13 de mai. de 2011

Flagrante do mundo cão...


Elenco da peça que apresenta um grupo de jurados que precisa decidir se leva ou não à cadeira  elétrica um jovem  acusado de matar o pai

Peça teatral empolga
operadores do Direito
A peça 12 homens e Uma Sentença que estreou no começo deste ano em São Paulo tem um público seleto: Juízes, advogados e estudantes de Direito.  Magistrados de outros estados estão viajando para a capital paulista para ver o espetáculo, dirigido por Eduardo Tolentino,  apresentado no Teatro Imprensa, muito elogiado pela crítica, e vem se tornando assunto em escritórios de advocacia, fóruns e tribunais.  Motivo: o enredo da peça.
Sinopse: Doze jurados devem decidir se um homem é culpado ou não de um assassinato, sob pena de morte. Onze têm plena certeza que ele é culpado, enquanto um não acredita em sua inocência, mas também não o acha culpado. Decidido a analisar novamente os fatos do caso, o jurado número 8 não deve enfrentar apenas as dificuldades de interpretação dos fatos para achar a inocência do réu, mas também a má vontade e os rancores dos outros jurados, com vontade de irem embora logo para suas casas.
A peça é uma adaptação do filme homônimo (veja o vídeo abaixo), dirigido por Sidney Lumet, em 1957, e se desenrola nos Estados Unidos. 

Filme focaliza a origem da
colônia judaica no Brasil

Estreou no circuito nacional, no XV Cine PE Festival do Audiovisual, filme O Rochedo e a Estrela, de Katia Mesel. O documentário conta a história da primeira comunidade judaica das Américas, estabelecida no Recife, no século 17. Um assunto que só agora começa a ser estudado. A referida colônia judaica teria dado origem à comunidade judaica de Nova York.
O filme já possui numa versão reduzida, de 30 minutos, que foi apresentada em Nova York (setembro de 2004) durante os festejos dos 350 anos da presença judaica na cidade. “É como se eu estivesse 30 quilos mais leve”. Foi assim que a cineasta Kátia Mesel resumiu a sensação que vinha vivendo nos últimos dias, e que culminou no 15o Cine-PE: Festival do Audiovisual, com a exibição hor-concours do documentário dramatizado O Rochedo e a Estrela, projeto que vem desenvolvido desde 1995. Para o filme , Kátia dramatizou situações do século 17 e entrevistou mais de 30 intelectuais brasileiros e estrangeiros. O assunto era os judeus ibéricos que saíram da Europa fugidos da Inquisição, vieram a Pernambuco e depois partiram para Nova York. “Quando me perguntam sobre o que é o filme, digo que é sobre a liberdade do ser humano”, define a, agora leve, Kátia Mesel.

11 de mai. de 2011

Revista revela o lado racista
de  Monteiro Lobato

A edição deste mês da revista Bravo! traz como matéria de capa uma reportagem estarrecedora sobre o escritor Monteiro Lobato. São cartas inéditas que desvendam a relação entre o escritor e o racismo. Logo na capa uma frase do consagrado autor de Sítio do Picapau Amarelo que é de arrepiar: País de mestiços, onde brancos não tem força para organizar uma Ku Klux Klan, é um país perdido”. Ku Klux Klan é a mais famosa organização racista da história norte-americana.
 Suas cartas inéditas reforçam que Monteiro Lobato se entusiasmou pela eugenia – pretensa ciência que ajudou a embasar o nazismo e o holocausto.
A polêmica sobre o tema se Monteiro Lobato (1882-1948) era racista vai e volta nos meios culturais brasileiros e recentemente foi reativada pelo Conselho Federal de Educação. Segundo a revista, no ano passado o organismo emitiu um parecer classificando o livro  As Caçadas de Pedrinho de 1933, como racista. Na análise, eram citados trechos da obra em que a personagem Tia Nastácia, que é negra, era tratada de forma ofensiva: Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”. O Conselho Federal de Educação endossou, na verdade, uma corrente acadêmica que já há algum tempo vê sinais de racismo no tratamento dispensado à personagem ao longo da obra infantil do escritor.
Agora, a coisa esquentou de vez para o lado de Lobato. Bravo! conferiu a correspondência do escritor e descobriu verdadeiras aberrações nas cartas de Lobato para amigos.  A correspondência de Lobato mostra que, no fim dos anos 20, ele foi entusiasta das ideias eugênicas e da obra de Renato Kehl, criador do c onceito. A primeira carta escrita para o cientista, Lobato diz: “Lamento só agora travar conhecimento com um espírito tão brilhante como o seu”.