11 de set. de 2009


É sabedoria aposentar –se
com a produtividade plena

O juiz Germano Silveira Siqueira considera rica a sua experiência com o cargo de relevância na Justiça do Trabalho. Ele ocupa a diretoria de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (ANAMATRA), mesmo sacrificando sua atuação como presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 7ª Região (Amatra VII).
Ele foi entrevistado por este blog:
Qual o pensamento do senhor sobre a regulamentação de licença de magistrados para exercerem presidência de entidades de classe, em julgamento pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)?
A licença associativa é absolutamente essencial para a vida das entidades de classe e para a eficaz representação dos associados. Quem diz não sou eu, é Max Weber que registra em sua clássica obra Economia e Sociedade que “a existência de uma associação depende por completo da presença de um dirigente”. Claro que se uma proposta de trazer um dirigente para a jurisdição vier a vingar teremos o fechamento branco das associações, já que o trabalho na judicatura é extenuante e toma por completo a vida do juiz e, mais uma vez, quem diz isso não sou eu, é uma das mais brilhantes ministras do STF, a ministra Carmen Lúcia, que no julgamento do Mandado de Segurança n.25.938 deixou dito o que todos sabem, ou seja, que “a magistratura demanda exclusividade de desempenho, até mesmo porque com menos de oito horas não é possível se atender às demandas que o cargo de juiz reclama”. Por outro lado, a proposta que atualmente tramita no CNJ, mas que parece não encontrar muito apoio, destina-se a vedar a licença para apenas algumas associações, as menores, como se os juízes associados a essas entidades pudessem ser tratados como magistrados de segunda e terceira classes, inclusive contra o que já foi inclusive decidido na ADI 3854, que estabeleceu que todos os juízes no Brasil têm direito a um só tratamento , por uma mesma lei, submetidos às mesmas vantagens , benefícios e restrições. As Associações são hoje , após a LC-60, que permitiu o afastamento da jurisdição, um grande ponto de referência no movimento institucional brasileiro, com importância no combate ao nepotismo e ao trabalho escravo, por exemplo, além de conquistas corporativas. A proposta traz o risco de séria regressão desses avanços, caso aprovada.

O que pensa a diretoria da Amatra sobre a proposta de emenda à Constituição n° 457/2005, pendente de exame pela Câmara dos Deputados, que eleva a idade de aposentadoria compulsória, no serviço público, de 70 para 75 anos de idade. Que tipo de prejuízo, se for o caso, a emenda seja aprovada, para as carreiras da magistratura e do ministério público?

As entidades associativas da magistratura são contra aprovação da PEC n.457 por entender, essencialmente, que a medida, caso aprovada, engessa as mais diversas carreiras no setor público, inibindo a salutar progressão funcional no campo da magistratura, do ministério público, da docência, só para citar alguns exemplos. Vivemos um tempo em que muitos profissionais já se preparam para exercer mais de uma profissão ao longo da vida e isso é que deve ser estimulado. Se a aposentadoria precoce é pouco recomendada do ponto de vista da saúde, não se pode também ter apegos conservadores a um projeto de vida solidário com os mais novos. Aposentar-se numa faixa de produtividade plena, propiciando que outros galguem postos mais elevados, parece-me sinal de sabedoria.

Com o advento da Emenda Constitucional n° 45/2004, atribuiu-se à Justiça do Trabalho competência para julgar lides de natureza diversa. Nestes quase cinco anos depois da reforma no Judiciário, a Justiça do Trabalho, especialmente na 1ª Instância, ainda continua resolvendo somente conflitos trabalhistas? Como as modificações juntadas às antigas competências da JT estão sendo absorvidas pelos juízes?

Na verdade esperava-se mais ações novas do que as chegadas. Esse número menor de demandas decorre de um universo muito complexo que passa desde a reação de segmentos do próprio Judiciário, passando pela advocacia, até pela necessidade de aprovação de lei sobre o tema da competência. Há projeto na Câmara, ainda sem acordo para votação, que deverá regular a matéria. De todo modo os juízes do trabalho estão amplamente preparados para examinar toda e qualquer causa que lhes sejam submetidas, dentro do padrão de rapidez e eficiências que os caracteriza, e a prova disso tem sido os novos parâmetros das ações acidentárias.

9 de set. de 2009



Uma professora de ensino fundamental, de 28 anos, foi demitida após um vídeo em que ela aparece dançando sensualmente ao lado de um grupo de pagode, em Salvador, cair na internet. As imagens foram registradas, em meados de junho deste ano, por várias pessoas que estavam na plateia de uma casa noturna e usaram câmeras de celular.
Comentário meu: Acho isso (a demissão) uma hipocrisia do tamanho de um bonde.Ora, pra começar, a moça não estava em seu local de trabalho. Não faltou ao seu compromisso profissional. Estava em ambiente público, frequentado por adultos e o rosto dela não aparece no vídeo. Pelo que li, o grupo de pagode O Troco vem fazendo esse tipo de exibição em praça pública, em Salvador, convidando moças da plateia para a coreografia da música Todo enfiado. E ninguém censura. Aliás, vi uma entrevista dela, no programa do Geraldo na TV Record (vejam o vídeo), e percebi a segurança com que falava sobre o propalado “flagrante”. Assumiu o que fez, embora não soubesse que estava sendo filmada.
Já que ela foi “eliminada” do magistério, tem mais é que começar uma outra profissão, por exemplo, a de dançarina de grupo de pagode, posar na Playboy, fazer comerciais. Ganhar dinheiro.
Porque ginga a morena extrapola.
Ainda mais, vinha ganhando um aviltante salário de professora, com certeza, estava condenada a passar o resto da vida frustrada, comendo pó de giz, e na “pendura” .
Agora, é saber aproveitar a repentina fama.
Deus escreve certo por linhas tortas (e que -linhas - e pernas que a baiana tem!)

8 de set. de 2009

Você está em dificuldades para abrir cerveja, que não seja por isso. Aqui vão 70 dicas.








O livro, contando a história de um dos maiores jogadores do futebol cearense, está escrito. Só falta ir para o prelo. Seu personagem, porém, não verá seu lançamento: Mozart Gomes faleceu ontem.
Os leitores da Singular leram, na edição de agosto de 2007, depoimento do autor da biografia autorizada do ex-craque Mozart, o escritor e funcionário público Saraiva Jr. Aqui reproduzido:


“A história do futebol cearense e de seus principais astros ainda tem muito para se contar. No que diz respeito às biografias, então, existe um grande vazio. Não se pode negar que o futebol alencarino foi um celeiro de craques, inclusive com destaques nacionais, como foi o caso de Pacoti, Babá, Fernando Sátiro, Mirandinha, Dudu Cearense e Mozart Gomes. Todos esses jogadores, infelizmente carecem de uma biografia.
Decidi escrever, como admirador de seu futebol, a história de Mozart Araújo Gomes, o Mozarzinho, sem dúvida, um dos maiores jogadores de futebol cearense de todos os tempos. E olha que não estou sozinho com essa afirmação. Compartilham dela ilustres jornalistas, como o conhecido Tom Barros e o saudoso Blanchard Girão. Filho do tenente do exército, Francisco Mozart Cavalcante Gomes e de dona Maria Alzira Araújo Gomes, Mozarzinho iniciou sua carreira muito cedo e aos 16 anos de idade, em 1956, fora convocado para a seleção cearense de futebol.
É interessante mencionar que o tenente Mozart foi de roupeiro a técnico e presidente do Fortaleza Esporte Clube, no fim da primeira metade do século XX. Outra observação importante é que seu tio França, pelo lado materno, foi um dos grandes craques e goleador do Pici. E o inesquecível ponta-direita Moésio Gomes, seu irmão. Não é à toa quando se diz que Mozarzinho nasceu em um ninho de craques.
Seu futebol brotou em meio aos campos de pelada do bairro da Gentilândia, na capital cearense, e despontou pelo Fortaleza Esporte Clube, Remo de Belém, Náutico de Pernambuco e o Fluminense do Rio de Janeiro, seus principais clubes. Em 1957, em sua melhor fase, jogando pelo Náutico Atlético de Capibaribe, ele teve seu nome lembrado para compor a seleção brasileira de futebol que iria fazer uma excursão pela América Latina, visando à preparação da Copa do Mundo de 1958.
Lembro-me da primeira vez em que vi Mozart jogando; foi pelo América, em 17 de abril de 1964, que aplicou uma goleada de 4 a 1 contra o Ceará Sporting Clube. Ele fez de tudo naquele jogo e saiu como herói da partida. Poucos anos depois, passei a residir em Fortaleza e pude presenciar outras partidas com Mozart. Em minha opinião, ele conseguiu reunir o talento de três grandes craques do futebol mundial, por causa das arrancadas no contra-ataque e dos dribles desconcertantes nos marcadores, ele lembrava, por antecipação, as jogadas do craque argentino Diego Maradona; ao fazer de conta que iria driblar para o lado direito e, numa fração de segundos, ajeitar a bola para a perna esquerda e soltar uma bomba, quase sempre indefensável ao goleiro, ele lembrava o craque Rivelino; ao jogar de cabeça erguida, demonstrando uma visão total do campo, ocupando seus espaços com inteligência e movimentando-se entre os adversários, sempre receptivo a receber a bola de seus companheiros, sem errar no passe de bola, Mozart se fez um excepcional jogador de futebol.
Foi uma pena que a bebida, as paixões desenfreadas e o consequente aumento de peso tenham quase sucumbido sua brilhante carreira de jogador de futebol. Ele ainda daria a volta por cima ao retornar do Rio de Janeiro e fazer belas atuações pelos grandes times cearenses, como Fortaleza, América, Ferroviário e (pasmem!) Ceará, na década de 60”.

Mozart, jogando pelo Fluminense. É o segundo, agachado, da esquerda para a direita



Mozart sendo entrevistado pelo seu biógrafo, Saraiva Jr.


Maradona Urgente! A Argentina virou pó!
Ciro Botelho
O Brasil ganhou da Argentina. Para o delírio do Galvão e desespero do Maradona! A Argentina virou pó! Por isso que o Maradona é treinador da Argentina: essa seleção é uma droga! E o Maradona tá um rolha de poço! Avisa pro Maradona que quem gosta de gordura é detergente! Ele devia mudar de esporte. Devia lutar sumô com o Ronaldo Fofômeno!
E vocês viram o desfile do Sete de Setembro? Bem patriótico. Só faltou a VANUSA CANTANDO O HINO! Por que o Lula não convidou a Vanusa? Viva o Brasil! Viva a independência! Só que o grito do brasileiro não é mais Independência ou Morte, é INADIMPLÊNCIA OU MORTE. Tá todo mundo endividado!
A situação do país tá tão braba que perua, no lugar do bobs, tá usando cartucho de papel higiênico. E por falar em pobreza, acabei de receber o meu salário. É o famoso salário-menstruação: vem uma vez por mês e dura três dias.
E atenção, internautas! O site Éramos 6 criou o KIT TORMENTO: um livro do Sarney, uma camisa do Fluminense e um DVD com a Vanusa cantando o hino!
E o encontro do Lula com o Sarkozy? O Lula vai comprar 36 aviões franceses!? Avisa pro Lula que o único avião francês que vale a pena é a Carla Bruni. Isso que é avião francês! E o Lula vai comprar submarino também. Ótimo, se o Brasil afundar já temos submarino!
Mas o grande babado da semana é o PRÉ-SAL. Lula lança o pré-sal. Será que o Brasil agora vai sair do Pré-juizo? Mas eu acho que o Brasil precisa de um pré-sal grosso. E pra aguentar o Lula, um pré-sal de frutas! E PRA TERMINAR, uma piada diretamente de Lisboa! O português comprou aquele livro de posições sexuais, o Kama Sutra. Aí resolveu treinar com a mulher: "Maria, você passa o seu braço por aqui e eu passo a minha perna pro outro lado, você coloca o cotovelo pra trás, assim, agora eu levanto a coxa, passo por cima da perna e AAAIII. "O que foi, Joaquim, não gostaste da posição?" "É que eu acabei me enrabando."
Fonte: coluna do Cláudio Humberto