Depois do dentista
Este vídeo é uma dica da minha filha Bárbara, 16 anos.
O menino americano David, sete anos, ficou muito doidão, depois que foi ao dentista... e o pai dele filmou.
SINGULAR é uma revista virtual antenada com o que acontece por aí nos mais variados matizes. E editada pelo jornalista Eliézer Rodrigues.
1 de jul. de 2009

Desenhista cearense
faz sucesso no mundo
Ele é cearense, mora em Limoeiro do Norte, e faz parte de uma indústria que movimenta anualmente 330 milhões de dólares com a venda de histórias em quadrinhos.
faz sucesso no mundo
Ele é cearense, mora em Limoeiro do Norte, e faz parte de uma indústria que movimenta anualmente 330 milhões de dólares com a venda de histórias em quadrinhos.
José Edilbenes faz sucesso desenhando super-heróis para a DC Comics, a segunda maior editora de quadrinhos dos Estados Unidos, detentora de títulos como o Batman e Superman.
Mesmo sem entender inglês, nem nunca ter saído do país, Ed Benes, como é conhecido no mundo artístico, ganha em torno de 8.000 dólares, por mês. Para desenhar o Batman ou o Superman, o desenhista recebe roteiros traduzidos.
Ed Benes, ex-servente de pedreiro, desde os 18 anos deixou de fazer bicos em uma fábrica de filtros, para se dedicar ao desenho. Foi descoberto por meio da internet.
Segundo a revista Veja, desta semana, o número de artistas brasileiros que emprestam seus traços às editoras de quadrinhos americanas triplicou nos últimos quatro anos. Atualmente são mais de 150 desenhistas e coloristas, trabalhando no mercado. O crescimento da participação de estrangeiros no mercado de quadrinhos americano deve-se principalmente à internet. É quando as agências e editoras identificam novos talentos, recebem deles os desenhos e, caso aprovados, são contratados.

30 de jun. de 2009
Foto: Arquivo Nirez

PRAIA DE IRACEMA
Ana Miranda *

PRAIA DE IRACEMA
Ana Miranda *
Nasci na praia de Iracema. De lá tenho as mais acolhedoras reminiscências. Meu pai, que era um próspero engenheiro, e minha mãe escolheram, em meados dos anos 1940, morar num daqueles bangalôs brancos, murados por cercas vivas, com quintais arborizados. Avenida Aquidabã...ao longo da praia. Ali habitavam famílias que tinham a vida calma de cidade que pertence a si mesma. Lembro-me de avistar o mar, o tão evocado mar esmeralda, de águas limpas e transparentes, em que tomávamos banho, eu tinha medo das ondas, eram imensas e eu, uma conchincha...
Em alguns dias o vento se levantava com força, as baixas nuvens de areia batiam nas minhas pernas a ponto de causarem um pequeno suplício, mas que me parecia tão natural quanto caminhar. O vento forte dava a impressão de que eu ia a qualquer momento levantar voo feito um pássaro marítimo para além dos coqueiros, com as raízes à vista, e de suas palmas secas que caíam na alvíssima areia, viravam telhados de cabanas, ou cestas, ali tudo era obra do vento, da natureza, dos homens ainda não tão poderosos com suas máquinas ainda tímidas, as casas nem tinham garagens, os poucos carros dormiam ao sereno tranquilos. E lembro do forte cheiro marinho que impregnava o ar, os cabelos, as roupas de renda engomadas. Lembro das mais nítidas estrelas à janela, dos passeios a pé na ponte dos ingleses, que dizem, era um observatório de crepúsculos, peixes e navios. Eu via as jangadas saindo, ou navegando em horizonte, ou voltando, as redes de pesca estendidas na areia a secar, os moradores da cidade a comprar no fim do dia os peixes prateados trazidos pelos jangadeiros, que os jogavam ali, na areia, ainda quase vivos, com a boca murmurando silêncios. E por trás da praia, um bairro com renques de casas pequenas e bonitas, umas ao lado das outras, onde era comum as pessoas sentarem com suas crianças à calçada, no fim da tarde, ao redor de mesas, numa atividade lúdica e humana que dava a maior graça às ruas dali. Também havia casas grandes, histórias algumas, cercadas de jardins e mistério. Era um lugar idílico, até que o mar passou a avançar e a destruir as construções.
Puseram na areia, então, monte de pedras negras para barrarem a força das ondas.. A praia deixou de existir, passou a ser uma espécie de cais, dique, barragem. Os jangadeiros foram embora para outros lugares, ali não havia mais como descer as jangadas em seco. Muitos moradores se foram. E aos 5 anos fui embora de minha praia natal.
Soube, depois, que aquele bairro bucólico e elegante que ficava diante da praia de Iracema fora, na verdade, uma invasão de pessoas ricas sobre um lugar que tinha sido dos pescadores e trabalhadores, chamava-se outrora praia do Peixe, porque ali os jangadeiros vendiam o seu pescado. Soube, também, que a construção do porto do Mucuripe fora a causa do desaparecimento das areias da praia de Iracema, por haver provocado mudanças nas correntes marítimas. Por muitas décadas voltei ao Ceará, acompanhei as mudanças na praia de Iracema.
Construíram prédios altos, uma larga calçada de madeira passando entre o mar e as antigas casas, que foram reformadas e se tornaram restaurantes.
Criaram um dragão imenso que se chama Dragão do Mar, para música, teatro, cinema, pintura... Reformaram a ponte do Ingleses, infelizmente, mudando seus modos antigos de ser. Hoje, com a maior tristeza, ouço que a praia de Iracema está se tornando um lugar ermo, abandonado, onde perambulam pessoas do baixo mundo, com seus hábitos infernais. Os moradores estão sendo levados a se mudar dali, e,a cada que se vai, é uma nova vitória da devastação. Melancólica, ouço essas notícias. Sei que há pessoas lutando, ali, acolá chamaram o governador, que até agora não resolveu nada, nem a prefeita, fizeram CPI, campanhas, os jornais falam, mas é o tipo de problema mais árduo, porque é muito difícil aquilo que depende de políticos em acordo com as pessoas em acordo entre si. Tenho até sonhado com isso, atormentada. É difícil retornar aquilo que perdemos.

* Ana Miranda é escritora
Crônica publicada na Singular, edição nº 22/2007

A farsa da foto
Vi no blog Antena Paranóica, do meu amigo Nonato Albuquerque, as “12 melhores fotografias em toda a História da Humanidade”, selecionadas pelo blogueiro César A. Algumas dolorosas, como a de Kevin Carter que registra um abutre à espreita de uma criança sudanesa subnutrida. Também faz parte da coletânea, a foto intitulada O rebelde desconhecido: flagrante de um corajoso jovem, em pé, em frente a uma linha de tanques chineses. E outros documentos fotográficos da História da Humanidade.
Agora, faço restrição a foto tirada por Joe Rosenthal para a Associated Press, mostrando jovens estirando a bandeira dos EUA, na batalha de Iwo Jima, durante a II Guerra Mundial.
Aquilo, na verdade não foi “um momento histórico para a humanidade”. Foi sim uma farsa do hasteamento da bandeira norte-americana, sem qualquer importância, para o desenrolar da guerra contra os japoneses. O governo norte-americano, mesmo sabendo da armação, aproveitou a farsa e usou a foto para obter aprovação popular e captar recursos para comprar armas.
Aquilo, na verdade não foi “um momento histórico para a humanidade”. Foi sim uma farsa do hasteamento da bandeira norte-americana, sem qualquer importância, para o desenrolar da guerra contra os japoneses. O governo norte-americano, mesmo sabendo da armação, aproveitou a farsa e usou a foto para obter aprovação popular e captar recursos para comprar armas.
A foto pode ser considerada, isto sim, um momento triste para a história da humanidade.
Na batalha de Iwo Jima, pequena ilha ao sul de Tóquio, morreram sete mil fuzileiros navais dos Estados Unidos e 21 mil combatentes japoneses.
Mais detalhes sobre a foto, no trailer do filme A Conquista da Honra, de Clint Eastwood.
Joel Santana ficou muito
puto com as gozações
puto com as gozações
O técnico da seleção da África do Sul (que fez bonito na Copa das Confederações), o brasileiro Joel Santana, queimou ruim e ficou irritado com as piadas sobre o seu inglês sofrível, sucesso na internet. Chutando o balde, meteu bronca: “Brasileiro gosta disso, de tirar sarro. Tem cara fazendo um monte de besteira, mas usa gravatinha e tem uma pastinha na mão, como brasileiro gosta”.
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