17 de abr de 2010

Bombou na web
nesta semana
Hannah está chorando. Sua mãe, filmando a cena, pergunta o motivo de tantas lágrimas. Do alto de seus 4 anos de idade, a menina responde que não quer abandonar Stephen, seu professor. A família está de mudança para o Japão. “Mas eu o amo tanto (…). E ele me ama!”, diz a pobre, com o coração partido. As agruras do primeiro amor de Hannah se espalharam rapidamente via Twitter e Facebook e, em apenas três dias, o vídeo se aproximou dos 500 mil views.



Um vídeo vira sucesso na internet por vários motivos, mas o principal deles é… o bichinho fofo. O vídeo de um gatinho que fica de pé e olha pela janela tornou-se febre na web e ganhou várias versões. Uma das mais divertidas é a que mostra o bichano vestido de Zorro, com direito até a outro gatinho vestido de mariachi fazendo a trilha sonora. A bobagem foi vista 900 mil vezes.
Fonte: revista Época


Brasília - meio século

Para homenagear os 50 anos de Brasília, a revista Playboy, edição deste mês de abril, convidou Ana Kowalski, uma autêntica brasiliense para mostrar o que há de mais bonito no Distrito Federal. Segundo a revista, você vai descobrir que além das retas de Niemeyer, existem muitas (e belas) curvas na capital.

16 de abr de 2010

Brasília - meio século

Brasília - meio século

A sátira da tecnologia de papel

As apresentações de Steve Jobs,mostrando as mais recentes revoluções no mundo da informação tecnológica, resultaram em shows. Agora, veio a resposta daqueles que defendem o livro de papel, e em forma de humor. É uma montagem engraçada, uma sátira bem bolada, e que certamente faria a alegria daqueles que defendem o livro impresso, como o filósofo italiano Umberto Eco e o escritor francês Jean-Claude Carrière que até escreveram o livro Não Contem Com o Fim dos Livros.

Vejam o vídeo:

15 de abr de 2010


O ocaso da mídia impressa

O desaparecimento da mídia impressa parece que é inevitável, por conta da migração, em alta escala, dos leitores, e também de anunciantes, para a mídia virtual. Cito um exemplo local: tenho um antigo hábito de ir (quase todos os dias) às bancas de jornais e revistas, principalmente a do Raimundo Ramos, localizada na Av. Santos Dumont. Vou também à outra, localizada no Parque do Cocó. De quando em vez, pergunto a eles sobre a vendagem dos produtos expostos, principalmente exemplares de jornais. As respostas são desanimadoras. Para vocês terem uma ideia, caros internautas, antigamente o Raimundo Ramos vendia de 100 a 150 exemplares (isso em dias normais) do jornal O Povo, por exemplo. Hoje em dia a venda não chega a cinco, às vezes nenhum. Uma tragédia.


Li no site Comunique-se que o primeiro diário esportivo do País, fundado em 1931, circulou com o nome Jornal dos Sports, no sábado passado, pela última vez.

Desde então, o tradicional caderno cor de rosa estampa o nome Jsports.com.br.“Com as modificações que fizemos, o principal é que agora o site tem um jornal, não é o jornal que tem um site. Pegamos o conteúdo de nosso veículo na web e o inserimos no jornal impresso”, diz o dono do diário, Arnaldo Cardoso Pires.

Para o agora ex-editor do diário, Marco Antônio Larosa, que ocupava o cargo até as recentes mudanças, “o Jornal dos Sports acabou”. Pires rebate, dizendo que a reformulação foi feita para “dar modernidade ao jornal, atrair o público e novos anunciantes”. O novo Jsports.com.br circulou na segunda-feira, dia 12/04, com a edição 01, ano 01.


Herói no exterior,

marginal no Brasil

“Seja marginal, seja herói”, célebre frase que imortalizou o artista plástico brasileiro Hélio Oiticica (1937/1980) pode ser alterada para: Herói no exterior, marginal no Brasil. É isso mesmo, um dos maiores nomes da arte contemporânea mundial, Oiticica é admiradíssimo no exterior, e por aqui esquecido por quem deve tomar conta da cultura. Em dezembro do ano passado, um vídeo do artista com um de seus parangolés – emaranhado de panos usados em público - lotou uma sala no museu espanhol de Arte Reina Sofía.

Está acontecendo em São Paulo, no Itaú Cultural, a mostra Hélio Oiticica – Museu é o Mundo, e que permite que o espectador acompanhe a trajetória do artista, inclusive com a instalação Tropicália PN2 e PN3 (1967), obras que deram nome ao movimento cultural, comandado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, que marcou a música brasileira.

A exposição em São Paulo resgata um pouco o que restou de parte da sua obra destruída no ano passado, por um incêndio, ocorrido na casa do irmão do artista. A família já havia dito que gostaria de colocar as obras em espaço público com apoio de instituições culturais. Mesmo com o incêndio, tal projeto não passou do desejo dos familiares de Hélio Oiticica e do público brasileiro.

Veja, abaixo, um abalizado comentário feito por Nelson Mota sobre a obra e a importância do artista:


14 de abr de 2010


O NOVO LIVRO CHEGOU


Vejam no vídeo acima o livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, no iPad, com ilustrações em movimento. Será que apreciar uma obra literária desta maneira vai pegar? É esperar pra ver.

Sai neste mês nos Estados Unidos o mais recente passo na revolução em curso, no mundo da tecnologia:o iPad. Aquele aparelhinho que poderá ser capaz de transformar o livro impresso em objeto de museu. Obras de culinária, histórias do universo infantil e da literatura poderão ser mostradas enriquecidas com vídeos, animações e mecanismos interpretativos. Qual o futuro do livro de papel diante dessa avalanche de produtos que facilitarão a compreensão de uma de informações nos mais variados campos da atividade humana?

Os defensores do livro impresso, como o famoso filósofo italiano Umberto Eco e o escritor francês Jean-Claude Carrière procuram traquilizar, com o livro Não Contem Com o Fim dos Livros, aqueles que temem que a era tecnológica faça desaparecer o livro.

O problema é que a revolução tecnológica já vem abalando o mercado editorial dos impressos em papel e a indústria, tradicionalmente estruturada em antigos equipamentos, já se lança em busca das novas formas de comunicação. É o que vem acontecendo com empresas do mercado de jornais e revistas que se utilizam da internet para ir ao encontro do público que a cada dia migra do impresso para o mundo virtual.



Ontem foi o dia do
beijo. Vejam que
imagens calientes...



13 de abr de 2010



Entre sem bater

Em algum lugar vocês já leram a frase “Entre sem bater”, pois o autor é um dos personagens mais marcantes e emblemáticos do Brasil, e que foi batizado há 80 anos, como o Barão de Itararé. Itararé é uma cidade paulista, onde aconteceria, em 1930, o enfrentamento entre as forças da Velha República e os revolucionários comandos por Getúlio Vargas. Só que essa “guerra” nunca existiu, pois ambos os lados desistiram.

O jornalista Fernando Apparicio Brinkerhoff Torelly, um grande gozador da época, aproveitou o mote da “batalha que não houve” e criou o personagem. Segundo Leandro Konder, autor de Barão de Itararé: o humorista da democracia, o compromisso fundamental do Barão era com a liberdade. E era debochado nas suas críticas e foi preso muitas vezes por conta das suas ironias, principalmente contra os políticos e autoridades. É o caso, por exemplo, de “Entre sem bater”. Tudo por conta da publicação de folhetim feito por ele sobre a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido, e que ofendeu as forças navais. O Barão foi detido na rua, espancado e abandonado nu. Satirizando a situação, ao voltar ao trabalho, na redação do jornal A Manha, pregou na porta o aviso: “Entre sem bater”.

Sempre irreverente, o Barão, novamente, foi preso em 09 de dezembro de 1935, por ser militante e um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora, permanece "em cana" durante todo o ano de 1936, primeiro a bordo do navio presídio D. Pedro I, depois na Casa de Detenção do Rio de Janeiro; juntamente com Hermes Lima, Eneida de Morais, Nise da Silveira e Graciliano Ramos. Dona Zoraide, sua segunda mulher, falece nesse ano. No dia 27 de janeiro de 1939 é preso novamente por três dias. O fato se repetirá diversas vezes até o fim do Estado Novo.

Algumas máximas do Barão

De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

. Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.

. Quem empresta, adeus...

. Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

. Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

. Quando pobre come frango, um dos dois está doente.

. Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.

. Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.

. Quem só fala dos grandes, pequeno fica.

. Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.

. Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá. ( Ge-gê: apelido de . . Getulio Vargas. Ga-gá: referia-se às duas primeiras letras no sobrenome do novo presidente, Eurico Gaspar Dutra).

. Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.

. Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.

. O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

. Os juros são o perfume do capital.

. Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.

. Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.

. O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

. A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes.

. Cobra é um animal careca com ondulação permanente.

. Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

. Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.

. Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.

. É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.

. A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.

. Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.

. O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.

. Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.

. Mulher moderna calça as botas e bota as calças.

. A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.

. Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.

. Pão, quanto mais quente, mais fresco.

. A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte.

. A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

Apparício Torelly, (o "Barão de Itararé), que também usou o pseudônimo de "Apporelly", era gaúcho de Rio Grande, nascido em 29/01/1895. Estudou medicina, sem chegar a terminar o curso, e já era conhecido quando veio para o Rio fazer parte do jornal O Globo, e depois de A Manhã, de Mário Rodrigues, um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de "A Manha". Teve tanto sucesso que seu jornal sobreviveu ao que parodiava. Editou, também, o "Almanhaque — o Almanaque d'A Manha". Faleceu no Rio de Janeiro em 27/11/71.


Passando o tempo:
Olha aí a enterrada (literalmente)...só que, segundos depois...

e
Sonhos Roubados

Vai entrar brevemente no circuito comercial o filme Sonhos Roubados, dirigido por Sandra Werneck e produzido no ano passado. Baseado no livro As Meninas da Esquina, de Eliane Trindade, o filme conta a história de Jessica e Sabrina, de 16 anos e Daiane, 14, três colegas de escola e moradoras de uma favela carioca. Convivendo com problemas como maternidade precoce, prostituição e abuso sexual, elas lutam contra os limites impostos pela pobreza.

Vejam o trailer abaixo:

12 de abr de 2010

Paulo José tenta dominar

o Parkinson com arte e esforço

É impressionante a força de vontade e o esforço do ator Paulo José para domar o Parkinson e continuar trabalhando no teatro e no cinema. Com 73 anos de idade e 61 de carreira, o artista enfrenta a doença há 17 anos. Em recente entrevista à revista Bravo! Ele mostrou o seu viés espirituoso na luta contra a enfermidade, dizendo que costumava declarar, por exemplo, que vive num Parkinson de diversões. “Sou quase um bobo alegre”, define-se.

Sua vida profissional continua a todo vapor, pois brevemente vai inaugurar uma turnê nacional com a peça Um navio o espaço ou Ana Cristina Cesar. No próximo mês vai entrar em cartaz o filme A morte e morte de Quincas Berro D’Água, escritor por Jorge Amado, e no qual ele faz o papel principal. O longa metragem foi dirigido por Sérgio Machado.


Foi do Seminário da Prainha que Austregésilo de Athayde viu o Halley

O cometa de Halley

foi visto em Fortaleza

O encarte Alma Fortalezense (comemorativo dos 284 anos de Fortaleza) publicado pelo jornal O Povo, no final de semana que passou, traz uma informação que pode ser contestada. No primeiro texto da repórter Eleuda Carvalho, com o título Juventude à francesa, está escrito lá que “em 1910, o cometa Halley riscou o céu, mas choveu muito aquele ano e ninguém viu...”

Teve gente que viu, sim. E aqui em Fortaleza. A informação pode ser encontrada nas páginas 75 e 76 do livro de memórias do escritor Austregésilo de Athayde, O Século de um Liberal – de autoria de Cícero Sandroni e Laura Constância A. de A. Sandroni – Ed. Agir).

Segundo o livro, naquele ano de 1910 o cometa de Halley passou pela Terra “tão grande que tomava a metade do, com seu núcleo iluminado e a imensa cauda leitosa, descendo sobre a ponta do Mucuripe”. Houve quem pensasse no fim do mundo e todos rezaram pedindo a Deus que impedisse a catástrofe. O reitor do Seminário explicou as razões da aparição do cometa e então todos passaram a admirá-lo.

E Austregésilo concluiu suas lembranças sobre o cometa dizendo:

“Menino de onze anos, vi esse cometa e ninguém guardará na memória, com tanto carinho, o maravilhoso espetáculo de sua presença, o mais belo do céu. Como que o revejo, no começo das noites com sua cauda imensa tocando a ponta do Mucuripe, tão belo que parecia a estrela de Belém...”