25 de dez de 2010


CINE SINGULAR -  O curta do dia (25/12)

Desirella   

Sinopse
A produção deste curta foi viabilizada com patrocínio Petrobras. Vivendo num conto de fadas, a velha Desirella obtém um par de sapatos mágicos que a torna jovem, numa desesperada tentativa de transcendência.  
Gênero : Animação ( Conteúdo Adulto)
 Diretor: Carlos Eduardo Nogueira
 Ano: 2004
 Local de Produção: SP
 Ficha Técnica
Roteiro: Carlos Eduardo Nogueira
 Edição: Carlos Eduardo Nogueira
 Direção de Arte: Carlos Eduardo Nogueira
 Som: Ruggero Ruschioni
 Música: Ruggero Ruschioni   
  Prêmios
 Melhor Curta - Prêmio da Crítica no Cine Ceará 2004
Melhor direção no Cine Ceará 2004
Melhor Trilha Sonora no Cine Ceará 2004
Melhor vídeo no Cine Ceará 2004
Melhor Animação no Festival de Belém 2004
Melhor Trilha Sonora no Festival de Belém 2004
Prêmio do Público no Festival de Cuiabá 2004
Prêmio Especial do Júri no Festival de Cuiabá 2004
Melhor Ficção no Festival de Gramado 2004
Melhor vídeo no Festival de Gramado 2004
Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2004
Prêmio Especial do Júri no Festival Latinoamericano de Vídeo de Buenos Aires 2004
Melhor Direção de Arte no Vitória Cine Vídeo 2004
Melhor Animação no Festival de Video de Santa Maria 2004
Melhor Roteiro no Festival de Video de Santa Maria 2004
Melhor vídeo no Festival de Video de Santa Maria 2004
Melhor Animação - Hors Concours no Festival de Vídeo de São Carlos 2004
Melhor Animação no Guarnicê de Cine e Vídeo 2004
Melhor Animação no Jornada de Cinema da Bahia 2004
Charge: Liberati

24 de dez de 2010



Inspirado na rosa solitária do flamboyant, o meu
FELIZ NATAL para vocês

Desde o mês passado, que eu estava de olho, com a chegada da primavera, na floração do  flamboyant planta encravada na pracinha da Cidade 2.000, perto do meu ap. Até postei aqui uma foto, mostrando os galhos secos.Só que os cachos, com flores vermelhas, que deveriam aparecer em profusão, nesta época do ano (primavera/verão), infelizmente não frutificaram.
Hoje, somente uma rosa, solitária e bela, surgiu. E quem sabe, neste Natal, não deixando o flamboyant, planta de grande porte e tradicionalmente carregada de floração vistosa, passar batido.
E inspirado nesta única rosa, como se fosse um balaio cheio de esperanças, desejo a todos que visitam o  Blog  um Natal carregado de perfumes  e que 2011 seja  um pomar de realizações.
(Eliézer Rodrigues) 
Do meu amigo Denílson, colaborador da Singular, recebi um cartoon natalino, que divido com vocês:



Natal no logo do Google
O Google publicou, ontem, um dos doodles (alterações comemorativas no logo da empresa) mais ambicioso da história da empresa.
É até difícil enxergar o nome do Google no desenho, que é formado desenhos lugares famosos do mundo – a Grande Muralha da China, a Catedral de São Basílio em Moscou -, aspectos culturais – danças indianas, lâmpadas marroquinas – e por um Papai Noel.
A imagem foi criada depois de 250 horas de trabalho e a ideia era celebrar os feriados de fim de ano sem o uso de símbolos religiosos. Cada desenho aumenta com o mouse em cima é um link para uma busca no Google. (Deu no bombounaweb)

CINE SINGULAR – O curta de hoje (24/12)

Velha História

Sinopse
Um dia ao pescar na beira de um rio um homem pega um peixe. A partir de um gesto de afeto do pescador, os dois desenvolvem uma linda amizade que é admirada por todos na cidade. Do poema de Mário Quintana.
Gênero: Animação
 Diretor: Cláudia Jouvin
 Ano: 2004
 Local de Produção: RJ
 Ficha Técnica
 Produção: Maria Carneiro da Cunha e  Felipe Velloso
 Fotografia: Paulo Camacho
 Roteiro: Cláudia Jouvin
 Animação: Cláudia Jouvin e Pedro Luá
 Trilha original: Santa Marta Empresa
Produtora: Vaca Louca
 Narração: Marco Nanini
 Montagem Lu's Ratts Escola Produtora UNESA   
  Prêmios
 Melhor Fotografia de Filme Estudantil no ABC - Academia Brasileira de Cinematografia 2004
2º Lugar - Júri Popular no Anima Mundi 2003
Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
Melhor Animação no Festival Primeiro Plano 2003
Melhor Animação no Festival Amazonas Filmes 2003
Menção Honrosa no Festival de Curtas de Belo Horizonte 2004

23 de dez de 2010


Minhas considerações sobre a Missa do Galo
Sempre fui simpatizante do conto de Machado de Assis, Missa do Galo, cada vez que o  leio,  isso  já fiz dezenas de vezes, sempre descubro uma surpreendente intenção, um gesto de soslaio, uma coisa a mais no erotismo, dito camuflado... e são muitas as emoções. Cá pra nós:  Conceição, senhora já nos seus trinta anos e o rapazinho, Nogueira, de 17 anos, (personagens do enredo) bem que poderiam, antes da missa do galo, ficar numa boa...quem sabe, até transar. Mas, o autor não quis assim, explícito, deixando tudo para que a imaginação do leitor tomasse de conta das fantasias. E que nós, pobres mortais, ficássemos com o direito de escolher as cenas, certamente aquelas mais calientes (algo similar em Dom Casmurro, naquele possível triângulo amoroso entre Capitu, Bentinho e Escobar).
Vamos ao texto do grande escritor, que é o que interessa:

MISSA DO GALO
"Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
    Boa Conceição! Chamavam-lhe "a santa", e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
    Naquela noite de Natal foi o escrivão ao teatro. Era pelos anos de 1861 ou 1862. Eu já devia estar em Mangaratiba, em férias; mas fiquei até o Natal para ver "a missa do galo na Corte". A família recolheu-se à hora do costume; eu meti-me na sala da frente, vestido e pronto. Dali passaria ao corredor da entrada e sairia sem acordar ninguém. Tinha três chaves a porta; uma estava com o escrivão, eu levaria outra, a terceira ficava em casa.
— Mas, Sr. Nogueira, que fará você todo esse tempo? pergun-tou-me a mãe de Conceição.
— Leio, D. Inácia.
    Tinha comigo um romance, Os Três Mosqueteiros, velha tradução creio do Jornal do Comércio. Sentei-me à mesa que havia no centro da sala, e à luz de um candeeiro de querosene, enquanto a casa dormia, trepei ainda uma vez ao cavalo magro de D'Artagnan e fui-me às aventuras. Dentro em pouco estava completamente ébrio de Dumas. Os minutos voavam, ao contrário do que costumam fazer, quando são de espera; ouvi bater onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso. Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura. Eram uns passos no corredor que ia da sala de visitas à de jantar; levantei a cabeça; logo depois vi assomar à porta da sala o vulto de Conceição.
— Ainda não foi? perguntou ela.
— Não fui, parece que ainda não é meia-noite.
— Que paciência!
    Conceição entrou na sala, arrastando as chinelinhas da alcova. Vestia um roupão branco, mal apanhado na cintura. Sendo magra, tinha um ar de visão romântica, não disparatada com o meu livro de aventuras. Fechei o livro, ela foi sentar-se na cadeira que ficava defronte de mim, perto do canapé. Como eu lhe perguntasse se a havia acordado, sem querer, fazendo barulho, respondeu com presteza:
— Não! qual! Acordei por acordar.
    Fitei-a um pouco e duvidei da afirmativa. Os olhos não eram de pessoa que acabasse de dormir; pareciam não ter ainda pegado no sono. Essa observação, porém, que valeria alguma cousa em outro espírito, depressa a botei fora, sem advertir que talvez não dormisse justamente por minha causa, e mentisse para me não afligir ou aborrecer Já disse que ela era boa, muito boa.
— Mas a hora já há de estar próxima, disse eu.
— Que paciência a sua de esperar acordado, enquanto o vizinho dorme! E esperar sozinho! Não tem medo de almas do outro mundo? Eu cuidei que se assustasse quando me viu.
— Quando ouvi os passos estranhei: mas a senhora apareceu logo.
— Que é que estava lendo? Não diga, já sei, é o romance dos Mosqueteiros.
— Justamente: é muito bonito.
— Gosta de romances?
— Gosto.
— Já leu a Moreninha?
— Do Dr. Macedo? Tenho lá em Mangaratiba.
— Eu gosto muito de romances, mas leio pouco, por falta de tempo. Que romances é que você tem lido?
    Comecei a dizer-lhe os nomes de alguns. Conceição ouvia-me com a cabeça reclinada no espaldar, enfiando os olhos por entre as pálpebras meio-cerradas, sem os tirar de mim. De vez em quando passava a língua pelos beiços, para umedecê-los. Quando acabei de falar, não me disse nada; ficamos assim alguns segundos. Em seguida, vi-a endireitar a cabeça, cruzar os dedos e sobre eles pousar o queixo, tendo os cotovelos nos braços da cadeira, tudo sem desviar de mim os grandes olhos espertos.
    "Talvez esteja aborrecida", pensei eu.
E logo alto:
— D. Conceição, creio que vão sendo horas, e eu...
— Não, não, ainda é cedo. Vi agora mesmo o relógio, são onze e meia. Tem tempo. Você, perdendo a noite, é capaz de não dormir de dia?
— Já tenho feito isso.
— Eu, não, perdendo uma noite, no outro dia estou que não posso, e, meia hora que seja, hei de passar pelo sono. Mas também estou ficando velha.
— Que velha o que, D. Conceição?
    Tal foi o calor da minha palavra que a fez sorrir. De costume tinha os gestos demorados e as atitudes tranqüilas; agora, porém, ergueu-se rapidamente, passou para o outro lado da sala e deu alguns passos, entre a janela da rua e a porta do gabinete do marido. Assim, com o desalinho honesto que trazia, dava-me uma impressão singular. Magra embora, tinha não sei que balanço no andar, como quem lhe custa levar o corpo; essa feição nunca me pareceu tão distinta como naquela noite. Parava algumas vezes, examinando um trecho de cortina ou concertando a posição de algum objeto no aparador; afinal deteve-se, ante mim, com a mesa de permeio. Estreito era o círculo das suas idéias; tornou ao espanto de me ver esperar acordado; eu repeti-lhe o que ela sabia, isto é, que nunca ouvira missa do galo na Corte, e não queria perdê-la.
— É a mesma missa da roça; todas as missas se parecem.
— Acredito; mas aqui há de haver mais luxo e mais gente também. Olhe, a semana santa na Corte é mais bonita que na roça. S. João não digo, nem Santo Antônio...
    Pouco a pouco, tinha-se reclinado; fincara os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas as mangas, caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muito claros, e menos magros do que se poderiam supor.
    A vista não era nova para mim, posto também não fosse comum; naquele momento, porém, a impressão que tive foi grande. As veias eram tão azuis, que apesar da pouca claridade, podia, contá-las do meu lugar. A presença de Conceição espertara-me ainda mais que o livro. Continuei a dizer o que pensava das festas da roça e da cidade, e de outras cousas que me iam vindo à boca. Falava emendando os assuntos, sem saber por que, variando deles ou tornando aos primeiros, e rindo para fazê-la sorrir e ver-lhe os dentes que luziam de brancos, todos iguaizinhos. Os olhos dela não eram bem negros, mas escuros; o nariz, seco e longo, um tantinho curvo, dava-lhe ao rosto um ar interrogativo. Quando eu alteava um pouco a voz, ela reprimia-me:
— Mais baixo! mamãe pode acordar.
    E não saía daquela posição, que me enchia de gosto, tão perto ficavam as nossas caras. Realmente, não era preciso falar alto para ser ouvido: cochichávamos os dous, eu mais que ela, porque falava mais; ela, às vezes, ficava séria, muito séria, com a testa um pouco franzida. Afinal, cansou, trocou de atitude e de lugar. Deu volta à mesa e veio sentar-se do meu lado, no canapé. Voltei-me e pude ver, a furto, o bico das chinelas; mas foi só o tempo que ela gastou em sentar-se, o roupão era comprido e cobriu-as logo. Recordo-me que eram pretas. Conceição disse baixinho:
— Mamãe está longe, mas tem o sono muito leve, se acordasse agora, coitada, tão cedo não pegava no sono.
— Eu também sou assim.
— O quê? perguntou ela inclinando o corpo, para ouvir melhor.
    Fui sentar-me na cadeira que ficava ao lado do canapé e repeti-lhe a palavra. Riu-se da coincidência; também ela tinha o sono leve; éramos três sonos leves.
— Há ocasiões em que sou como mamãe, acordando, custa-me dormir outra vez, rolo na cama, à toa, levanto-me, acendo vela, passeio, torno a deitar-me e nada.
— Foi o que lhe aconteceu hoje.
—  Não, não, atalhou ela.
    Não entendi a negativa; ela pode ser que também não a entendesse Pegou das pontas do cinto e bateu com elas sobre os joelhos, isto é, o joelho direito, porque acabava de cruzar as pernas. Depois referiu uma história de sonhos, e afirmou-me que só tivera um pesadelo, em criança. Quis saber se eu os tinha. A conversa reatou-se assim lentamente, longamente, sem que eu desse pela hora nem pela rnissa Quando eu acabava uma narração ou uma explicação, ela inventava outra pergunta ou outra matéria e eu pegava novamente na palavra. De quando em quando, reprimia-me:
— Mais baixo, mais baixo. . .
    Havia também umas pausas. Duas outras vezes, pareceu-me que a via dormir; mas os olhos, cerrados por um instante, abriam-se logo sem sono nem fadiga, como se ela os houvesse fechado para ver rnelhor. Uma dessas vezes creio que deu por mim embebido na sua pessoa, e lembra-me que os tornou a fechar, não sei se apressada ou vagarosamente. Há impressões dessa noite, que me aparecem truncadas ou confusas. Contradigo-me, atrapalho-me. Uma das que ainda tenho frescas é que em certa ocasião, ela, que era apenas simpática, ficou linda, ficou lindíssima. Estava de pé, os braços cruzados; eu, em respeito a ela, quis levantar-me; não consentiu, pôs uma das mãos no meu ombro, e obrigou-me a estar sentado. Cuidei que ia dizer alguma cousa; mas estremeceu, como se tivesse um arrepio de frio voltou as costas e foi sentar-se na cadeira, onde me achara lendo. Dali relanceou a vista pelo espelho, que ficava por cima do canapé, falou de duas gravuras que pendiam da parede.
— Estes quadros estão ficando velhos. Já pedi a Chiquinho para comprar outros.
    Chiquinho era o marido. Os quadros falavam do principal negócio deste homem. Um representava "Cleópatra"; não me recordo o assunto do outro, mas eram mulheres. Vulgares ambos; naquele tempo não me pareciam feios.
— São bonitos, disse eu.
— Bonitos são; mas estão manchados. E depois francamente, eu preferia duas imagens, duas santas. Estas são mais próprias para sala de rapaz ou de barbeiro.
— De barbeiro? A senhora nunca foi a casa de barbeiro.
— Mas imagino que os fregueses, enquanto esperam, falam de moças e namoros, e naturalmente o dono da casa alegra a vista deles com figuras bonitas. Em casa de família é que não acho próprio. É o que eu penso, mas eu penso muita cousa assim esquisita. Seja o que for, não gosto dos quadros. Eu tenho uma Nossa Senhora da Conceição, minha madrinha, muito bonita; mas é de escultura, não se pode pôr na parede, nem eu quero. Está no meu oratório.
    A idéia do oratório trouxe-me a da missa, lembrou-me que podia ser tarde e quis dizê-lo. Penso que cheguei a abrir a boca, mas logo a fechei para ouvir o que ela contava, com doçura, com graça, com tal moleza que trazia preguiça à minha alma e fazia esquecer a missa e a igreja. Falava das suas devoções de menina e moça. Em seguida referia umas anedotas de baile, uns casos de passeio, reminiscências de Paquetá, tudo de mistura, quase sem interrupção. Quando cansou do passado, falou do presente, dos negócios da casa, das canseiras de família, que lhe diziam ser muitas, antes de casar, mas não eram nada. Não me contou, mas eu sabia que casara aos vinte e sete anos.
    Já agora não trocava de lugar, como a princípio, e quase não saíra da mesma atitude. Não tinha os grandes olhos compridos, e entrou a olhar à toa para as paredes.
— Precisamos mudar o papel da sala, disse daí a pouco, como se falasse consigo.
    Concordei, para dizer alguma cousa, para sair da espécie de sono magnético, ou o que quer que era que me tolhia a língua e os sentidos. Queria e não queria acabar a conversação; fazia esforço para arredar os olhos dela, e arredava-os por um sentimento de respeito; mas a idéia de parecer que era aborrecimento, quando não era, levava-me os olhos outra vez para Conceição. A conversa ia morrendo. Na rua, o silêncio era completo.
    Chegamos a ficar por algum tempo, — não posso dizer quanto, — inteiramente calados. O rumor único e escasso, era um roer de camundongo no gabinete, que me acordou daquela espécie de sonolência; quis falar dele, mas não achei modo. Conceição parecia estar devaneando. Subitamente, ouvi uma pancada na janela, do lado de fora, e uma voz que bradava: "Missa do galo! missa do galol"
— Aí está o companheiro, disse ela levantando-se. Tem graça; você é que ficou de ir acordá-lo, ele é que vem acordar você. Vá, que hão de ser horas; adeus.
— Já serão horas? perguntei.
— Naturalmente
— Missa do galo! — repetiram de fora, batendo.
— Vá, vá, não se faça esperar. A culpa foi minha. Adeus até amanhã.
    E com o mesmo balanço do corpo, Conceição enfiou pelo corredor dentro, pisando mansinho. Saí à rua e achei o vizinho que esperava. Guiamos dali para a igreja. Durante a missa, a figura de Conceição interpôs-se mais de uma vez, entre mim e o padre; fique isto à conta dos meus dezessete anos. Na manhã seguinte, ao almoço falei da missa do galo e da gente que estava na igreja sem excitar a curiosidade de Conceição. Durante o dia, achei-a como sempre, natural, benigna, sem nada que fizesse lembrar a conversação da véspera. Pelo Ano-Bom fui para Mangaratiba. Quando tornei ao Rio de Janeiro em março, o escrivão tinha morrido de apoplexia. Conceição morava no Engenho Novo, mas nem a visitei nem a encontrei. Ouvi mais tarde que casara com o escrevente juramentado do marido".


NATAL - Pelas folhas do Cordel

Recebi esta mensagem natalina do meu amigo chargista e cordelista de primeira linha, Clévisson Viana, da AESTROFE - ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES, TROVADORES E FOLHETEIROS DO ESTADO DO CEARÁ


CINE SINGULAR – Curta do dia (23/12)

Truques, Xaropes e Outros Artigos de Confiança   

Sinopse
 No Largo da Carioca, centro do Rio, o encontro de alguns personagens das ruas - um mágico, um vendedor de bonecos de pelúcia e um vendedor de xaropes - levanta a questão da confiança entre os homens e a figura do homem vigarista.
Gênero: Ficção
 Diretor: Eduardo Goldenstein
 Elenco: Augusto Madeira e Cláudio Mendes
 Ano: 2003
 Local de Produção: RJ
 Ficha Técnica
 Produção: Katya Braga Gonldenstein
 Fotografia: Mauro Pinheiro Jr. ABC
 Roteiro: Eduardo Goldenstein
 Edição: Flávio Zettel
 Som Direto: Renato Calaça
 Direção de Arte: Katya Braga Gonldenstein
 Empresa produtora: Aion Cinematográfica
 Edição de som: Simone Petrillo
 Câmeras: Lula Carvalho e Mauro Pinheiro Jr
Direção de produção: Katya Braga Gonldenstein
 Produção Executiva: Katya Braga Gonldenstein
 Still: Ricardo Pimentel
 Direção de Fotografia: ABC, Mauro Pinheiro Jr
 Categoria: Premiére
 Participação especial: Alexandre David, Alexandre Dacosta e Tibério Melo   
  Prêmios
 Seleção Oficial no Festival de Berlim 2004
Melhor Roteiro no Festival de Brasília 2003
Melhores atores no Festival de Brasília 2003
Menção Honrosa ABD no Festival do Rio BR 2003
Melhor Diretor no Festival TIM de Belo Horizonte 2003   
  Festivais
 Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2003
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2003
  

22 de dez de 2010

Os cavalos, a lagoa e as ruas

Depois da garça, agora a lagoa do Papicu tem outro "comensal"

A lagoa do Papicu, que fica perto de onde moro, e todos os dias passo por lá, é um recanto aprazível, embora abandonado pela prefeitura, e que de quando em vez comento aqui no blog.  Já falei da garça solitária (ela sozinha no pedaço, depois acompanhada...) dos piqueniques, nas domingueiras. Enfim, é assunto.


Agora, a lagoa volta ao noticiário, por tabela, pois não é o assunto principal de hoje. O que quero mesmo é denunciar sobre a circulação de alguns cavalos soltos pelas ruas daqui do bairro, colocando em perigo a vida deles e das pessoas que trafegam, pelo asfalto e calçadas. Já liguei para o setor de zoonoses da SER (II), prefeiturinha responsável pela administração pública do bairro. E lá, disseram que a captura de animais de grande porte não era com eles. Aí me deram outro telefone: o da Central de Zoonoses da Prefeitura, também ouvi o mesmo lenga lenga. E ficou no famoso  jogo do empurra-empurra.
 Enquanto isso, o perigo e o sofrimento (para os animais) continuam. 

Além de soltarem os cavalos, seus proprietários ainda cometem a maldade de amarrar patas do animal

NATAL - Comercial antigo

Guerra e paz, de Portinari,
volta ao Brasil
depois de 54 anos



A exposição foi inaugurada na noite de ontem (terça-feira), no Theatro Municipal, no Centro do Rio
CINE SINGULAR – O curta de hoje 22/12
Enquanto a Tristeza não Vem   

Sinopse
 O compositor Sérgio Ricardo expõe sua visão acerca da história do Brasil de JK aos nossos dias, salientando, sobretudo, os descaminhos da cultura brasileira a partir do golpe militar de 64. Coragem e ousadia marcam o emocionante depoimento.  
Gênero: Documentário
 Diretor: Marco Fialho
 Elenco: Sérgio Ricardo
 Ano: 2003
 Local de Produção: RJ
  Ficha Técnica
 Produção: Patrícia Sérvulo
 Fotografia: Mônica Haar
 Roteiro: Marco Fialho
 Som Direto: Marcos Manna
 Direção de Arte: Mônica Haar e Carlo Kasumi
 Montagem: Bruno Assumpção
 Música: Sérgio Ricardo Escola
 Produtora: Universidade Estácio de Sá   
  Prêmios
 Prêmio do Júri Popular no CineSul 2004
Melhor vídeo no MOSTRA UNIVERSITÁRIA DE VÍDEO 2005   
  Festivais
 CINEPORT - Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa 2005
ReCine - Mostra de Cinema de Arquivo 2004


Dom Edmilson recusa comenda
em protesto conta reajuste de
salário dos políticos


O bispo emérito de Limoeiro do Norte, Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusou a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, em protesto pela aprovação pelo Congresso Nacional, no último dia 15, de projeto de lei que reajusta os salários dos parlamentares, ministros, vice-presidente e presidente da República. Ele foi um dos cinco contemplados pela homenagem conferida pela primeira vez pelo Senado Federal.
Ao falar durante a sessão para entrega da Comenda, nesta terça-feira, 21, Dom Manuel da Cruz lamentou que o Congresso tenha aprovado reajuste para seus próprios salários, da ordem de 61%, com efeito cascata nos vencimentos de outras autoridades, enquanto os trabalhadores do transporte coletivo de Fortaleza mal conseguiram 6% de aumento em recente luta por elevação salarial. Ele mencionou as aposentadorias reduzidas, o salário mínimo que cresce em "ritmo de lesmas".
Na opinião do religioso, o aumento aprovado pelos parlamentares deveria sempre guardar a mesma proporção que a elevação concedida para o salário mínimo e a aposentadoria. "Quem assim procedeu não é parlamentar é 'para lamentar'", afirmou.
Para o bispo de Limoeiro do Norte, a Comenda outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Câmara. "Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. Ela é um atentado. Uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, ao contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho", declarou.
Dom Manuel da Cruz disse que se aceitasse a comenda estaria procedendo contra os direitos humanos e perderia todo o sentido esse momento histórico. "A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade, sem pretensão a estar dando lições a pessoas tão competentes e tão boas. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz, com meus sinceros votos e uma oração com abençoado feliz natal e um próspero feliz ano", disse ele, que cobrou dos parlamentares a reavaliação da decisão.
Coerência
Em seguida, o senador José Nery (PSOL-PA), na presidência da sessão, cumprimentou o bispo pela atitude que, como assinalou, é coerente com o que o religioso pensa e vive.
O senador disse entender o gesto do bispo, mas ressaltou que o fato de o Senado Federal tomar decisão de conceder um prêmio de Direitos humanos tem o significado de fazer avançar na caminhada rumo a um Brasil mais justo.
José Nery também solicitou aos policiais legislativos do Senado que tratassem com cuidado estudantes que, no mesmo momento, realizavam protesto em frente ao Congresso Nacional contra o reajuste salarial votado pelos parlamentares. O senador assinalou que eles têm o direito de manifestar sua opinião.

Agência Senado

21 de dez de 2010

NATAL - Charge

Jingle Bells, no "canto" dos animais
“Tablóide Babaca” diz Julian Assange
 ao abandonar entrevista para ABC

Da Redação do Comunique-se

Dias após a Justiça britânica conceder liberdade condicial a Julian Assange, o fundador do Wikileaks (aquele site que está divulgando  documentos diplomáticos secretos, causando o maior rebu no mundo) foi entrevistado pelo canal norte-americano ABC. A “exclusiva” era conduzida pelo repórter Jim Sciutto, até que uma de suas perguntas sobre o suposto estupro na Suécia motivaram Assange a abandonar a conversa. 
“Eu estava no Tribunal durante todos os momentos e haviam acusações sobre você, forçadamente, tentar abrir as pernas dela, segurando-a para que ela não pudesse se mover...”, dizia Sciutto antes de Assange desistir da entrevista e dar as costas ao repórter da ABC. 
Logo em seguida, enquanto o australiano retirava o microfone, Jim Sciutto novamente tentou abordar o australiano que, imediamente, respondeu ao jornalista norte-americano “Tabloid Schmuck”, termo pejorativo que pode também pode significar desprezível e detestável.

Retrô e atual



Fazendo uma salada musical, onde tem Tropicália, Jovem Guarda e Tim Maia, quem está fazendo sucesso nos EUA é a banda brasileira Garotas Suecas que está produzindo um rock com influências de gêneros e movimentos artísticos pertencentes à Música Popular Brasileiras. O que o grupo canta é algo assim retrô e ao mesmo tempo atual.


CINE SINGULAR – Curta de hoje (21/12)

A Lasanha Assassina   

Sinopse
Uma Lasanha foi esquecida no interior de um congelador com defeito, a baixa temperatura e os gases do aparelho causaram uma mutação e lhe deram vida, transformando-a em um monstro cheio de revolta! O que poderá deter uma criatura como esta?! Prepare-se para entrar no mundo do terror de uma maneira hilária, "A Lasanha Assassina" é uma sátira cheias de citações ao Cinema de Horror. A história é apresentada por ninguém menos que Zé do Caixão, em sua versão desenho animado.
Gênero: Animação
 Diretor: Ale McHaddo
 Elenco: Arianne Brogini, Franco Rattichiere, Sofia Kreutz e Zé do Caixão
Ano: 2002
Local de Produção: SP
 Ficha Técnica
Produção: 44 Bico Largo
 Roteiro: Ale McHaddo
Edição: Ale McHaddo
 Som Direto: Estúdios Baticum
 Animação: Ale McHaddo
Trilha original: Renato Lemos
 Edição de som: Renato Lemos
 Produção Executiva: Ale McHaddo
 Prêmios
Melhor Curta de Animação no Academia Brasileira de Cinema 2003
Melhor direção em curta de animação no Cine PE 2003
Melhor Curta no Mostra de Cinema de Tiradentes 2003
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Goiania 2003
Melhor Animação - Júri Popular no Festival de São Carlos 2002
Melhor Curta de Animação no Festival de Varginha 2003   
 Festivais
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2002


20 de dez de 2010



NATAL - OS MELHORES COMERCIAIS


Na boquinha da noite


Hoje, na boquinha da noite, fiz esta foto da varanda do meu ap. A lua estava supimpa...

CINE SINGULAR – Curta do dia (20/12)

O Amor do Palhaço   

Sinopse
 O fim. Grete, personalidade da praia de Canoa Quebrada, está morto. Sua história retrocede no tempo, momentos da vida desvendam sua trajetória até o instante em que é tomada a fatídica decisão de abandonar o Circo Máximo e aventurar-se sozinho. O começo do fim. (Baseado na crônica O Amor do Palhaço, de Antero Pereira Filho)
Gênero: Ficção
Diretor :Armando Praça
Elenco :Claudio Jaborandy, Edson Brandão, Luis Miranda, Marta Aurélia, Pedro Domingues, Sidney Souto e Tatiana Amorim
Ano :2005
 Local de Produção: CE
 Ficha Técnica
 Produção: Governo de Estado do Ceará - Secretaria da Cultura, Drama Produções Artísticas - ANCINE N° 4940, Corte Seco Filmes
 Co-produção: Trio Filmes, Decine / CTAv - Funarte, Piracema
 Comunicação e Arte Fotografia: Antonio Luiz Mendes
 Roteiro: Michelline Helena  Armando Praça
 Direção de Arte: Lana Patrícia
 Som: Alfredo Guerra
 Edição de som: Aurélio Dias
 Câmera: Antonio Luiz Mendes
 Figurino: Lana Patrícia
 Direção de produção: Valéria Cordeiro
 Produção Executiva: Valéria Cordeiro
 Montagem: Glaucia Soares   
 Prêmios
 Melhor Ator no Cine Ceará 2006
Melhor Direção de Arte no Cine Ceará 2006
Prêmio Samburá da Fundação Demócrito Rocha no Cine Ceará 2007
Melhor Ator no Cine PE 2006
Prêmio aquisição Canal Brasil no Cine PE 2007
Melhor Filme no Festival Mix Brasil 2006
Melhor direção no Goiânia Mostra Curta 2006
Melhor Fotografia no Vitória Cine Vídeo 2006
Melhor Roteiro no Vitória Cine Vídeo 2006
Melhor Ficção no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe 2006
Melhor Montagem no Guarnicê de Cine e Vídeo 2006
Melhor Roteiro no Guarnicê de Cine e Vídeo 2006
Menção Honrosa - Ator no Guarnicê de Cine e Vídeo 2006
Melhor Primeiro Plano no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora 2007   

Festivais
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2007
Mostra de Cinema de Tiradentes 2006
Brasil Plural 2007
Curta Canoa 2007
Curta Petrobrás às Seis 2007
Mostra Cinema Conquista 2007
Mostra Curta Pará Cine Brasil 2007

David Byrne canta
Asa Branca
Deu na Folha
“Se ouvir uma voz parecida com a de David Byrne cantando sobre a levada do clássico “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, não se preocupe. Você não está delirando. É ele mesmo.
A versão -mezzo em português, mezzo em inglês- que o ex-Talking Heads fez para a música é um dos destaques de “Bonfires of São João”, segundo disco do Forró in the Dark, grupo que faz o mais brasileiro dos forrós… em Nova York.
Criado pelo instrumentista Mauro Refosco, que há anos toca com David Byrne, a banda começou como uma brincadeira e acabou se tornando um “hype”, graças à temporada que mantém no descolado bar nova-iorquino Nublu, onde está em cartaz há quatro anos.
A história teve início numa festa de aniversário de Refosco, que, fã de forró, convidou os amigos para tirar um som no boteco. “O forró é um estilo pulsante, muito fácil melodicamente e harmonicamente. É um tipo de música muito simples de gostar e se identificar.”
Logo, conta ele, o lugar passou a ser freqüentado por famosos, como o produtor Moby. O fato de o forró ser uma novidade por lá deu o empurrão que faltava para eles chamarem também a atenção da crítica e emplacarem reportagens em publicações como a revista semanal “Time Out” e o jornal “New York Times”. “Aqui, o que é conhecido é a bossa nova e os “beats” de bossa nova que os DJs tocam. Essa coisa de “sala de reboco” não existia”, diz.”…
O ARTISTA
David Byrne (14 de maio de 1952, Dumbarton, Escócia, Reino Unido) músico, compositor e produtor musical, é  famoso por ter fundado a banda Talking Heads, em 1974, um dos grupos precursores do new wave e worldbeat. Já foi premiados com diversos Grammys. Por seu trabalho como compositor de trilhas sonoras, já recebeu o Oscar e o Golden Globe. Como membro do Talking Heads, Byrne foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame. (wikipédia)


19 de dez de 2010

D

DUAS PROSTITUTAS conversam:
- O que você vai pedir ao Papai Noel?
- O mesmo que eu peço aos outros: 300 reais.
(Carla Silveira -Piada da Playboy)

CINE SINGULAR – Curta de hoje (19/12)

Meus Amigos Chineses   

Sinopse
Através de suas duas paixões, o futebol e a coleção de selos, um menino de 9 anos conhece seus vizinhos chineses, num edifício do Rio de Janeiro. Com o golpe militar de 1964 os chineses são presos. Filme baseado numa história real.
Gênero: Ficção
 Diretor: Sergio Sbragia
 Elenco: Alexandre da Costa, Caio Vidal, Chao Chen, Cristian Zucoloto, Marcela Moura e Tiago Salomone
 Ano: 2006
 Local de Produção: RJ
 Ficha Técnica
 Fotografia: Antonio Luiz Mendes
 Roteiro: Sergio Sbragia
 Som Direto: José Moreau Louzeiro
 Direção de Arte: Helena de Lamare
 Câmera: Antonio Luiz Mendes
 Figurino: Paulo Barbosa
 Produção Executiva: Alvarina Souza Silva
 Montagem: Sergio Sbragia
 Festivais
Cine Ceará 2006
Festival de Curtas XS FF 2007
Festival do Rio 2006
Goiânia Mostra Curtas 2007
Mostra de Cinema de Ouro Preto 2006
Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis 2006
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2006
Amazonas Film Festival 2006
CINEPORT - Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa 2006
Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe 2007
Festival Brasil Noar 2007


Bombou na web
nesta semana

O Google lançou um vídeo de retrospectiva do ano de 2010 usando como base o Google Zeitgeist (Espírito do tempo), sua lista de termos mais pesquisados, e os vídeos mais vistos do YouTube, outro braço da empresa. Facebook e Twitter também lançaram suas listas. A Copa do Mundo teve lugar de destaque, com direito a vuvuzelas, o polvo vidente Paul e imagens da campeã, Espanha. O grande destaque brasileiro foi a presidente eleita, Dilma Rousseff.




Outra retrospectiva de 2010, bem mais divertida, foi a de maiores fails, nome dado na web mundial ao que, no Brasil, conhecemos por videocassetadas. Gols perdidos, tombos, explosões… São dez minutos indispensáveis para quem se diverte com a tragédia alheia.


Para entrar no espírito do Natal, um divertido vídeo criado nos Estados Unidos e traduzido para o português conta a história do nascimento de Jesus Cristo como se tivesse ocorrido nos tempos modernos. O anjo Gabriel dá a notícia a Maria pelo celular, Maria avisa a José que está grávida por e-mail e José anuncia o nascimento do menino pelo Facebook. Os Três Reis Magos compram seus presentes em sites de venda e seguem a Estrela de Belém… pelo Twitter. Teve mais de 1,2 milhão de acessos.



Um menino tailandês participava de um espetáculo de dança em homenagem ao astro pop Michael Jackson vestido apenas com uma fralda quando, de repente, o adereço solitário caiu. Impassível diante do acidente, o menino foi ovacionado pela plateia por não perder o ritmo – mesmo tentando recuperar a fralda em alguns momentos. Foram 200 mil acessos ao show.


A cantora pop americana Katy Perry virou, no YouTube, uma estrela do death metal. Tudo por conta de uma brincadeira com um de seus vídeos mais vistos, uma apresentação ao vivo do sucesso “Teenagedream”. Pegaram o vídeo e trocaram o áudio original por uma versão de rock pesado da música, com vocal gutural. Foi visto cerca de 220 mil vezes.



 Uma menina empurrava o carro da família, atravessando a rua, e escapou por pouco da morte. Outro carro vinha na direção contrária e ela só percebeu na última hora, dando um salto para dentro do veículo que empurrava. O vídeo da tragédia evitada teve mais de 300 mil acessos. (Fonte: revista Época)