20 de jun. de 2011


CINE SINGULAR -  O curta do dia
Ilha das Flores
Sinopse  
Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Gênero: Documentário, Experimental
 Diretor: Jorge Furtado
 Elenco: Ciça Reckziegel
 Ano 1989
 Local de Produção: RS
  Ficha Técnica
 Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil e Nôra Gulart Fotografia Roberto Henkin e Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo Barth Trilha original Geraldo Flach Empresa(s) produtora(s) Casa de Cinema de Porto Alegre Narração Paulo José   
  Prêmios
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991
Literatura de Cordel no Carnaval do Salgueiro 2012

(Recebi do meu amigo Victor Garcia, lá do Rio de Janeiro, um texto seu sobre o Cordel como temática no próximo Carnaval carioca).

Vejam:
 


“A tradicional escola de samba Acadêmicos do Salgueiro acertou em cheio ao escolher o tema do seu próximo carnaval.

A vermelha e branca tijucana vai levar para a avenida o enredo "Cordel Branco e Encarnado", de autoria de Renato Lage e Márcia Lage.
A escola pretende unir a arte dos poetas populares do Nordeste com o inconfundível batuque carioca. Sem esquecer das origens do cordel na Europa , que ressurgiu com toda a força no Nordeste em histórias que caíram no gosto popular, como "O Romance do Pavão Misterioso", obra que inspirou os carnavalescos a criarem a logomarca do enredo salgueirense.
A sinopse do enredo foi apresentada aos compositores no dia 14 de junho em reunião na quadra da Rua Silva Teles e surpreendeu a todos por ter sido escrita em forma de poema como um tradicional cordel. Tive a oportunidade de estar presente trocando informações com o carnavalesco Renato Lage, a diretoria cultural e parte da sua talentosa equipe, entre eles Gustavo Mello, Eduardo Pinto, Dudu Azevedo e Luciane Malaquias.
Como poeta popular, cordelista e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel gostaria de parabenizar a Acadêmicos do Salgueiro por escolher um enredo que verdadeiramente aborde uma das maiores riquezas da nossa cultura popular brasileira.
E uma bela parceria está se iniciando entre estas duas academias: a do samba e a da literatura de cordel.
Confiram abaixo a sinopse na íntegra:

Salgueiro 2012
(Cheio de poesia, imaginação e encantamento)
Minha "fia", meu senhor
Deixa eu me apresentar
Sou poeta e meu valor
Vai na avenida passar
Basta imaginação
Um "cadim" de inspiração
Que eu começo a versar
Vou cantar a minha arte
Que nasceu bem lá distante
Num lugar que hoje é parte
Da nossa origem errante
Vim das bandas da Europa
Nas feiras, a boa trova
Era demais importante!
Foi assim que o mar cruzei
Na barca da encantaria
Chegou por aqui um Rei
Com bravura e poesia
Carlos Magno e o os doze pares
Desfilando pelos mares
Da mais real fidalguia
E veio toda a nobreza
Que um dia eu imaginei
Rainha, duque, princesa
E até quem eu não chamei:
Um medonho de um dragão
Irreal assombração
Dessa corte que eu sonhei

Também tem causo famoso
Que nasceu lá no Oriente
De um tal misterioso
Pavão alado imponente
Que cruza o céu de relance
Dois jovens, e um só romance
Vencendo o Conde inclemente
Todas essas histórias
Renasceram no sertão
Onde vive na memória
O eterno Lampião
E não houve um brasileiro
Que de Antônio Conselheiro
Não tivesse informação
Pra viajar no meu verso
É preciso ter "corage"
Vai que um bicho perverso
Surge que nem "visage"?
Nas matas sertão afora
Lobisomem, caipora
Que medo dessas "image"!!
Pra findar esse rebuliço
Rezar é a solução!
Valei-me meu "padim" Ciço!
Vá de retro, tentação!
Nossa Senhora eu não quero
(Tô sendo muito sincero)
Cair nas garras do cão!
E não é que meu santo é forte?
Cheguei ao céu divinal
É tamanha a minha sorte
A minha vitória afinal
É cantar com alegria
Fazer verso todo dia
Na terra do carnaval
Ao ver chegar a tal hora
Da minha "alegre" partida
Saudade, palavra agora
Tem posição garantida
Mas não se avexe meu irmão
Que hoje a coroação
Acontece é na avenida

Pois eles hão de herdar
Todo esse sertão sonhado
Monarcas que vão reinar
Na corte do Sol dourado
Poetas de tradição
Recebam de coração
Um cordel Branco e Encarnado
E agora eu vou sem medo
Fazer festa "de repente"
Vai nascer um samba-enredo
Pra animar toda a gente
Afinal, não sou melhor
Muito menos sou pior
Só um poeta diferente!”

DICA

O Instituto Tom Jobim (Jobim.org) colocou em seu site toda a obra de Chico Buarque. São letras, imagens, partituras, textos e o total de suas gravações. Vale a pena ouvir clássicos como o álbum Construção, de 1971.


19 de jun. de 2011

Uma cena inesquecível da belle de jour

Ainda bela, aos 67 anos, ela esteve no Brasil recentemente para divulgar seu mais recente filme, a comédia Potiche –esposa troféu. A diva do cinema francês, Catherine Deneuve.
No filme, ela vive a personagem de uma dona de casa, engajada  numa disputa eleitoral.
Mas o que importa mesmo aqui é falar sobre este ícone do cinema, uma estrela que continua muito bela e pouco ligando para o mito que é. Como francesa que se preze, não dá a menor bola para o patrulhamento contra o fumo de cigarro, e nem para os defensores dos animais e veste-se com pele.
Mas, o que quero mesmo aqui é relembrar uma cena do filme Belle de jour que conta a história de Séverine (Catherine Deneuve), jovem, rica, casada com um cirurgião de sucesso e infeliz, que procura um discreto bordel para realizar suas fantasias sexuais e conseguir o prazer que seu marido não consegue lhe dar. Curiosa, Séverine termina acostumando-se a uma vida dupla. É um drama, dirigido por Luis Buñuel, e com roteiro baseado na obra de Joseph Kessel e que tem uma cena inesquecível: a indecisão dela, Séverine, com um close sobre os pés: entra ou não no bordel.
Bombou na web
nesta semana  

O vídeo está em inglês, mas não é preciso saber a língua para entender o que se passa, porque esse homem usa a linguagem internacional da mágica para se comunicar. Não é mágica simples, dessas de coelhos na cartola. Ele usa três iPods como instrumentos em seu show, e fala sobre a arte de iludir, os bons e os maus exemplos.



Um gaiato fez uma edição especial do filme Pulp fiction, sucesso do diretor Quentin Tarantino, mas usando apenas as cenas que contêm xingamentos. São 429 ofensas em sequência. Curiosamente, acabam contando de forma satisfatória a história do filme. Foi visto por 200 mil pessoas em poucos dias.
O jornalista de uma pequena TV de Guarapari, no Espírito Santo, fazia uma reportagem sobre o abandono de uma praça local quando foi entrevistar uma senhora que, segundo ele diz, era moradora de rua e usava a praça como lar. Ela retrucou com o confuso discurso: “Não sou moradora de rua, não. Sou polícia militar, federal, civil, portadora do CPF, CNPJ estrangeiro de Hong Kong, Hiroshina...”, diz a senhora. O repórter, é claro, interrompeu constrangido. Teve 500 mil acessos.

Quem inventaria um brinquedo de criança que, quando acionado, joga crianças pelo ar?  Pois esse brinquedo existe e foi filmado em funcionamento. Parece um pião gigante, que roda e tem ganchos para que as crianças se segurem e rodem junto. O primeiro que tenta é arremessado ao chão. O vídeo do brinquedo bizarri teve quase 1 milhão de acessos.



Fonte: revista Época