14 de jan. de 2010

e

Humberto Teixeira na
Música Popular Brasileira

Na estreia do filme Lula, o filho do Brasil, em Brasília, logo no início, foi tocada a música Asa Branca e apresentada como uma das obras mais importantes de música popular brasileira como sendo de autoria de Luiz Gonzaga. Alguém, lá na plateia, teve vontade de gritar: “Não é de Luiz Gonzaga, não. Essa música é de autoria de Humberto Teixeira!”.A reação solitária foi da atriz Denise Dummont, filha do cearense Humberto Teixeira (1915/1979)e parceiro de Luiz Gonzaga, e que há anos vem resgatando a importância do pai no cancioneiro popular como compositor. Autor de Asa Branca, Baião, Assum Preto, Baião de Dois ou Adeus Maria Fulô. Pouca gente sabe, porém, os nomes dos autores dessas músicas.
E para reparar essa injustiça, a atriz produziu o filme, dirigido por Lírio Ferreira, O Homem que Engarrafava Nuvens, reunindo depoimentos de Gilberto Gil, Bebel Gilberto, Belchior, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), David Byrne (Talking Heads), Otto e Daniel Filho - além de muita música.
Humberto Teixeira ajudou a transformar o baião, um ritmo regional, em parte do alicerce da MPB, ao lado do samba.


Guerra gravada na pele


O filme Tattoo under fire, da documentarista norte-americana Nancy Schiesari, traz um retrato intimista e original do impacto da guerra sobre a atual geração de recrutas. Como cenário, um estúdio de tatuagens, o River City Tattoo, a poucos metros da maior base militar do país. Na reportagem de Dorrit Harazim, publicada na recente edição da revista Piauí, o foco é Fort Hood, a maior base militar dos Estados Unidos.
Em extensão (878 quilômetros quadrados) e população (quase 65 mil homens e mulheres das Forças Armadas, somando-se os agregados). Quem está em Fort Hood carrega embaixo do uniforme doses variáveis de ansiedade, patriotismo, amargura, trauma ou valentia. Foi ali que, na manhã de 5 de novembro passado, um major psiquiatra, às vésperas de ser despachado para a guerra, teve um surto psicótico e fuzilou treze pessoas, além de ferir outras trinta. Coube a uma documentarista e professora de cinema da Universidade do Texas, sem qualquer vínculo com o universo militar, fazer um registro inédito do estado d'alma dos que partem e retornam da guerra. Ao longo de quase quatro anos, entre 2005 e 2009, Nancy Schiesari frequentou periodicamente um estabelecimento com ares de loja de conveniência de beira de estrada, que fica a poucos metros da entrada principal de Fort Hood. Um sinal luminoso kitsch em forma de estrela informa que funciona ali um estúdio de tatuagem, o River City Tattoo. Desde que abriu as portas cinco anos atrás, a dona da loja, Roxanne Willis, quase não consegue fechá-las - mesmo noite adentro há sempre mais um soldado atravessando a rua para marcar o corpo com suas fantasias e assombrações.


Os inquilinos
A problemática social do Brasil é focalizada sem especularização da violência mostrada em filmes recentes sobre o tema. Em Os Inquilinos, de Sergio Bianchi, que estreia neste mês o enfoque é sutil, pois mostra a rotina de uma família da periferia, brutalmente rompida com a chegada de novos vizinhos, ostensivamente criminosos e barulhentos.A impotência do cidadão comum diante das múltiplas agressões que sofre no seu cotidiano.

13 de jan. de 2010

e a compara a Madre Teresa
De O Globo:
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, lamentou a morte da fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Britto, que foi colega de Zilda no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, afirmou que a médica está no mesmo patamar de personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.
A seguir, a íntegra da nota:
"A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.
Raras são as pessoas desse quilate espiritual, capazes de renúncias desse porte. Zilda Arns inclui-se numa seleta galeria de seres humanos integrais, em que figuram personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.
São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo. São beneméritas da humanidade, cuja biografia vale por um tratado de direitos humanos.
"É uma morte bonita, no cumprimento da causa em que acreditava" .
Dom Paulo Evaristo Arns sobre o falecimento de Zilda Arns, sua irmã, no Haiti

12 de jan. de 2010

As raízes cearenses
de Marina Silva

O que a postulante à candidata à Presidência da República, Marina Silva (aliás minha candidata), tem a ver com esses personagens do filme abaixo (Soldados da Borracha) e com o Ceará? O filme conta a história de muitos brasileiros, principalmente cearenses, que durante a II Guerra Mundial, foram para o Acre extrair látex, cortando seringa.
Aos 19 anos, o seu pai, o cearense Pedro Agostinho da Silva, desembarcou no Acre com a promessa de melhorar de vida na Amazônia. As promessas eram mentiras do governo Getúlio Vargas. Ele tirava três latas de leite de látex diariamente. Do que ganhava, tinha que dar a metade ao dono do seringal e outros 20% ao gerente.Oito anos depois, Pedro mandou buscar a mãe e a noiva Maria Augusta. Casaram-se e tiveram onze filhos; oito deles sobreviveram - sete mulheres e um homem. A única a ter frequentado escola foi Osmarina, nome de batismo da senadora Marina Silva...