23 de mai. de 2011

Piada da Playboy
O PSIQUIATRA incentiva o paciente com complexo de superioridade:
-Pode me contar tudo desde o princípio.
- Pois bem, doutor. No princípio eu criei os céus e a terra...
No meio do caminho tinha uma lombada
E como dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade no meio do caminho tinha uma pedra. No meio do caminho da Limousine (carro anti bomba) do presidente Obama tinha era uma lombada, na saída da embaixada americana de Dublin, capital Irlandesa. E foi registrado em vídeo por diversas pessoas e caiu no Youtube.

22 de mai. de 2011




A Árvore da Vida 
vence em Cannes

O americano A Árvore da Vida, de Terrence Malick, venceu a Palma de Ouro em Cannes. Um fato raro aconteceu: recluso, o diretor está em Cannes, mas não apareceu na cerimônia para receber o prêmio. Brad Pitt, o ator principal, também não estava lá. Coube aos produtores receberem a Palma.
Com uma montagem sensorial,A Árvore da Vida faz uma reflexão sobre a vida, a morte e a ligação do homem com o Universo e a natureza a partir de uma família americana dos anos 50, na qual Brad Pitt interpreta o pai severo de três crianças. Foi uma Palma bem escolhida pelo júri presidido por Robert DeNiro, mas parte do público presente na sala de imprensa vaiou o resultado. A previsão de estreia é o dia 24 de junho no Brasil. "O filme tem o tamanho, a importância e a intensidade [para merecer a Palma]. A maioria de nós sentiu que o filme é maravilhoso", declarou um lacônico Robert De Niro, após a premiação, sobre o comportamento do júri, que incluía Jude Law e Uma Thurman.

A camareira subversiva

Ruth de Aquino, ÉPOCA 
Ela jamais sonhou com a fama. No espaço de uma vida, não se tornaria uma celebridade nem em seu bairro, o Bronx – quanto mais no mundo. Africana, muçulmana, mãe de uma adolescente, a camareira de 32 anos que limpava as suítes do Sofitel em Nova York já achava seu green card um privilégio.
Pelas fotos divulgadas na internet, não é especialmente bonita. Mas, para brancos poderosos e prepotentes, reúne qualidades de sedução particulares: é jeitosa, negra e faxineira. Nunca denunciaria um ataque sexual. Conhece seu lugar.
Nafissatou Diallo é o nome da camareira que derrubou o francês Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI e pré-candidato socialista à Presidência na França. Algemado e com a cara de tédio típica dos parisienses, DSK deixou pelos fundos o palco das finanças e da política.
Ele se diz inocente. Mas, pelo encontro casual com Nafissatou em sua suíte de US$ 3 mil, encara agora sete acusações, de crimes sexuais a cárcere privado. Seria a camareira uma arma secreta de Sarkozy, o futuro papai do bebê de Carla, para tirar do páreo um adversário perigoso?
O FMI nomeará um novo diretor, quem sabe uma diretora, se quiser evitar mulherengos. Os socialistas franceses estão escandalizados, mas na direção oposta. Criticam o abuso da polícia americana contra DSK, presumidamente culpado com base na palavra de uma empregada.
Eles são brancos e não se entendem. Existe um oceano, físico e cultural, entre os Estados Unidos e a França. A mídia francesa é leniente com os desvios na vida particular de seus políticos. Se DSK fosse denunciado por uma camareira em Paris, em nenhuma hipótese seria detido antes de ser julgado, por presunção de inocência. Nos EUA, há a presunção inicial de que a vítima fala a verdade.
Me interesso mais pela camareira do que por DSK. Vi muitos se perguntando: será que o ex-diretor do FMI, conhecido pela habilidade em negociações, seria tão idiota e tresloucado a ponto de atacar a moça ao sair nu do banheiro? Mas começam a emergir casos semelhantes de mulheres menos corajosas que a africana.
A loura jornalista francesa Tristane Banon, afilhada da segunda mulher de DSK, tinha 22 anos em 2002 quando diz ter sido atacada por ele: “Parecia um chimpanzé no cio”.
Kristin Davis, ex-cafetina americana, afirmou que uma prostituta brasileira a aconselhou a não mandar mais mulheres para ele: “É bruto”.
Africana e muçulmana, a mulher que derrubou Strauss-Kahn desafiou as regras dos poderosos.
Nafissatou não sabia que aquele senhor de cabelos brancos era DSK. Está com medo, escondida, sob a proteção da polícia de Nova York. Queria ficar anônima, mas seu nome e fotos se espalharam. É filha de um comerciante da etnia peule – 40% da população da Guiné, na África Ocidental. Emigrou com o marido para os EUA em 1998.
Separada, vive sozinha com a filha de 15 anos num conjunto popular no Bronx. Há três anos trabalha no Sofitel da Times Square. Tem fama de trabalhadora e séria. Uma prima, Mamadou Diallo, afirmou: “Ela é uma boa muçulmana. Realmente bonita, como várias mulheres peules, mas não aceitamos esse tipo de comportamento em nossa cultura. Strauss-Kahn atacou a pessoa errada”.