23 de jun. de 2010



Copa do Mundo

Dunga/TV Globo

Gosto muito de futebol e sempre acompanhei, pela imprensa, as coisas do esporte mais praticado no Brasil. E, agora na Copa do Mundo, especialmente. Extra campo, um dos assuntos mais comentados é a postura do treinador Dunga diante da cobertura jornalística da seleção brasileira. Com o seu jeitão de xerife ele disciplinou as entrevistas e reportagens sobre o selecionado. E deu estocada, principalmente na TV Globo. Desde o começo da Copa até então não tinha visto um comentário tão abalizado como o escrito, hoje, pelo valente jornalista Hélio Fernandes em seu jornal Tribuna da Imprensa, e que transcrevo:

Apesar de dar o “caso” por encerrado, a Globo não esquece Dunga, sabe que agora perdeu. No início de 2008, Dunga venceu, depois perdeu no final de 2008 com Galvão Bueno. Ricardo Teixeira não ganhou antes ou depois, não combateu

É uma luta constante, aberta ou escondida, gravada ou ao vivo, mas com direito a ida e volta ou até reviravolta. E péssima análise. Com isso, pedido de trégua. No domingo, editorial no Fantástico (não há Jornal Nacional nesse dia) –vejam o vídeo acima -, mas os inspiradores e até redatores, do alto escalão.

Só que acreditavam se esconder por trás do repórter Alex Escobar, insultado por Dunga na véspera, e obter a audiência recorde de 44 pontos. (Como aconteceu no jogo Brasil-Coreia do Norte, dados do Ibope).

Mas como o Ibope dá resultados contra e a favor, logo comunicava à Globo: “O editorial contra Dunga repercutiu muito mal, quem estava contra ele, ficou a favor”. Começaram a se assustar e entraram em “pânico na TV”, quando receberam o resto da informação: “A opinião pública concluiu que a Organização Globo está contra a seleção”.

Sabendo que não podiam lutar contra isso, mudaram totalmente de posição, “o episódio está encerrado”. E complementando com as ORDENS INTERNAS NESSE SENTIDO, publicamente fizeram autocrítica, chorando aos pés da Procissão: “Sempre fizemos tudo pela seleção, corremos até o risco de trocar o jornalismo pela TORCIDA, mas foi sempre o que fizemos”.

Não acaba aqui, porque nada começou aqui.

A Globo quer dominar tudo, e não apenas o futebol. Com a Organização, as potências jamais andam na rua, se escondem para dominarem com vigor e efervescência. (É essa palavra mesmo). Com treinadores que trocam abençoadamente a independência pela exibição, a Globo não perdeu nenhuma luta, nem sequer um round.

Só que Dunga “enganou” muito bem os analistas de plantão da Globo, assumiram que “o atual treinador é dócil como os outros”, e foram dormir saciados. Só que se equivocaram totalmente. Deviam ter concluído, que não podia ser por acaso que o treinador era conhecido pelo apelido (seria pseudônimo?) da fábula.

A luta vem de longe, pois Dunga, ao contrário de outros, com muito mais nome (tipo Leão e Luxemburgo, na época), está há quatro anos à frente da seleção. Veio “por mares nunca dantes navegados”, sem naufragar, mesmo enfrentando turbulências da poderosa nau platinada.

Vou contar apenas dois episódios marcantes da luta pelo “cinturão”, entre Dunga e a Globo. Os dois em 2008, o primeiro, estocada de Dunga, vitorioso. O segundo, revide da Globo, que era para ser demolidor e arrasar Dunga, mas que ele recebeu, não revidou e ganhou.

1 – Dunga comunicou à Globo que “gostaria muito que Mario Jorge Guimarães deixasse se ser o elemento de ligação com ele”. Dunga sabia que fazia aposta que só mesmo Lloyd’s de Londres bancaria.

Bancou e ganhou. Mario Jorge Guimarães, homem fortíssimo da Organização, ficou surpreendido ao ser “promovido” a Executivo BEM ALTO do SporTV. E Dunga também surpreendido com a vitória. Só que não sabia que a Globo acertara com Ricardo Teixeira um esquema para derrubar Dunga.

Nesse esquema, entrava o seguinte. A Globo, representada por Galvão Bueno. a CBF e Ricardo Teixeira pelo assessor de cavalaria. E o instrumento seria o programa “Bem, amigos”, do próprio Galvão.

Uma irresponsabilidade jornalística (?) total. O programa, com toda sua equipe de estrelas, só tinha um objetivo: revelar à opinião pública e comentar a SUBSTITUIÇÃO DE DUNGA por Muricy Ramalho.

***

PS – Para maior grandiosidade, o próprio Muricy estava presente, endeusado, engrandecido e aplaudido, rindo a noite toda. O programa levou duas horas e 20 minutos, só se tratou disso.

PS2 – Para justificar a “informação”, disseram candidamente que ela vinha de alguém “que circulava em torno de Ricardo Teixeira”. Ha!Ha!Ha!

PS3 – Acabou a palhaçada, todos satisfeitos e vitoriosos, foram jantar depois do programa, (como fazem habitualmente) tinham como certo que Dunga procuraria a CBF para se render à Globo.

PS4 – O treinador foi ganhando, acumulando vitórias esportivas e fazendo o tempo correr a seu favor.

PS5 – Teixeira, seu assessor de coudelaria e a Globo, esperando tranquilos a derrocada de Dunga. Mas este foi ganhando, o tempo passando e tornando impossível sua demissão.

PS6 – Chegou a época da Copa, a Copa uma realidade, não entenderam nada. Tiveram a audácia de ir pedir a Dunga uma “entrevista exclusiva”. Levaram um safanão, jogaram a culpa em cima do mau humor do treinador.

PS7 – Agora, não tem mais solução: se a seleção VENCER, a vitória é do Dunga. Se for DERROTADA, é a Globo. A própria Organização PASSOU RECIBO".


Copa do Mundo

Na base da galhofa

Depois do maior auê da brincadeira brasileira que virou hit viral e recordista de acessos no mundo (a campanha Cala Boca Galvão, no Twitter – com imagens bem produzidas e narradas por um locutor inglês, a peça publicitária falsa explica que Galvão é um papagaio, da Amazônia, ameaçado de extinção e que cada mensagem postada, no Twitter geraria 1 cent para salvar o pássaro) a peça ganhou uma proporção tal que até o próprio Galvão Bueno acabou aderindo à brincadeira.

Agora é a vez do técnico da seleção brasileira, Dunga, que entrou na roda da galhofa brasileira, por conta do seu estilo nada educado de tratar juiz de futebol e, principalmente jornalistas. É uma paródia de cena do filme “Um dia de fúria” com Michael Douglas, no caso, o técnico Dunga, depois do arranca-rabo com jornalistas da Globo. O vídeo, sobre “tudo o que a TV não mostrou” do episódio, reproduz o estilo “macho pacas” do gaúcho invocado, com direito a muitos palavrões. Ou seja, é proibido para menores, ouvidos (e opiniões) sensíveis. Vejam embaixo:


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22 de jun. de 2010

Copa do Mundo

A Copa do Mundo está em todos os cantos da internet, e um dos vídeos mais divertidos sobre o tema é de um grupo de fanáticos que simulam os melhores momentos do Mundial usando bonecos Lego. O mais visto é a partida entre Estados Unidos e Inglaterra.

(Fonte: Bombounaweb)































Copa do Mundo

Se seu vizinho estiver assistindo ao jogo,

via radinho de pilha,

vai gritar gol do Brasil

primeiro do que você


Ronaldo, o Fenômeno, pentacampeão, em 2002, postou no seu micro-blog, além de comentários sobre o jogo do Brasil, colocou uma reclamação: “Minha TV está cinco segundos mais lenta. A galera da Viaboim (praça de Higienópolis –São Paulo) vibra antes de passar o gol aqui em casa”. Realmente está sendo uma das grandes chateações para quem está assistindo aos jogos do Brasil, via TV a cabo (digital).

E o problema chama-se delay (que traduzindo para o Português seria atraso). Na realidade o tempo que o sinal da transmissão percorre para que os dados subam e desçam do espaço à Terra. No delay analógico o sinal demora cerca de um quarto de segundo para ir até o satélite e outro para voltar até a base, no máximo. Ou seja, se a transmissão for enviada para todo o País, o sinal ainda precisa fazer outra viagem de ida e volta até chegar às telinhas, o que pode acrescentar um pouco mais de atraso.

Mesmo com toda tecnologia de geração e de captação de imagens (atualmente chegando ao 3D) a transmissão ainda é o maior problema. A tecnologia analógica é a que demora menos tempo para executar todo o processo que é necessário para à transmissão digital, a mesma oferecida pela maioria das operadoras de TV a Cabo.

O caminho é longo. O sinal sai da geração (estádio de futebol, mesa de corte ou suíte de imagens, por exemplo), depois vai ao satélite. Após ser rebatido pelo satélite, o sinal tem que ser codificado, comprimido e transformado em formato digital. Parte desse processo é desnecessário no sistema analógico. Mesmo assim, há espaço suficiente para alocar vídeo e som de boa qualidade, mesmo em transmissão ao vivo. Em contrapartida, para assistir a uma programação em melhor resolução, o usuário tem mesmo que aguardar, em média, cinco segundos a mais para que a transmissão chegue ao seu televisor, seja ele de que formato for.

A promessa das operadoras de TV a Cabo é que isso acabe quando o modelo analógico não for mais maioria. Assim, segundo eles, o delay será reduzido a padrões semelhantes ao do rádio. Esta será a primeira Copa do Mundo com transmissão digital em grande escala. Esse processo começou em 2006. Hoje, cerca de 30% da base de assinantes têm sinal digital. Pelo andar da carruagem o fim do problema ainda demora mais alguns anos ou talvez mais uma Copa do Mundo.

As empresas se justificam dizendo que mesmo com atraso vale a pena acompanhar um jogo de futebol pela tevê com imagens nítidas e boa resolução com o som surround de 5.1 e com toda a sensação de estar em um estádio. Mas eu acredito que não é bem isso que a maioria deseja, pois eu mesmo não gostaria de ver uma imagem linda, um som maravilhoso e ser interrompido no meu deleite audiovisual pelos gritos esbaforidos do meu vizinho comemorando um gol que eu ainda não vi. Ou seja - estou pagando para assistir a um videotape de alta qualidade onde, mesmo sendo ao vivo, o que não importa é a instantaneidade da informação. Questão de gosto.

Esse delay não é apenas privilégio de eventos como a Copa do Mundo, mas em treinos de corridas de Formula 1 e Fórmula Indy, por exemplo, o problema é ainda mais grave. A pessoa que está em casa assistindo às 500 Milhas de Indianápolis não vê nem o treino e nem a corrida ao vivo, pois o delay é de oito segundos. Oito segundos é aproximadamente 1/5 do tempo que viraram os mais rápidos pilotos do Carb Day durante o treino final que antecedeu a corrida deste ano.

A Sky explicou alguns pontos sobre o problema. Segundo eles quanto maior a qualidade da imagem maior será o delay, pois "trata-se de uma característica de qualquer sistema de TV digital". É estranho, mas o delay é ocasionado por uma 'eficiência...' e isto é o que você perde por ter que comprimir um sinal com maior qualidade. Mas ainda tem outra: uma das maiores causas de delay é a entrega do sinal, desde a programadora, até o centro de transmissão da SKY.

O cálculo da SKY é um pouco diferente do que a gente consegue perceber na vida real. Segundo eles afirmam, um processamento MPEG2 provoca de 2 até 5 segundos de delay, o caminho do centro de transmissão até o satélite e deste até o assinante provoca mais 250ms de delay (1/4 de segundo). Essa é a parte que eu não concordo: "Se for feita uma comparação entre o delay de uma TV por assinatura via satélite e uma por cabo, considerando que o canal chegue ao centro de transmissão com o mesmo delay e considerando a mesma eficiência de processamento para compressão, o delay da operação via satélite seria apenas 250ms maior que o do cabo", finalizam. Pois é, e considerando que meu rádio e minha TV analógica não estão "malucos" eu não posso concordar com isso e nem com essa conta.

Minha sugestão: compre um radinho e faça este teste em casa. Se o seu vizinho estiver assistindo o jogo pela TV analógica, você, com a sua arma secreta (o rádio) vai gritar gol antes dele. Assim, não fica tão feio você ter gasto uma grana alta comprando uma TV Digital e uma assinatura de TV a Cabo. Lembre-se, para que isso acabe ainda será necessário que a quantidade de TVs analógicas seja inferior à de TVs de formato digital. Como vai demorar ainda alguns anos, então, quando for assistir aos jogos, leve seu radinho de pilha.

(Fonte: Portal Terra)

21 de jun. de 2010

Passando tempo com o Super Mario Bros,
"bailando" ao som de violino