SINGULAR é uma revista virtual antenada com o que acontece por aí nos mais variados matizes. E editada pelo jornalista Eliézer Rodrigues.
22 de jan. de 2010
21 de jan. de 2010

Folia bigodeana
O Bigode é um camarada amigo que mora na Cidade 2.000 perto de onde moro e dono de um bar batizado com o seu alcunha. E lá, no “Bar do Bigode” se reúne sempre a partir da boquinha da noite uma plêiade de amigos, integrantes da Confraria Bigodeana. E como nesta época do ano Fortaleza é povoada de pré-carnaval aos sábados que antecedem os dias oficiais da pagodeira, a Confraria realizará o 1° Bigode Folia, na pracinha principal da Cidade 2.000, no próximo dia seis de fevereiro. O evento popular será animado pela bandinha A Furiosa do Bigode e os preparativos estão sendo comandados pelo trepidante Zé Mineiro, presidente da Confraria.
20 de jan. de 2010
Ora direis...
Em Via Láctea, Olavo Bilac conta que muitas vezes abre as janelas e conversa com as estrelas toda a noite...O interessante na obra de Bilac é que dos 35 sonetos que compõem a peça, apenas um, o XIII, ficou conhecidíssimo, ofuscando até a denominação que enfeixa todos os sonetos:
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
Perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
É um belo soneto.

O legado de Wilson Simonal
Já está à venda nas melhores casas do ramo o DVD Simonal –Ninguém sabe o duro que dei, de Calvito Cláudio Manoel e Macael Lange, produzido no ano passado. O documentário resgata a verdade sobre a acusação de ter sido dedo-duro a serviço da ditadura militar no meio artístico, na década de 70 do século passado. Simonal com a carreira arruinada morreu traumatizado em 2.000.
Além do filme, a proposta de resgatar a memória de Simonal também conta com o lançamento de CD e DVD do show Baile do Simonal com Caetano Veloso, Marcelo D2, Seu Jorge, Paralamas do Sucesso, Maria Rita, Ed Motta e Mart’nália, entre outros, cantando o repertório do homenageado.À frente do projeto estão os filhos (cantores, produtores, instrumentistas e arranjadores) de Simonal, Wilson Simoninha e Max de Castro, donos de carreiras sólidas e bem planejadas na história recente da MPB. Os dois adiaram todos os seus projetos individuais até o início de 2011 para cuidar do legado do pai
Vejam o vídeo abaixo, os dois interpretando música de Simonal e observem a semelhança da voz de Simoninha com a do pai.
Vejam o vídeo abaixo, os dois interpretando música de Simonal e observem a semelhança da voz de Simoninha com a do pai.
18 de jan. de 2010

Quem trabalha em redação de jornal ou em outras publicações simalares fica extasiado quando ver uma foto da alta qualidade técnica e que expressa com sensibilidade o flagrante captado. E, geralmente procura-se saber quem é o autor da obra. Foi a curiosidade que me aflorou quando vi a capa da revista Veja desta semana: uma mão estendida entre os escombros da tragédia no Haiti. Só que, nas chamadas das matérias e nos créditos das fotos não consta o nome do fotógrafo autor do registro.
Achei esquisito tal omissão, pois imaginava que o trabalho teria sido feito in loco pela equipe de reportagem da empresa.Minhas dúvidas foram dirimidas quando recebi a revista Época, pois, por coincidência, a mesma imagem ilustrava também a capa da publicação. Ficou esclarecido: Veja enganou o leitor que pensava que tal foto representava o talento de um profissional de sua equipe. Na realidade a peça havia sido adquirida pelas duas revista à Agência de notícias AP.
Época cumpriu a legislação do direito autoral, citando a fonte da foto e seu autor: The Miami Herald – Patrick Farrell/AP. Quanto a Veja...
17 de jan. de 2010

MINHAS MEMÓRIAS (e as dos outros)
O desabafo dos cafonas
Alguém já imaginou Waldick Soriano denunciando que teve sua carreira prejudicada pela perseguição da máquina repressiva da ditadura? Ou então os compositores cearenses Dom & Ravel, estimatizados como símbolos do ufanismo militar dos anos 70 (Ame-o ou Deixe-o), são autores de músicas defendendo a reforma agrária?Odair José, preconceituosamente chapado de O Terror das Empregadas, adversário do governo ditatorial?O sambista Luiz Ayrão enganador dos generais?
São recordações atreladas àqueles tempos de chumbo grosso na vida brasileira reveladas nas 462 páginas do livro Eu não sou cachorro, não (Ed. Record) nas quais o jornalista Paulo César (também autor do livro, censurado, Roberto Carlos em Detalhes) defende a causa que nunca ninguém abordou: como os cantores e compositores considerados cafonas, dos anos 70, conviveram com o sistema de censura e de repressão policial. A produção musical brega (ou cafona) faz parte da realidade cultural brasileira, tanto quanto o tropicalismo e a bossa nova e merece ser analisada, argumenta o autor.Para o autor, eles não eram alienados ou adesista ao sistema militar da época.E tem mais: Paulo César não livra a cara de monstros sagrados da MPB, em flerte com o regime militar. Jorge Bem Jor, à época conhecido como Jorge Bem, por exemplo endossou o governo repressor do presidente Médici, empolgando multidões com País Tropical. Elis Regina recebeu cachê do Exército para cantar nos festejos do Sesquicentenário da Independência, em 1972. Ivan Lins apareceu no V Festival Internacional da Canção, em 1970, com a composição O amor é o meu país.
O livro é um caldeirão que mistura a popularidade de muitos artistas, vendedores de milhões de discos, amados pela maioria dos brasileiros. Por outro lado, demonstra um ranço contra os preferidos dos intelectuais. A publicação tem a proposta de contar um capítulo da Música Popular Brasileira, sempre relegada e , conforme documentos e entrevistas contidos no livro, aqueles artistas identificados com o povão foram censurados, tiveram discos apreendidos, apanharam da direita, enfrentaram exílio.Colocando de lado o valor estético dos intitulados cafonas, o autor elegeu a produção musical entre 1968 a 1978, período que rendeu milhões de discos, mas ao mesmo tempo trouxe problemas para autores e cantores.Com a composição Tortura de Amor, Waldick Soriano teve a sua execução pública proibida em todo território nacional, em 1974. E o próprio Waldick se defendeu: “Tortura é uma palavra poética, não me tortura tanto, meu amor...vivo torturado por ti...quer dizer: censuram a minha música, meu disco não podia ser vendido, não podia ser tocado no rádio e na televisão...acho que naquele período, no fundo, no fundo, havia autoritarismo, muito abuso de autoridade”.O campeão disparado com imbróglios com a censura foi Odair José. A gravação de Pare de Tomar a Pílula chegou ao sucesso no momento em que o governo patrocinava uma entidade chamada Bemfam (Sociedade Civil de Bem-Estar Familiar no Brasil) , que desenvolvia uma campanha de controle da natalidade, patrocinada e orientada por organismos americanos, entre as mulheres brasileiras de baixa renda. O governo distribuía folhetos, principalmente nas regiões mais pobres com a propaganda Tome a pílula do amor, enquanto Odair José mandava parar de tomar o anticoncepcional. O disco foi proibido de tocar nas emissoras de rádio, mas nos shows o povo exigia que ele cantasse. O cantor foi até preso por conta da música. Chacrinha entra na onda da censura, detratando o autor e sua composição, na sua coluna publicada nos jornais.A dupla Dom & Ravel, embora estigmatizada com a música Eu te amo meu Brasil, tem aspectos nunca divulgados até antes do lançamento do livro. O segundo LP da dupla, lançado em 1974, trazia algumas gravações de forte conteúdo social: O Caminhante, Conflitos de Gerações e principalmente Animais Irracionais são faixas do disco que incomodaram o governo. À época foi expedido um comunicado da Divisão de Censura do Departamento de Polícia Federal proibindo a execução das músicas. Nos 13 anos “comemorativos da revolução de 1964”, o sambista Luiz Ayrão gravou um samba com o título Treze Anos que dizia assim: “Treze anos eu te aturo e não aguento mais/ Não há Cristo que suporte e eu não suporto mais/ Treze anos me seguro e agora não dá mais/ Se treze é a minha sorte, vai, me deixa em paz...com o título original o samba foi proibido pela censura. Malandramente, Ayrão trocou por Divórcio, pois naquele ano, 1977, o tema estava na ordem do dia, já que o projeto do senador Nélson Carneiro acabava de ser aprovado no Congresso Nacional. A letra com um novo título passou incólume pelos desavisados primeiros censores. Até o ministro, Fernando Belfort Bethlem, soube do cochilo e repreendeu os delegados do Departamento de Polícia Federal, em Brasília. O disco foi novamente retirado das lojas.Não só algumas artistas da MPB foram perseguidos pela ditadura, mas também aqueles intérpretes populares acossados de alguma forma pela repressão.

Estou feliz neste início de domingo. O meu Ferrim (Ferroviário Atlético Clube), time de pequena (mas aguerrida) torcida no futebol cearense ganhou a primeira partida no campeonato estadual.(2X1 sobre o Boa Viagem). Somos os líderes da competição.
AVANTE TRICOLOR DA BARRA!!!
RUMO À CONQUISTA DO CAMPEONATO!!!
DÁ-LHE FERRIM!!!!
Obs:A foto acima foi publicada na edição de hoje do jornal Diário do Nordeste.
AVANTE TRICOLOR DA BARRA!!!
RUMO À CONQUISTA DO CAMPEONATO!!!
DÁ-LHE FERRIM!!!!
Obs:A foto acima foi publicada na edição de hoje do jornal Diário do Nordeste.
Assinar:
Postagens (Atom)