14 de abr. de 2012

Rede Globo é condenada a indenizar família de Chico Mendes

Glória Perez desabafa: “Chega de oportunistas. Estou enojada”
Glória Perez: "Tirei a viúva pela idéia que fazia do Chico"
 A novelista acreana Glória Perez procurou o Blog da Amazônia para anunciar que decidiu reagir em relação à decisão da juíza Ivete Tabalipa, da 4ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco (AC), que condenou a Rede Globo a indenizar a família do líder sindical e ecologista Chico Mendes por causa da minissérie "Amazônia – De Galvez a Chico Mendes".
-Tenho duas fitas gravadas com a Ilzamar no hotel Galvez, em Rio Branco, contando a vida dela com Chico Mendes para a minissérie. Vou anexar ao processo – disse Glória Perez.
A novelista acrescentou:
- Se a juíza do Acre não viu, as outras instâncias vão ver. Que papel triste e desrespeitoso à memória do Chico. Tenho dezenas de fitas com pessoas que conviveram com o Chico. E pensar que ia doar essa preciosidade pra Fundação Chico Mendes.
Questionada pelo Blog da Amazônia se os herdeiros de Chico Mendes teriam assinado algum documento cedendo direitos de imagens, por exemplo, a novelista respondeu:
- Direito de imagem assina quem participa da gravação. Tirei a viúva pela idéia q fazia do Chico. O pior é que não faltou quem avisasse. Eu estava há tempo demais fora do Acre – lamentou Glória Perez.
 Glória Perez disse que todas as cenas que a citam Ilzamar Mendes na minissérie, foram detalhadamente descritas pela prórpia viúva: namoro, casamento, lua de mel, vida em comum, curiosidades sobre Chico Mendes:
 - Aqui vai um trechinho, onde ela conta como Chico Mendes acreditava e apanhou do caboclinho da mata. Está na minissérie. E viro a página. Chega de oportunistas. Estou enojada – desabafou Glória Perez.

(Terra)

CINE SINGULAR - O curta do dia

Sensações Contrárias

Sinopse: Sensações Contrárias é ambientado no Recôncavo Baiano, região de passado coronelista. Dentro de um ambiente provinciano-decadente, desenvolve-se a noção de borrão, em que os eventos coreográficos e imagéticos se dão por aparentes acidentes, falhas e descontinuidades, num limite entre realismo cotidiano e surrealismo.
Gênero: Experimental
Diretor: Amadeu Alban, Jorge Alencar e Matheus Rocha
Elenco: Fernando Passos e Leda Muhana
Ano: 2007  
Local de Produção: BA
Ficha Técnica
Produção: Dimenti e Santo Forte
Fotografia: Matheus Rocha
Edição: Amadeu Alban
Direção de Arte: Miniusina de Criação
Trilha Sonora: Sagaz Sound Design
Prêmio
 Galgo de Ouro de Melhor Vídeo Experimental no Gramado Cine Vídeo em 2007

13 de abr. de 2012

Dia do Beijo (hoje)

Românticos, afetuosos, sensuais, engraçados, estalinho, de língua, de esquimó, ... São inúmeros os tipos de beijo existentes no mundo. Vídeo elaborado pelo UOL em comemoração ao Dia do Beijo (13 de abril) - essa forma gostosa de queimar calorias, expressar amizade, amor e até mesmo traição. São mais de 30 cenas de longas internacionais, brasileiros e em animação que prometem deixar todo mundo com vontade de celebrar a data. Tente reconhecer esses beijos da sétima arte e aproveite para escolher seu beijo preferido no cinema.
Feliz Dia do Beijo!




As luvas pretas da Gilda

Li nesta semana uma crônica de Luís Fernando Veríssimo, relembrando o apelido do polêmico atleta Heleno de Freitas - agora tema de filme, em cartaz -, chamado de Gilda pelos adversários e que ele ficava fulo da vida. A diva como escreve Veríssimo na crônica  As luvas pretas da Gilda era a atriz Rita Hayworth no papel da personagem principal, num filme que causava escândalo porque tinha uma cena de strip-tease.
Acompanhem o relato de Veríssimo:
"Sobre o strip-tease que escandalizava. Não me recordo se o Millôr incluiu no seu livro de expressões em português vertidas hilariantemente para o inglês (“The cow went to the swamp”) o nome para vestidos que só o busto da mulher e a providência divina mantêm no lugar: “tomara que caia”. Em inglês seria hope it falls?
De qualquer maneira, é um tomara que caia preto e longas luvas negras que a Gilda veste quando se levanta da mesa da boate, onde esteve bebendo demais, e começa a cantar “Put the blame on Mame” e a dançar. E começa, lentamente, a tirar uma das luvas pretas, que depois gira no ar e atira para a plateia de mulheres indignadas e homens babosos.
E começa a tirar a segunda luva preta, expondo, pouco a pouco, o outro braço nu. Neste ponto o marido — ou Glenn Ford, o amante, não me lembro mais — intervém e a tira do palco, mas não a tempo de evitar que o filme fosse proibido até 18 anos no Brasil.
O strip-tease era só isto, duas luvas sendo despidas, com a pressuposição de que a etapa seguinte seria o zíper sendo aberto para que o tomara que caia caísse. O cinema americano levou alguns anos até abrir o zíper e desnudar os seios de uma atriz, completando o que Gilda começara em 1946.
Mas mesmo incompleto o strip-tease da Gilda causou sensação. De certa maneira, o strip-tease implícito era mais excitante do que um impensável — na época — strip-tease de verdade.
O filme foi proibido para menores de 18 anos não pelo que mostrava, mas pelo que sugeria. Compare-se o apenas sugerido em “Gilda” com o que é visto no cinema hoje em dia e se terá uma ilustração perfeita do que o tempo faz com a moral e os costumes. Em algum lugar devem estar expostas as luvas pretas da Gilda como relíquias daquela nossa pré-história.
Pré-história pessoal: nós passávamos uma temporada em Caxambu, onde o único cinema da cidade estava exibindo “Gilda”. Não havia fiscalização, entrava todo mundo, até os muito menores de 18 como eu. Meu primeiro filme proibido. Não vou dizer que as luvas pretas da Gilda rondaram os meus sonhos, depois de ver o filme. Mas que perturbaram, perturbaram".
Vejam a cena que perturbou  Veríssimo:

Justiça proíbe publicação de livro que diz que Lampião era homossexual


A Justiça proibiu o lançamento do livro “Lampião Mata Sete”, de Pedro de Morais, que afirma que o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva era homossexual. O juiz Aldo Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracajú tomou a decisão com base no artigo da Constituição Federal que protege a inviolabilidade da individualidade das pessoas. Essa é a segunda decisão do magistrado, que manteve a proibição da publicação do livro. Em novembro do ano passado, através de uma liminar, Albuquerque proibiu a publicação da mesma obra. Para o juiz, a publicação de assuntos que tratam sobre a sexualidade do cangaceiro não é de interesse público e se o livro apenas versasse sobre os crimes cometidos por Lampião, não teria sido proibido. A filha única do ex-cangaceiro, Expedita, autora da ação, afirmou que o livro ainda acusa sua mãe, Maria Bonita, de adultério. O juiz determinou uma multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento da decisão.