26 de dez. de 2009


foto foi tirada dentro do avião que os levou aos EUA
Pai e filho aparecem sorrindo, felizes
A rede de TV americana NBC divulgou imagens em que David Goldman e seu filho Sean aparecem sorrindo, aparentando felicidade pelo reencontro. As fotografias foram tiradas dentro do avião fretado pela NBC, na viagem de volta aos EUA, após uma batalha judicial com a família brasileira do garoto. Segundo a reportagem, que mostrou cenas de carinho entre o pai e o filho, Sean a princípio estava reservado, mas logo se abriu, brincou bastante e até começou uma guerra de comida dentro do avião. "É um milagre de Natal", disse David Goldman, durante a entrevista. Em outro trecho divulgado pela NBC, Goldman disse que, "com o tempo", vai permitir que a avó de Sean o visite nos Estados Unidos. Em entrevista concedida à rede de TV norte-americana NBC, que fretou o avião para levar pai e filho para os Estados Unidos, Goldman falou emocionado sobre o reencontro.
Fonte: Coluna do Cláudio Humberto

25 de dez. de 2009


Finalmente o caso do garoto Sean Goldman, nove anos, foi resolvido. Depois de uma longa batalha judicial, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, determinou que a criança fosse entregue ao pai biológico, o norte-americano David Goldman. Acompanho o caso desde o ano passado, quando a imprensa brasileira, pela primeira vez, via a revista Piauí, abordou o problema que vinha se arrastando desde 2004. E o restante da mídia brasileira continuava calada, pois a questão envolvia gente poderosa (família do jurista Lins e Silva) do lado materno do garoto.
Mas, a questão é outra.
A raiz do problema está lá atrás, quando a mãe do menino foi dos Estados Unidos para Paris, em viagem de turismo, e de lá veio para o Brasil. Chegando aqui, ligou para o pai (nos Estados Unidos) dizendo que não voltaria mais. E, arranjou outro marido. Ela morreu quatro anos depois (2008).
Ora, é cristalino o direito, em caso de desaparecimento de um dos pais, a guarda do filho fica com o outro, neste caso com o pai. Só em caso, de comprovado, pela Justiça, o despreparo (por algum motivo que seja) , a guarda do menor é destinada a outros abrigos. Primeiro, os avós maternos ou paternos.
O problema, que deveria ser resolvido entre os familiares do pequeno, logo após a morte da mãe, na base do entendimento, tornou-se uma batalha jurídica e também política entre Brasil e Estados Unidos.
Finalmente, a Justiça brasileira operou com sabedoria, devolvendo a criança a quem de direito: o pai. Agora, compete à justiça norte-americana acompanhar o comportamento do pai na criação do filho. Aí, é uma outra história que começa com a convivência entre os dois.