7 de set. de 2009

Nasce uma diva
Com gingado e trejeitos a lá Carmen Miranda e Elis Regina, Roberta Sá é a nova luz que surge no cenário da Música Popular Brasileira, seguindo pela tradição brasileira, priorizando o samba. Ela acaba de lançar seu primeiro DVD, Pra se ter alegria, e já recebeu aprovação do público e da crítica. No disco também participam Chico Buarque, Ney Matogrosso e Yamandú Costa dando boas-vindas à nova estrela.


Obra de Portinari
voltará ao Brasil

Depois de 53 anos que saiu do Brasil para a sua moradia definitiva (hall de entrada da sede da ONU, em Nova York), a obra de Candido Portinari, Guerra e Paz, poderá ser apreciada, no Brasil, no próximo ano.
O conjunto da obra são dois paineis, e é considerado o melhor trabalho de Portinari (1903/1962), medindo cada um 14 metros de altura por 10 metros de largura. Guerra e Paz foi uma encomenda feita a Portinari, em 1952, pelo governo Getúlio Vargas, um presente do Brasil às Nações Unidas. Os painéis não foram erguidos logo que chegaram aos Estados Unidos, pois os EUA viviam a era marcarthista, uma obsessão anticomunista, e como Portinari tinha relações com o comunismo, sua obra ficou na “geladeira”. A peça artística, segundo o próprio autor disse certa vez, foi dividida em duas: Guerra, para quando os delegados chegassem ao prédio, deparassem com o painel e, quando estivessem saindo do prédio, sua última visão fosse a da Paz. Depois de muitos apelos do Brasil é que finalmente a obra foi erguida. Portinari foi convidado para a inauguração, mas de forma informal. Ele queria ser convidado oficialmente, pelo governo norte-americano. O que não aconteceu. Ele não compareceu ao ato.
A possibilidade de Guerra e Paz voltar a ser visitada por brasileiros, no Brasil, surgiu devido a reformas que acontecerão no próximo ano, no prédio da ONU.

Filme histórico (sem áudio) enviado pela ONU para
os familiares de Portinari sobre a montagem e
inauguração da obra no hall da ONU. A solenidade foi sóbria.

Já nos tempos da Independência do Brasil, que a manipulação de imagem acontece por aqui. O quadro famoso de Pedro Américo, O Grito do Ipiranga, nada tem a ver com os fatos acontecidos, em 7 de setembro de 1822. O óleo sobre tela não registra exatamente o momento em que D. Pedro I disse a famosa frase: “Independência ou morte!”. Enquanto, fato histórico era proclamado, em 1822, o pintor Pedro Américo só foi terminar de pintar o quadro em 1888, em Florença, na Itália. A obra foi encomendada pela Família Real, que investia na construção do Museu do Ipiranga, hoje oficialmente chamado Museu Paulista, que fica em São Paulo. Porém, pesquisadores indicam várias incorreções na obra: a guarda e o imperador estariam montados, não em cavalos, mas em mulas, mais adequadas para longas viagens; não haveria construções nem carreiros, no local; a cena teria sido num colina e não às margens do Ipiranga e os uniformes representados só seriam adotados mais tarde. Até dizem que naquela ocasião, D. Pedro I estava, no matinho, tentando diminuir uma dor de barriga danada.


Uma voz suave na II Guerra
Olhem aí em cima a preciosidade que encontrei, vasculhando o You Tube: a cantora Vera Lynn, cantando, animando os soldados ingleses que partiam para o maior conflito sangrento da humanidade: a II Guerra Mundial. Nesta semana estão sendo lembrandos os 70 anos da invasão da Polônia pelos alemães, o país mais castigado, individualmente, pois morreram 6 milhões de pessoas, o equivalente a 17% da população.Hoje, Vera Lynn está com 92 anos, e foi relembrada nesta semana como a pessoa mais velha a figurar na lista dos álbuns mais vendidos entre os britânicos. Na juventude, era dona de um timbre de voz doce, traços suaves e com um repertório romântico. A estrela da música inglesa, teve suas melodias, suavizando, um pouco, o clima de tensão que tomava conta das tropas.

6 de set. de 2009


Marketing da fé

De novo, ontem, depois da vitória do Brasil sobre a Argentina (3x1), os jogadores fizeram uma roda no meio do campo e foram orar. Desta feita, agradecendo a Deus, pela classificação, antecipada, do Brasil para a próxima Copa do Mundo, em 2010, na África do Sul. Não sou contra momentos de rezas, até que faz bem a alma: reconforta infelizes, louva a felicidade, agradece graças alcançadas...e por aí vai.

O que acontece, porém, no time de Dunga, é o avanço religioso, na equipe, comandado pelo capitão do time, o “pastor” evangélico Lúcio, que não perde oportunidades para fazer marketing de fé...da sua crença. Kaká, outro líder da turma de orações, vai mais longe. O craque está a caminho de ser pastor da igreja Renascer em Cristo (aquela comandada por Estavam e Sônia Hernandes, acusados de, entre outros crimes, lavagem de dinheiro). E leva mensagem da tal igreja, em tudo que pratica. E já conseguiu “arrancar” dinheiro de outros famosos (Beckham, Dida, Ronaldinho Gaúcho, Pato...) para “as obras sociais”, tuteladas pelo casal, com contas a prestar diante da justiça.

A maioria dos religiosos da seleção brasileira é fiel a dar o dízimo (doação de 10% de quanto a pessoa ganha). Sabe lá, pra aonde vai esse dinheiro, enriquecendo aproveitadores. A Igreja Universal tem um rico patrimônio (arrancado dos dízimos): até a poderosa Rede Globo estremece diante do poderio crescente da TV Record, pertencente ao bispo Edir Macedo.

Resumindo a parada: isto é a manipulação da fé.

Dos jogadores que praticam votos religiosos, fico com a ação do católico Gomes, em praticar o seu dízimo, de forma direta. No fim do ano, ele pega cartas no Correio e dá cestas básicas e realiza desejos e necessidades das pessoas, sem intermediários.



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