dá uma escapadinha para o outro lado, sem culpa ou ressentimentos.
Os mais cínicos dirão que a política partidária brasileira continua a mesma. Mudam os nomes, mas não os sobrenomes. No seu "Deputados 2010", o Ibope identificou uma penca de herdeiros do poder (apud Francisco Antonio Doria) entre os favoritos a se elegerem para a Câmara.
São rostos novos para nomes conhecidos. Como os de Ana Arraes (Pernambuco), Ratinho Jr. e Zeca Dirceu (ambos no Paraná), ACM Neto (Bahia), Rodrigo Maia e Leonardo Piciani (ambos no Rio de Janeiro).
Nomes fortes foi justamente o que faltou para o PT paulista. O partido precisou improvisar nova estratégia. Além de se coligar ao PR de Tiririca, ressuscitou a tática de pedir votos para a legenda do partido. Está dando certo: a sigla do PT está em segundo lugar em citações no ranking do Ibope.
A falta de nomes conhecidos está confundindo os paulistas. Instado pelo Ibope a dizer em quem votará para deputado federal, há quem responda "Serra", "Fernando Henrique Cardoso", "Marina Silva", "Alckmin", "Mercadante" ou até quem evoque "Mario Covas".
De todos os Estados onde o Ibope faz seu ranking para a Câmara, São Paulo é onde menos eleitores são capazes de citar um candidato a deputado federal: apenas 12%. Em Pernambuco essa taxa já chegou a 19%, e no Distrito Federal, a 21%.
Não é de espantar, portanto, que Tiririca seja o mais lembrado entre os paulistas. Nem de que alguém tenha pensado em usar um palhaço como puxador de votos. Pensando bem, até faz sentido.
12 de set. de 2010
