11 de jan. de 2010


Caro Francis

Breve nas telonas o documentário sobre um dos mais polêmicos jornalistas brasileiros: Paulo Francis (1930/1997). Caro Francis, de Nelson Hoineff (o mesmo diretor de Alô, Alô Terezinha –Chacrinha) apresenta um Francis multifacetado, gentil, generoso e crítico. O filme traz depoimentos de colegas de profissão, de políticos entre outros. E também focaliza seu último embate que o levaria à morte: em 1966, no programa Manhattan Connection (GNT) ele declarou que a diretoria da Petrobrás formava uma "quadrilha" e tinha "contas na Suíça". A leviandade provocou uma ação judicial dos diretores da estatal. Segundo amigos mais próximos o estresse desencadeado contribuiu para o ataque cardíaco fulminante.
Street View (1)

Google fotografa São Paulo
para o serviço Street View

O Google começou essa semana a registrar imagens de ruas da Grande São Paulo para o serviço Street View. A empresa colocou na cidade 30 carros equipados com um conjunto de nove câmeras cada um, para a captura de imagens em 360 graus. As fotos devem ficar disponíveis na internet, o que causa polêmica pela exposição dos pedestres.
Belo Horizonte já recebeu a novidade, a próxima cidade brasileira da lista é o Rio de Janeiro. A captura de imagens começou pela avenida Paulista, mas deve seguir até as favelas. Para isso, o Google não descarta a possibilidade de contar com proteção policial em locais perigosos.
O serviço já está disponível em 28 países. Na Inglaterra e Suíça os carros de captura foram recebidos com protestos. A polêmica é que as câmeras registrem situações constrangedoras para os pedestres, que poderão ser vistas pelo mundo inteiro.
Fonte: Comunique-se


Street View (2)
Como funciona
O Google do Japão produziu uma animação para explicar o funcionamento do Google Street View. O recurso, disponível no Google Maps, permite que o internauta viaje por várias cidades do mundo, sem sair do seu computador. Para isso, o Google possui carros equipados com uma poderosa aparelhagem para captação de imagens em sequência.A animação foi muito bem produzida e consegue realmente passar a ideia de como o serviço funciona. Aqui no Brasil, o Google Street View é feito em parceria com a Fiat. São 30 automóveis Stilo que percorrem três cidades: São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.O Google Street View já causou algumas polêmicas por, eventualmente, ferir a privacidade de pedestres. Para isso, a animação mostra como funciona a detecção de eventuais problemas na imagem, e como são corrigidos esses problemas.Vejam, abaixo a animação do Google do Japão:


e

8 de jan. de 2010

Entidades entram com três ações
contra Boris Casoy e Band
O Sindicato dos Trabalhadores de Empresa de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes (Fenascom) entraram com três ações contra o jornalista Boris Casoy, sendo uma delas criminal. Em duas ações, a Band também é citada.Contra jornalista e emissora, as entidades ingressaram com ações de reparação civil em nome dos dois garis, Francisco Gabriel e José Domingos de Melo, que após desejarem feliz ano novo ao final de uma reportagem, motivaram a declaração de Boris. A outra ação contra a empresa e o jornalista é de indenização por danos morais em favor de toda a categoria. A terceira ação, essa somente contra o apresentador, é por crime de preconceito. O valor do ressarcimento não foi estipulado pelo advogado, que deixou a decisão ao juiz que analisará o caso.“A Fenascom já entrou com uma ação de indenização em prol dos mais de 350 mil trabalhadores que foram ofendidos. Agora vamos propor a ação criminal e de reparação civil aos dois garis”, explicou Francisco Larocca, advogado que cuida do caso.No dia 31/12, em um vazamento de áudio durante o jornal, Boris disse que os garis apresentados em uma reportagem estavam “no mais baixo na escala de trabalho”. No dia seguinte o apresentador pediu desculpas ao vivo, mas o caso ganhou repercussão nacional.
Sobre a declaração do jornalista, Larocca diz que nunca viu um fato parecido. “De uma pessoa renomada e conhecida no meio jornalístico, é a primeira vez que vejo. Essa classe é bem reconhecida pela sociedade pelo serviço que presta, por isso nunca vimos uma ofensa assim”, declarou.
Fonte: Comunique-se
Revejam o polêmico vídeo:

7 de jan. de 2010


Ricardo Guilherme (E), como Peraldiana, ao lado de Lúcio Leon (coronel Puxavantes)

Ricardo Guilherme, 40 anos de Teatro


Fui na última terça-feira ao espetáculo Brasileiríssimo, de Nelson Rodrigues (no Teatro José de Alencar) que iniciava as comemorações dos 40 anos de vida teatral do do ator Ricardo Guilherme. À época em que eu fazia crítica de Teatro percebia que o forte interpretativo do ator era, essencialmente, a carga dramática com que ele substanciava seus personagens. E, ainda continua com o mesmo vigor cênico. Parabéns, velho amigo (um dos poucos que ainda continua por aqui a encenar, mesmo com todas as dificuldades financeiras inerentes àqueles que teimam em fazer a arte secular).E apresento a vocês caríssimas e caríssimos internautas, a última crítica que fiz, para a minha revista impressa Singular, sobre o desempenho de Ricardo Guilherme, em 2007, na peça O Casamento da Peraldiana, de Carlos Câmara. Ele fez a personagem principal.


FEIRA DE RISOS
O crítico de artes Rubens Ewald Filho costuma lembrar que “morrer é fácil, difícil é fazer comédia”. O axioma cai uma luva para qualificar a temporada da Comédia Cearense, encenando o musical O Casamento da Peraldiana, de Carlos Câmara. E acrescento ao enunciado do crítico: é mais difícil provocar risos/aplausos torrenciais quando o espetáculo é exibido numa sala na qual o palco está inserido no meio da plateia e desprovido de rotunda, de pano de fundo e de outros acessórios cênicos.É o caso da encenação da Peraldiana, no Teatro de Arena Aldeota. O modelo de teatro similar exige, e muito, dos encenadores, pois o público está acomodado em todos os lados, dificultando uma melhor flexibilidade no manejo da cenografia, principalmente objetos de cenários.

Só que a trupe, comandada pelo experiente diretor Haroldo Serra, convive com essas restrições e alcança o fundamento básico: a empatia com a plateia.A peça, uma comédia de costumes cearenses, ambientada em meados do século XX, acontece ao redor de Peraldiana, uma viúva interiorana que vem a Fortaleza, cidade impregnada de estilo social/comportamental avançado para os seus padrões nativos.Na Capital, ela encontra um outro sertanejo, o coronel Puxavantes, que passa a assediar a donzela. A obra de Carlos Câmara tem o foco no conflito rural/urbano, permeando com aspectos arquitetônicos da antiga urbe e acrescentando o humor às nuances da sociedade fortalezense que o tempo levou.No papel principal Ricardo Guilherme, nem de longe, lembra aquele ator umbilicalmente encenador dos personagens trágicos de Nelson Rodrigues. O que, aliás, sempre o fez com competência e devoção. Não. Como Peraldiana, ele revira o baú do seu talento e traz para a luz do palco uma interpretação, no mínimo, primorosa, trazendo para si toda a responsabilidade de comandar a barulhosa feira de risos que é o Casamento da Peraldiana. Detentor de domínio absoluto de palco, Ricardo Guilherme dança, saracoteia, “sua a camisa” (no caso o vestido), imprimindo um ritmo contagiante e sacramentando casamento e cumplicidade, também com a plateia.Até nos gags visuais, o ator se assemelha à picardia de Chaplin, permeando trejeitos burlescos e olhares, às vezes de soslaio, enfaticamente zombeteiros.