Por algum tempo exerci no jornal O Povo a função de crítico de artes plásticas e das escolas pictóricas que marcaram a história, fiquei admirador do impressionismo francês, no século XIX.
Sobre assunto, o professor de história da Universidade de Campinas, Jorge Coli, está lançando o livro O Corpo da Liberdade: Reflexões sobre a Pintura do Século XX. O autor reserva dois capítulos para o para o parisiense Édouard Manet, impressionista e um dos pioneiros da produção moderna.
A revista Bravo! deste mês publica matéria sobre o livro e reproduz alguma telas de Manet,com os respectivos comentários do autor:
PONTOS E LINHAS. Música nas Tulherias, de 1862. Na tela, à esquerda, é possível o próprio Manet, de pé, com sua barba castanha e sua bengala, e o filósofo francês Charles Baudelaire, logo atrás do chapéu azul da figura feminina em primeiro plano. A cor negra pontua a composição. Na obra de Manet, o tom possui um princípio unificador. Está presente nos fraques e nas cartolas dos cavalheiros, assim como no tronco das ároves.
CLARO-ESCURO. Lola de Valência, de 1862. O quadro entusiasmou Baudelaire, que dedicou a ele os quatro versos do 15º poema das Flores do Mal. Na tela, chama a atenção a vestimenta colorida da personagem, mas é importante notar como a cor negra é realmente a tonalidade principal. Manet é conhecido por usar infinitas variações de preto.
JOGO DE ESPELHO. Um Bar nas Folies-Bergères, de 1881. No reflexo, Manet deixa as pessoas embaraçadas. Já a garçonete, no balcão, apresenta-se mais definida. O espectador, tal como em As Meninas de Velázquez (1599-1660), está incluído na composição. Só que em vez de ocupar o lugar do rei, aqui é um cliente anônimo.
CONFINAMENTO. O Baile de Máscaras, de 1873. Em vez de pintar um grande salão com as pessoas dançando, Manet optou por mostrar a multidão enclausurada entre as linhas horizontais e verticais da arquitetura do espaço. Não há na tela um sentido de perspectiva. As cartolas pretas inclinadaspara lados distintosdão ritmo à composição.
O sábado que passou entrou para a minha vida. Motivo: pela primeira vez respondi, em casa, a um questionário de pesquisa, e foi para o censo do IBGE. Carlos Stefano, munido de computador de mão, fez aquelas perguntas básicas: sexo, idade, cor ou raça, grau de escolaridade... só teve em que ele se enrolou. Como eu já havia dito que morava só, no apartamento,há mais de cinco anos, era dispensável ele perguntar, logo em seguida, se entre 2009 e agosto deste ano, falecera alguém que morasse comigo.
10 de out. de 2010
Tem vídeo que faz bem. Um momento de arte...tranquilidade...
Bombou na web nesta semana
A companhia aérea CebuPacificAir, das Filipinas, tem um modo diferente de apresentar as instruções de segurança antes das decolagens. Em vez da chata ladainha decorada, as aeromoças dançam, com música alto ao fundo. O vídeo da apresentação, aplaudida no fim, teve mais de 7 milhões de acessos.
No You Tube, fez sucesso o vídeo de uma menina chamada Isabela, aparentando 3 anos, revoltada porque o pai fechou a porta e ela não podia mais “brincar lá fora”. Entre o que deu para entender, ela diz, de forma definitiva: “Não fecha a porta, tá? Pode ser?. E, para garantir que a mensagem foi captada pelo pai, ainda pergunta: “Tranquilo?”. Teve quase 300 mil acessos.
No campeonato alemão de futebol, o jogador Peter Niemeyer, do Hertha Berlin, Foi cumprimentar a árbitra da partida, Bibiana Steinhaus, com um tapinha nas costas. O problema é que o “tapinha” pegou no seio dela. Em vez do cartão vermelho pelo imprudência , Peter ganhou um sorriso constrangido de Bibiana. O vídeo teve quase 3 milhões de acessos.
Deu em música a atrapalhada participação de Weslian Roriz no debate da TV Globo entre os candidatos ao governo do Distrito federal. Afinadas pelo programa Auto-Tune, as palavras da mulher de Joaquim Roriz, como o refrão “Eu quero defender toda aquela corrupção”, renderam mais de 150 mil visitas.